Revista Graphprint - Edição 185

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GRAPHPRINT Mai/Jun 2018 31 Para impulsionar o desempenho e a inovação Apesar dos benefícios da adoção das práticas para a gestão de riscos corporativos, pesquisa revela uma quantidade ainda pequena de empresas que possuem um processo formalmente implementado Uma investigação em empresas de grande porte do Brasil para ava- liar a influência da Enterprise Risk Management (ERM) - gestão de riscos corporativos no desempenho em inovação - revelou que a área caminha a “passos lentos”. A pesquisa foi realizada pela profes- sora Silvye Ane Massaini - coordenadora dos cursos de pós-gradua- ção da Faculdade de Administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) - para seu projeto de doutorado da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Das 97 grandes empresas pesquisadas no início de 2017, apenas 38,14% demonstraram possuir um processo de gestão de risco for- malmente implementado. De forma geral, o levantamento apon- tou que a existência dessas práticas influenciam positivamente os resultados em termos de inovação de produto, processo, marketing e organizacional das empresas pesquisadas. Além disso, dentre as razões mais citadas para estabelecimento das práticas de gestão de riscos, destacam-se o aumento da rentabili- dade e/ou valor da empresa (12,47%), a diminuição das perdas e desperdício de recursos (11,02%), a proteção contra problemas em relação à imagem e reputação da empresa (9,56%), o aumento da eficácia dos processos operacionais (9,56%) e o cumprimento das exigências regulatórias e legais (8,32%). “O número ainda modesto de empresas que possuem uma gestão formalizada de riscos corporativos se deve, entre outros motivos, à falta de informações sobre como gerenciar o processo”, afirma a professora Silvye, lembrando que a literatura sobre o tema retrata de forma descritiva como os processos devem parecer e funcionar, mas há poucos estudos que ensinam como lidar com as questões políticas, culturais, logísticas e estratégicas, que envolvem a imple- mentação de tais práticas. Além disso, “poucos gestores consideraram sua abordagem à gestão de risco empresarial (ERM) proativa, sob a forma de um processo integrado que envolve todos os níveis da organização”. O BAIXO APETITE A RISCO É UM PONTO RELEVANTE “Além disso, assim como apontado por outras pesquisas, a maioria dos executivos ainda sente dificuldades na construção de práticas e de uma cultura voltada para a gestão de riscos corporativos”, com- plementa a doutora, lembrando que essa informação é relevante, considerando a existência de diversos fatores que podem impactar o processo de inovação, como o conservadorismo e a falta de ali- nhamento com os objetivos estratégicos da empresa. O baixo apetite a risco é outro ponto relevante no avanço des- se processo. “As empresas pesquisadas demonstraram possuir um baixo nível de capacidade de risco, ou seja, não estão dispostas a suportar riscos com alta probabilidade e impacto, que possam comprometer seus resultados, como também não estão dispostas a correr mais riscos em busca de um retorno superior”, aponta. Os resultados deste estudo, na conclusão da professora Silvye, possuem implicações importantes para a gestão das empresas, tendo em vista a crescente complexidade do ambiente empre- sarial e a importância da gestão de riscos para a sobrevivência das organizações. correntes, até que você esteja totalmente estudado e ciente dos pon- tos positivos e negativos de começar essa nova empreitada. Ter claro o seu principal cliente pode facilitar na hora de desenhar as estratégias de comunicação de uma empresa. Então, mesmo que a sua empresa lide com um público amplo, uma sugestão é definir um grupo principal que sua empresa irá trabalhar. A falta de planejamento de todos os setores pode levar a empresa para onde os empreendedores jamais querem chegar: o fim do seu negócio. Por isso, é importante traçar estratégias, observar o merca- do e traçar um plano para sua empresa e, é claro, segui-lo. Planejar é um dos itens mais importantes para uma empresa! Para finalizar, Pessoa diz que o novo empreendedor precisa ser otimista e realista e, sobretudo, ter sempre uma visão analista em todos os obstáculos e desafios que a sua nova empresa irá passar. “Mesmo assim, eu reforço que o principal erro é a ausência do planejamento financeiro, então, como conselho eu digo para pres- tarem atenção nisso, além de trabalhar com uma boa ferramenta de gestão apropriada para o seu tipo de negócio, além de ter um contador de qualidade e confiança para ajudar em decisões relacio- nadas com a parte tributária e contábil”, finaliza.

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