Revista Graphprint - Edição 184

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GRAPHPRINT Mar/Abr 2018 25 O ano de 2018 começou melhor do que muitos po- deriam esperar em 2017. Dentro da indústria gráfica há indicadores mostrando que a impressão começa a retomar alguns lugares. Nota-se em todos os nichos crescimento da personalização aliado a tiragens cus- tomizadas. Esse movimento acaba exigindo produ- ções cada vez mais rápidas. Outro fator que leva ao crescimento do mercado é o período eleitoral, um tradicional consumidor do meio gráfico. A comunicação visual, por exemplo, ganha novos investimentos e não podemos esquecer dos famigerados santinhos e outras obras impressas usadas pelos políticos espalhados pelo Brasil. A fo- tografia é outro componente de destaque. A partir das fotos criadas com os dispositivos móveis, há um crescimento no número de impressão. É a força das mirrorless, uma tendência de equipamentos mais leves e superpotentes que servem para registrar mo- mentos e estimular a demanda por fotos impressas de alta qualidade, sobretudo na área de decoração. Em 2016, foram consumidos 12 milhões de metros quadrados de papel fotográfico. Nesse embalo positivo vem o vasto setor de emba- lagens com seu alto poder de colocar as impressoras em ação. Não é possível deixar de citar a evidente participação do promocional, pois onde há consumo há comunicação. Lembremos ainda da produção de conteúdo que gira pela internet. O público é fisgado na rede social e acaba procurando o impresso para ler e manusear. Afinal, após quatro anos seguidos de queda, o mercado editorial no Brasil registrou re- sultado positivo em 2017. O faturamento do setor subiu de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,7 bilhão, ou 3,2% (considerando a inflação). O volume de vendas tam- bém cresceu, indo de 40,5 milhões para 42,3 mi- lhões de exemplares vendidos, aumento de 4,55%. Os números aqui citados foram apresentados pelo Painel das Vendas de Livros do Brasil, feito Niel- sen e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Edi- tores de Livros (Snel). A VISÃO DE MERCADO Com tanta evolução na automação das tarefas in- dustriais, redução das fases de produção, padroni- zação nos processos e soluções com máquinas cada vez mais funcionais é natural que os profissionais, fala Nora Milly Setton, gerente de produto da Fer- rostaal, formulem teorias sobre o futuro das artes gráficas. “Produtividade, qualidade e custo reduzi- do são as metas da maioria das empresas do setor. A produção gráfica é dividida em pré-impressão, impressão e pós-impressão e obviamente notamos várias mudanças em cada uma dessas fases. Porém o acabamento tem se tornado essencial para o bom andamento dos demais passos do processo. Cada vez mais existem mecanismos de automação e de monitoramento, nesta fase, que determinam o su- cesso dos produtos”, fala Nora. O setor de acabamento acaba sendo o responsável por segurar e ao mesmo tempo dar vazão ao volume im- NORA MILLY SETTON, GERENTE DE PRODUTO DA FERROSTAAL: “O acabamento tem se tornado essencial para o bom andamento dos demais passos do processo. Cada vez mais existem mecanismos de automação e de monitoramento, nesta fase, que determinam o sucesso dos produtos.”

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