Revista Graphprint - Edição 184

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GRAPHPRINT Mar/Abr 2018 15 Setor de embalagem enxerga crescimento APÓS ESTUDO, ASSOCIAÇÃO ANUNCIA QUE A PREVISÃO É DE CRESCIMENTO DE 2,96% EM 2018 O DESEMPENHO DE CADA SETOR ESTÁ DIRETAMENTE ATRELADO AO DESEMPENHO DOS MERCADOS A QUE ATENDE PRIORITARIAMENTE,VARIANDO ENTRE PRODUTOS DE CONSUMO NÃO DURÁVEIS, DE RÁPIDO CONSUMO,ATÉ SEGMENTOS DE PRODUTOS DURÁVEIS, COMO ELETROELETRÔNICOS OU MESMO DA CONSTRUÇÃO CIVIL. A Associação Brasileira de Embalagem (Abre) anunciou recentemente os resultados do “Estu- do Macroeconômico da Embalagem Abre/FGV: retrospecto de 2017 e perspectivas para 2018”. Com volume bruto de produção fechado em R$ 71,50 bilhões, o setor apresentou crescimento de 1,96% na produção física de embalagem no ano de 2017 em relação a 2016 e prevê para o ano de 2018 um crescimento maior, calcado na recu- peração dos indicadores de consumo, comércio, serviços e industrial. Os números são tradicionalmente apurados pe- la Abre há 21 anos, sob a chancela do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Na opinião de Paulo Pic- chetti, economista responsável pelo estudo, os números refletem o cenário de retomada da economia brasileira: “Nesse contexto, pode- mos perceber um clima mais positivo entre os empresários, que se mostram mais dispostos a investir em seu parque tecnológico e também na contratação de pessoal.” Aliás, isso já se reflete na geração de empregos no setor de embalagem. Em relação a empregos di- retos e formais, a posição em dezembro de 2017 ficou em 218.146 profissionais com carteira assi- nada, apontando um crescimento de 1,12% em relação a 2016. Das cinco classes de embalagem, quatro regis- traram crescimento em 2017. O desempenho de cada setor está diretamente atrelado ao desempe- nho dos mercados a que atende prioritariamente, variando entre produtos de consumo não duráveis, de rápido consumo, até segmentos de produtos duráveis, como eletroeletrônicos ou mesmo da construção civil. INDICADORES POSITIVOS O crescimento no número de empregos diretos e formais contribui para o entendi- mento de uma recuperação da economia brasileira. De acordo com Gisela Schul- zinger, presidente da Abre, o estudo é um balizador para o mercado de embalagem. “Nosso objetivo é oferecer ao setor um termômetro do segmento e indicar um norte para ações da indústria”, comenta. “Estamos presenciando o aumento do consumo das famílias e o aumento da confiança em relação ao país, sendo, portanto, um importante momento para buscar novas oportunidades. O período de crise que vivemos até o ano passado também deixou um legado positivo, que se traduz em no- vos aprendizados, como mais eficiência operacional, a busca por desenvolver novas funcionalidades e a exploração de nichos do mercado que entreguem maior valor para o consumidor”, destaca Gisela. As principais indústrias de bens de consumo também apresentaram crescimento, o que reflete a recuperação, ainda que lenta, da economia do país. Fonte: Abre

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