Kodak

A evolução da produção nas gráficas e a tecnologia como fomentadora

14/07/2020 - 10:07

Por Paulo Medeiros, gerente industrial na Printi

Quando se fala em transformação digital no setor gráfico, é preciso pensar além do óbvio. Ele é um dos mais fortes do Brasil, mas também um dos que mais demoraram para aderir à tecnologia. Durante muito tempo, o segmento careceu de inovações capazes de revolucionar a produção e todo o seu ciclo, do pedido até a entrega aos clientes. Porém, ao que tudo indica, isso está mudando.

Estima-se que uma gráfica adepta à inovação, dependendo de seu porte, possui a capacidade de fabricar e entregar até 12 mil pedidos por dia, além de possibilitar o envio de encomendas em até 24h. De acordo com uma previsão da InfoTrends, a impressão digital colorida deve crescer 12% ao ano e movimentar 871 bilhões em 2021. No entanto, a tecnologia não quer dizer só que uma nova forma de imprimir ditará toda a revolução no setor, mas uma série de fatores que impactam diretamente a produtividade e o relacionamento das gráficas com seus clientes.

De fato, a impressão digital é um primeiro passo para uma indústria que não via novidades há tempos. Graças a ela, foi possível revolucionar os métodos utilizados em gráficas dos mais diversos portes e, um trabalho que levava horas para ser concluído em equipamentos antigos, agora demanda alguns minutos ser feito – mesmo em grandes tiragens.

A impressão digital foi responsável ainda por mudar a maneira como as pessoas trabalham, reduzindo a exposição a riscos e possíveis danos para a saúde dos funcionários, que lidavam diretamente com produtos tóxicos, característicos dos métodos mais antigos que eram presentes nessa indústria.

O Brasil vem vivendo uma onda que mudou a forma com a qual as pessoas encomendam serviços. Graças ao Web2Print, é possível produzir baixas tiragens com a mesma qualidade das altas. Além de trazer mais transparência no orçamento para o cliente e a comodidade de fazer o pedido de casa. Basta enviar suas especificações pela internet para que a fábrica seja automaticamente acionada e comece a produção.

Tal tecnologia foi tão bem aceita no mercado brasileiro que fez com que o setor fosse além do papel e introduzisse o web2pack no dia a dia, permitindo que a mesma técnica fosse aplicada para embalagens, personalizadas ou não, com tiragens altas e baixas. Essas facilidades contribuíram para uma produção mais dinâmica e conveniente aos clientes.

Não se pode esquecer da participação da logística neste novo contexto. A chegada de uma modalidade ‘e-commerce’ no mundo gráfico demanda entregas inerentes ao comércio eletrônico tradicional: frete que cabe no bolso, prazos que atendam às necessidades de quem compra e uma experiência eficiente de uma ponta a outra.

Em resumo, a transformação digital no setor não é um benefício exclusivo da produção. É para os clientes, funcionários e, acima de tudo, ela representa uma experiência melhor e mais resultados para todos eles.

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