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Editorial - Edição Especial 10 Anos
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Artes gráficas, um vício; GRAPHPRINT, uma paixão
 

Há desafios que nos caem no colo meio abruptamente, sem nos dar tempo para avaliar nossa capacidade para enfrentá-los e, principalmente, nossa disposição para vencê-los. Há, também, presentes que nos são entregues, ainda que camuflados e, à primeira vista, nos fazem pensar no que faremos com eles.

Pois bem. Eu diria que a revista GRAPHPRINT é um misto de ambos: presente e desafio. Lá em 1998, quando então era apenas a jornalista de uma editora jovem e cheia de projetos, não poderia supor que, ao lançar o título Tintas & Impressão Gráfica, voltado ao mercado de tintas de impressão - vocação da Ávila-Agnelo Editora, que nasceu e cresceu focada no setor de tintas -, a minha trajetória profissional fosse mudar tão profundamente.

Dizem muitos dos meus entrevistados que a indústria gráfica é como um vício: depois que se sorve sua essência, a dependência fica impressa na alma. Verdade... Nestes dez anos que a revista GRAPHPRINT leva e traz notícias, pude acompanhar, cada vez de forma mais apaixonada e comprometida, os vaivens da indústria gráfica brasileira. Pude, acima de tudo, apreciar o movimento - quase involuntário - que a publicação fez para se desvencilhar de um segmento específico e se esparramar, até abraçar todos os cantos do mercado gráfico.

O “rebatismo” para GRAPHPRINT trouxe um sem-número de descobertas: pré-impressão, impressão, acabamento. Três palavras que, juntas, passaram a sintetizar um universo colorido que, à revelia da ousada comunicação via web, continua ratificando a força e a longevidade da mídia impressa.

GRAPHPRINT nesta década representou um marco no setor. Certamente, muitos hão de discordar, mas não fazem coro. A verdade é que, ao circular, a publicação cultivou um terreno fértil, onde florescem novas formas de comunicação e de opções comerciais.

Tem sido prazeroso e gratificante ciceronear a viagem na qual GRAPHPRINT se deixou conduzir. Prazer por um rol de entrevistados que aumenta a cada edição, e faz questão de opinar, e gratidão pelos comentários, de bastidores ou não, que acenam positivamente para a continuidade da trajetória.

E como não poderia deixar de ser, também GRAPHPRINT é feita de samba, suor e lágrimas. Em outras palavras, por gentes, que dançam para cumprir prazos, que molham a camisa para achar o melhor ângulo da foto, que choram quando o perverso erro se revela, exibido, depois da impressão.

Pessoas são, seguramente, o que GRAPHPRINT tem de melhor: os que pensam seu posicionamento, os que investigam a informação, os que talham as palavras, os que aparam arestas do português, os que ajustam o foco na melhor imagem, os que desenham as páginas, os que comercializam idéias, os que imprimem, os que distribuem, os que lêem.

Nada é por acaso. Nem a minha “maternidade” (ainda que parcial), nem o sucesso desta revista que completa sua primeira década. Acredito, piamente, que GRAPHPRINT, assim como os filhos, fez de mim uma profissional melhor, mais aberta a novos conhecimentos. Da mesma forma, creio que GRAPHPRINT, assim como os filhos, vai crescer e experimentar mudanças: do tom de voz, da fisionomia, da compleição, dos horizontes. Enfim, amadurecerá.

Como “mãe”, sinto-me orgulhosa de observar a cria se desenvolvendo com robustez de caráter. E, também como tal, o orgulho de ter dado uma pincelada no que promete ser uma obra de arte.

Paixão, caros amigos, não é dos sentimentos mais duradouros. Entretanto, nenhum melhor poderá retratar a obstinação, a fé e a alegria de escrever o que se gosta para quem se admira.

A minha homenagem a todos os que, como eu, construíram uma revista para retratar esse fascinante universo de 200 anos e que, mesmo ancião, ainda encanta e apaixona.

Passo a passo de dez anos
Para brindar os leitores, trazemos, nesta edição, um apanhado do melhor que circulou nas páginas de GRAPHPRINT. Fizemos um trabalho de túnel do tempo: a equipe de jornalistas - cada qual com pelo menos uma breve passagem pela revista - retrocedeu e foi atrás dos principais acontecimentos dos últimos dez anos. O resultado é um texto “jogo rápido” que relembra e homenageia o mercado gráfico nacional e internacional.

Separamos as notícias por ano - de 1998 (lançamento de GRAPHPRINT) a 2008 - e, para cada um deles, atribuímos uma capa publicada no respectivo período. Não se trata de capas quaisquer, escolhidas aleatoriamente. Para chegar a elas, contamos com a participação dos leitores e internautas, que puderam escolher suas preferidas por meio de pesquisa feita no site da revista (www.graphprint.com.br).

Essa iniciativa visou contemplar a parceria entre a GRAPHPRINT impressa e a virtual, cujo sucesso de complementação de informação tem se mostrado eficiente tanto do ponto de vista editorial como comercial.

Trazemos, também, uma rápida análise do comportamento do mercado gráfico ao longo da década de existência de GRAPHPRINT. As informações, os números e as análises são de autoria da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), que esmiuçou dados de vários órgãos governamentais.

Por fim, abrimos o microfone para os entrevistados, anunciantes e parceiros deixarem suas mensagens. Um seleto grupo de amigos que faz valer a pena a década que passou e as muitas outras que estão por vir.

Esperamos que esta edição traga boas recordações e excelentes impressões.

 
Miriam Mazzi
 
Sumário
 
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