Chapas
GRAPHPRINT NOVEMBRO 15
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bora tenha sim tomado parte do offset. Mas,
podemos também citar a crise econômica no
Brasil,quecontribuiuparaumapartedaqueda
da indústria. As gráficas também vivem uma
migração da verba voltada à comunicação
para plataformas eletrônicas mais baratas,
com maior alcance e de fácil mensuração”,
alertaSousa.
Há três anos, a Agfa investiu em sua planta
fabril em Suzano (SP) como forma de atender
uma demanda crescente e os países daAmé-
rica Latina. “Ajudou não apenas na ampliação
da produção local como também namoderni-
zação da linha e na produção local dos produ-
tosmais recentes da empresa em âmbito glo-
bal. Também pelo enorme sucesso da chapa
livre de substâncias químicas, a :Azura, que
obteve uma enorme aceitação pelo segmento
como um todo”, avaliaSousa.
ALÉMDEESTABILIDADEDE
REVELAÇÃOECALIBRAÇÃODA
CHAPA, ASCHAPAS TÉRMICAS
PROPORCIONAMOUTRAS
VANTAGENS
Zucchino diz que a estabilidade da tecnologia
térmica não se limita à pré-impressão: “Uma
das grandes vantagens da tecnologia reside na estabilidade de processo ao longo
de uma tiragem de impressão. “Devido às características de emulsão das chapas
térmicasesuasensibilizaçãopelocalor,a tecnologia térmicapermiteestabilidadede
imagem pormais tempo, durante o processo de impressão. Isso representa redução
de variáveis, otimização de tempo de máquina, menos paradas e, portanto, maior
eficiência e economia em todo o processo gráfico.”
Neste caso, Chimelli argumenta que há dois tipos de chapas térmicas: a negativa e
positiva.“Nachapapositiva,aprincipal vantageméaalta resolução,poisaexposição
ocorrenasáreassem imagem.Dessa formaépossível atingir10microsnas retículas
estocástica ou híbrida. Por esse motivo as chapas digitais convencionais térmicas
são vastamenteutilizadas em impressões comerciais edealtaqualidade. Noquediz
respeitoànegativa,ondeaexposiçãoocorrenasáreasde imagem, suavantageméa
robustezea resistênciaadeterminados solventese limpadoresdechapas. Ela tema
característicade suportar agentes físicos equímicos queprejudicariamas positivas.
Muitosbureausdechapaspreferemutilizá-la, poiso transportedas chapas copiadas
atéoclientefinal pode submeter as chapasaagressõesmecânicas, comoarranhões
e atrito”, exemplifica o executivo da IBF.
Na opinião de Zompero, demodo geral, as chapas térmicas digitais têm o processo
mais confiável e estável. “São necessáriosmenos controles de processo em relação
a outras tecnologias de chapas de impressão e a oferta de tipos e fabricantes é bem
ampla”,analisaoexecutivodaHeidelberg. Sousa frisaobalançode tintaeáguamais
previsível e que proporciona umprocesso commenos variáveis.
Sanjurjo ressalta que a confiabilidade é a principal característica, pois o vilão da
gráfica sempre foi a pré-impressão. “Caso exista diferença de registro e se há dife-
rença entre a cor impressa e a prova contratual, o primeiro setor a ser acionado é a
pré-impressão. Hoje, com equipamentos como leitores de chapas, condutivímetros e
densitômetrosdecalibraçãodeprovas,oprocessoé rastreadoesemaestabilidadee
SidneyZompero, supervisordeprodutodaHeidelberg:
“Percebemos que as tecnologias digitais cada
vezmais complementam o universo dasmídias
demaneira geral e, claro, que uma parte
da impressão offset é afetada pelas novas
mídias de impressão digital. Especialmente
omercado promocional acaba sentindomais
essas influências.A concorrência com amídia
impressa digital é saudável e natural, acredito
que a impressão offset está bemmadura e
a tendência é que a impressão digital cresça
até atingir a estabilidade, aí as tecnologias de
impressão se completarão.”