Revista Graphprint - Edição 182

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Eventos GRAPHPRINT DEZEMBRO 17 30 a mesma coisa. É preciso mudar, valorizar as conquistas, fazer o melhor com os recursos disponíveis e aproveitar todas as oportu- nidades com uma mentalidade realizadora.” Em tempos de alta concorrência e de clientes mais informados para tomar decisão, alguns detalhes podem fazer toda a diferen- ça para se conseguir melhores resultados em vendas. E uma das formas de lançar mãos destes detalhes é ter conhecimentos de neuromarketing, como explicou o mestre em Business Adminis- tration in Neuromarketing, Felipe Nasser. Ele comandou a palestra “Neuromarketing: a nova geração de vendas e comunicação gráfi- ca”, abordando aspectos da neurociência aplicados ao marketing. “Trabalhar neurociência é trabalhar pessoas, e assim trabalhamos emoções. Alegria, raiva, medo, tristeza, nojo e surpresa são senti- mentos que levam à emoção. Então que emoção podemos desper- tar nos nossos clientes por meio de nossos produtos?” Por que, mesmo em condições normais de mercado e de estru- tura, alguns vendedores do setor gráfico conseguem melhores resultados do que outros? A pergunta inquietante foi o centro da palestra “Gestão de vendas e de vendedores para grandes resul- tados na nova era do mercado gráfico”, proferida pelo coach em- presarial e de vendas Marcos Biaggio. Segundo ele, a batalha por mais clientes e vendas não ocorre mais no campo técnico, mas sim no campo da inteligência emocional, em que vender é uma combinação de arte, ciência e neurociência. “Quem incorpora a inteligência emocional, que é a capacidade de lidarmos com nos- sas emoções e com as emoções dos outros, conseguirá sempre melhores resultados.” Se o mundo vem tendo mudanças significativas no jeito como as pessoas se comunicam, se hospedam, andam de carro, ouvem música e assistem filmes, é lógico pensar que também há mu- danças na forma como elas compram as coisas. Esta foi a linha de raciocínio principal da palestra “Fundamentos de um e-commerce de sucesso”, ministrada pelo mestre em administração Leandro Krug Batista. A mudança principal no consumo é que a internet passou a ser um campo vasto para se adquirir de tudo, de tê- nis a pré-compra de carros. E, segundo o palestrante, a indústria gráfica não pode ficar de fora deste cenário sob pena de perder ainda mais negócios, principalmente por conta da nova geração consumidores que já nasceu com o celular na mão e faz tudo pela internet. “A nova ordem nos leva a pesquisar, avaliar, ver opiniões e comprar tudo pela internet. É praticidade e ganho de tempo que não podem ser descartados por nenhum negócio.” Na busca por se diferenciar da concorrência, os empresários gráficos estão ganhando a oportunidade de imprimir em outros substratos diferentes do papel. Por isso, o especialista em pré- -impressão e mídias eletrônicas Ricardo Minoru Horie falou so- bre “Impressão das coisas: novas oportunidades na impressão digital”. O tema ganha cada dia mais força, na visão de Minoru, porque o serviço gráfico tradicional se tornou uma commodity, com muitos concorrentes oferecendo o mesmo serviço, preço, qualidade e prazo de entrega. “Com isso, surgiu a impressão das coisas, também chamada de impressão funcional ou impressão industrial, que é imprimir em tecido, piso, parede, azulejos, ma- deira, vidro, entre outros materiais. Há quem diga que isso não é indústria gráfica, mas a verdade é que é um conceito que está perto de completar uma década e que vem sendo o diferencial para muita gráfica ganhar competitividade com produtos de maior valor agregado.” Nascida entre 1980 e 2000, a geração dos Millennials está che- gando com força ao mercado de consumo e de trabalho. Saber lidar com eles, seja como patrão ou como cliente, é chave para o empresário que quer ter sucesso nesse relacionamento. Este foi o tom da palestra “Sim, os millennials chegaram aos departamen- tos de marketing e compras. Sua gráfica sabe se comunicar com eles?”, que ficou a cargo do designer e especialista em marketing Joaquin Fernandez Presas. Segundo Presas, na relação com os Millennials é preciso dar dois passos para trás e ver a situação com novo prisma. “Eles são diferentes, mas não adianta querer se adaptar a eles ou confrontá-los, é preciso se conectar a eles e andar junto. Entenda que eles nunca vão fazer as coisas do jeito que a gente quer que façam.” ITINERANTE O III Seminário Sul Brasileiro da Indústria Gráfica é uma continui- dade do Seminário Catarinense da Indústria Gráfica, que surgiu em 2014 em Florianópolis e contava apenas com participantes catarinenses. Depois disso, as Abigrafs dos três estados do Sul se reuniram para fazer um evento único, que passou a ser denomina- do Seminário Sul Brasileiro da Indústria Gráfica, sendo realizado de forma itinerante. A segunda edição foi realizada no ano passa- do, também em Santa Catarina. Este ano a sede foi o Paraná. Em 2018 será a vez dos gaúchos organizarem o evento. De acordo com a organização do evento, cerca de 300 pessoas dos três estados do Sul participaram do evento

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