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Matérias-primas - Edição 85
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Evonik anuncia investimento de 45 milhões de euros em nova fábrica no Brasil
 
A Evonik Industries anuncia a construção de uma nova fábrica para a produção de peróxido de hidrogênio, um agente ecológico para branqueamento e oxidação utilizado principalmente na fabricação de papel e celulose, no complexo petroquímico de Triunfo, a 50 quilômetros de Porto Alegre, em meados de 2009.
 

Com investimento da ordem de 45 milhões de euros, a unidade deve gerar 25 empregos diretos e entrar em operação no início de 2011. A capacidade de produção inicial esperada é de 40 mil toneladas métricas. Hoje, a Evonik tem uma capacidade anual de produção de peróxido de hidrogênio de mais de 600 mil toneladas métricas, sendo a segunda maior produtora mundial. A demanda global para as aplicações em branqueamento de papel e celulose está acima de 3 milhões de toneladas métricas ao ano. O plano de investimento para as instalações ainda deverá ser aprovado pelo conselho de administração da Evonik e foi estimulado pelo desenvolvimento dinâmico do mercado de celulose, por meio de novos projetos e mediante a expansão das capacidades existentes.

O local do investimento, em Triunfo, faz parte de um parque químico estrategicamente localizado, próximo às indústrias compradoras do produto que estão se desenvolvendo na região. “A indústria brasileira foi excelente durante duas décadas no desenvolvimento de celulose e papel. Não é só no tamanho, mas também na tecnologia, e nós temos a mais avançada tecnologia de produção de peróxido de hidrogênio do mundo. Os fabricantes de celulose no Brasil gerenciarão a crise e não temos dúvidas alguma sobre o investimento anunciado”, afirma Thomas Haeberle, presidente da Evonik Industries.

De olho no Brasil
A previsão para a América do Sul e Ásia é que as taxas de crescimento excedam a 10% ao ano até 2012. De acordo com especialistas, o mercado de celulose brasileiro deverá dobrar até 2013, saltando de 6 para 13 milhões de toneladas anuais. Os projetos de reflorestamento necessários para essa finalidade requerem um período anterior de aproximadamente sete anos e já foram anunciados para o sul do Brasil.

A Evonik produz peróxido de hidrogênio no Brasil desde 1997. Em 2007, na unidade de Barra do Riacho, no Espírito Santo, a capacidade foi expandida para cerca de 70 mil toneladas métricas. A capacidade adicional de 40 mil toneladas prevista para Triunfo significa que uma em cada seis toneladas de peróxido de hidrogênio produzidas pela Evonik no mundo será elaborada no Brasil. O peróxido de hidrogênio um dos negócios mais inovadores e que apresentam maior crescimento nos setores em que a Evonik atua. Por meio de inovações de sucesso, a Evonik oferece novas possibilidades de aplicações que permitem abrir mercados futuros.

Além das aplicações no branqueamento de papel e celulose, o peróxido de hidrogênio também é empregado na síntese de óxido de propileno, utilizado principalmente na produção de precursores de poliuretano. Os poliuretanos resultantes são, então, transformados em estofamento para assentos de automóveis ou para móveis. Para melhor atender a demanda mundial por peróxido de hidrogênio, a Evonik produz em 11 fábricas localizadas nos seguintes países: Alemanha, Bélgica, Itália, Áustria, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Coréia do Sul, Nova Zelândia e África do Sul.

 
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