Graphprint
:::::::::........ O seu Portal de Negócios da Indústria Gráfica ........:::::::::
Home
   Brasil, 30 de Julho de 2010
Agenda de Eventos
Agenda de Cursos
Anuncie Aqui
Assine
Cadastro
Conheça a Graphprint
Contato
Edição do Mês
Edições Anteriores
Links de Interesse
Notícias
Prêmio Graphprint
Publicações Agnelo Editora
Showroom
Vernizes gráficos - Edição 83
Sumário
Um nobre aliado
 
Antes um setor que dependia exclusivamente daquilo que a indústria de tintas criava, o mercado de vernizes gráficos conquistou competência suficiente para voar sozinho.
 
Fábio Sabbag
 

Definitivamente, não é mais preciso caminhar no mundo das tintas para chegar ao produto verniz. Mesmo assim, ainda não é possível estudar profundamente as nuanças do setor, pois não há ninguém - exceto as empresas - totalmente especializado em difundir os números do mercado.

O Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp) realizou em agosto, por meio do departamento econômico do próprio sindicato, a 46ª sondagem conjuntural. A pesquisa representa o pensamento de 30% das indústrias associadas. Com base nas informações levantadas, apurou-se que, no comparativo com a 45ª sondagem, realizada em maio deste ano, o número das empresas que estão com o nível de utilização da capacidade instalada acima de 70% aumentou para 43,8% contra 41,2% anteriormente. Por outro lado, as empresas que estão entre 50% e 70% caíram para 50%, contra 52,9%, e aumentaram as que apresentam nível abaixo de 50%, passando para 6,2%, o que antes era 5,9%. Das 16 empresas que participaram dessa 46ª sondagem, 50% produzem tintas imobiliárias; 25%, tintas industriais; 18,7%, tintas automotivas e de repintura; e 6,3%, tintas gráficas.

Evidentemente que não são números específicos para o mercado de vernizes gráficos, mas já é alguma coisa. A criação de fontes de consulta pode até ser questão de tempo. Enquanto isso, na sala dos vernizes, as empresas espelham os passos do segmento. “Atualmente, ficamos muito satisfeitos quando o mercado gráfico identifica a existência de uma indústria especializada nesse insumo, quer seja pelo alto nível de especificidade ou pela participação econômica do segmento, que atualmente representa cerca de 10% no consumo doméstico brasileiro de tintas e vernizes e com vertente muito superior ao de tintas. Ao atingir esse status de identificação, era inevitável que essa indústria se tornasse autônoma no Brasil, a exemplo do que já havia acontecido em mercados gráficos mais maduros. Obviamente que essa condição só foi possível mediante determinada escala de produção e conseqüente volume de consumo interno. Dessa forma, o Brasil, aliando esse pré-requisito à vocação cultural empreendedora, conquista no âmbito da América Latina posição pioneira”, diz Francisco Veloso Filho, diretor da Overlake.

Para Valéria Pires, diretora industrial da Canopus Química, o produto verniz é considerado uma especialidade. “Há uma demanda grande da indústria gráfica por novidades em acabamentos. Esse item é tratado na fase de desenvolvimento de uma embalagem como é tratado o desenvolvimento de uma tinta especial que, por exemplo, detecta quais as características necessárias para o acabamento e procura o verniz mais adequado. Por esse motivo, existe hoje no Brasil uma indústria específica para o desenvolvimento de vernizes gráficos”, observa Valéria.

Único com exclusividades. Não, não estamos falando de propaganda de cartão de crédito. O assunto refere-se a uma indústria que cresce de maneira idêntica ao setor de acabamento. “O mercado nacional e sul-americano sustenta a indústria de verniz. Prova disso é a excelente instalação de máquinas com unidade de verniz; os recursos utilizados com vernizes especiais são cada vez mais explorados como forma de agregarem valor ao produto impresso, saindo do commodity. É muito importante ter um workflow totalmente voltado à fabricação de verniz, o que torna o cliente mais competitivo e com um menor ‘lead time’ na fabricação. Assim, o atendimento é mais fácil e personalizado. Porém, é essencial a proximidade com a indústria tinteira e demais indústrias envolvidas no processo visando novos desenvolvimentos e prevenção de problemas. Conseqüentemente, será transmitida mais segurança e confiabilidade ao cliente final”, diz Nelson Novaes Filho, gerente técnico da Printverniz, do Grupo Printcor.

Luis Flavio Moraes, gerente de desenvolvimento da Gênesis Tintas, observa que os mercados de editoração e promocional investiram fortemente em maquinários para aplicação de vernizes de acabamento. “A tendência é o consumo de vernizes aumentar. Logo, a verticalização das indústrias fornecedoras de vernizes tende a se auto-sustentar”, acrescenta o gerente de desenvolvimento da Gênesis. Já Flávio de Castro, gerente de marketing da Heliocolor, informa que a empresa tem três indústrias especializadas em vernizes e que são sustentadas pelo mercado gráfico e por outras tantas fábricas de tintas. “A cada dia nos especializamos nesse ramo focando sempre novas tendências”, completa.

Complemento é coisa do passado
Verniz gráfico não é mais complemento de nenhuma linha de produção. Seria até falta de competência não pensar exclusivamente em verniz. Hoje, a comunicação está se tornando tão dirigida que é impossível não pensar em nobres impressos. “Nosso último desenvolvimento foi o verniz UV para receber hot-stamping”, revela Sandro Garbim, diretor-técnico da Premiata Tintas e Vernizes Gráficos.

Como fornecedor de tintas, a Gênesis teve que alterar seu modo de agir. “Originalmente, desenvolvemos vernizes como complemento das linhas, porém com o investimento forte na elaboração de novos produtos a linha de vernizes se tornou referência para a empresa”, conta Moraes.

Valéria é contra a afirmação de que vernizes são produtos que complementam determinados processos. “O verniz hoje é encarado como um diferencial num impresso, por isso existem especialistas que desenvolvem sob medida; são empresas que fabricam especificamente vernizes gráficos. A Canopus Química é uma empresa com 16 anos, sempre focada no desenvolvimento desses produtos e possui uma ampla linha de produtos base água, solvente e ultravioleta”, fala a diretora industrial.

Veloso nota no mercado que quem (empresa) considera verniz como complemento de portfólio quase sempre é líder em outros segmentos na cadeia de fornecimento da indústria gráfica, mas não na de verniz. “São revendas de insumos, fabricantes de tintas de impressão ou até mesmo departamento de insumos de empresas. Nunca são empresas especializadas em vernizes gráficos. Atualmente, as empresas líderes no fornecimento desses produtos são empresas focadas no segmento. Nessas empresas, o produto verniz não é complemento de portfólio, mas o produto principal. Daí a constatação de que quem lidera é especialista”, completa.

Atender exigências do mercado, principalmente do promocional, é a função principal das empresas que pensam em vernizes. “Cada vez mais entram nos recursos tecnológicos os vernizes especiais, que agregam valores ao produto impresso e atendem exigências principalmente do mercado promocional. Há ainda os vernizes de proteção, que garantem melhor resistência ao impresso e diminuem o tempo entre impressão e pós-impressão; seu uso acaba sendo um diferencial para muitos clientes ao escolherem uma gráfica”, explica Novaes.

Um simples (e vital) diferencial
Foco é uma palavra que já cansou os ouvidos de muita gente. Virou um jargão cansativo, mas necessário. É ele que acopla uma empresa num ponto fixo. E é ele também que, mesmo encarado como expressão antiga, dá o diferencial. Pelo menos é o que vimos na indústria de verniz gráfico. Moraes aposta no desenvolvimento personalizado, onde cada cliente terá um produto específico para atender necessidades de equipamentos ou de tecnologia.

O gerente técnico da Printcor cita a responsabilidade social e a sustentabilidade que procura utilizar matérias-primas de fontes renováveis e outros cuidados na produção. “Os clientes estão exigentes e querendo agregar valor ao produto impresso. Cada vez mais as tiragens são menores (short run) e o crescimento na personalização por meio de dados variáveis é maior. O verniz, como parte importante no processo de produção, tem sua responsabilidade na comunicação, seja com efeitos visuais, olfativos ou de tato.”

Personalização e customização são palavras-chave na opinião de Veloso: “A tendência é focar customização e personalização de insumos gráficos e matérias-primas. Nesse contexto, sai na frente quem apresenta melhor conhecimento naquilo que desenvolve e fabrica. O empresário gráfico possui inúmeras preocupações em seu cotidiano e o que ele mais deseja são alternativas ou soluções práticas e objetivas que estejam alinhadas com seu plano de negócios, e que normalmente retratem a melhor combinação possível de amortização de seus altos investimentos recorrentes em equipamentos e geração de valor agregado. Nesse binômio, constantemente presente na sua tomada de decisões, é que notamos excelentes oportunidades de ofertarmos novos desenvolvimentos de vernizes, que vêm ao encontro do preenchimento dessa expectativa.”

As novidades estão chegando
Acompanhar a evolução da indústria gráfica não é nada fácil. Pipocam diariamente substratos diferenciados e eles têm que ser impressos e revestidos com vernizes. “A Canopus possui vernizes impermeabilizantes à base de água que substituem a plastificação em embalagens para frigoríficos. É uma solução interessante para a gráfica, pois pode ser aplicado em offset online e evita o uso do plástico. Esses vernizes impermeabilizantes conferem barreira à água, gorduras e óleos. Lançamos também nossa linha de vernizes UV solúveis em água, que são produtos de odor inexistente, com qualidade superior aos vernizes de cura UV já fornecidos para o mercado de embalagens alimentícias de contato indireto”, conta Valéria.

Castro avisa que as novidades da Heliocolor são o aprimoramento dos produtos e os sistemas produtivos. “Temos todo o cuidado em estabelecer padrões que atendam as normas ambientais. Temos uma indústria sempre em sintonia com a natureza.” Moraes diz que a Gênesis lançou os vernizes com efeito dark shine (luz negra), termocrômico (mudança de tom em função da temperatura), efeitos de holografia metalizada, vernizes com aromas, entre outros.

Mesmo sendo cinco, os sentidos humanos são únicos e exclusivos também. É o verniz que consegue mexer com alguns deles. “Na verdade, as opções de novos produtos são inúmeras e crescem diariamente em quantidade e qualidade. Se fôssemos enumerar, as potencialmente mais atrativas são aquelas relacionadas a efeitos diferenciados aos sentidos humanos.

Nessa categoria temos os craquelados de dupla camada, os soft touchs, alto relevo reflexivo e camurçados para UV. Em base água, os recentes destaques ficam muito presentes em versões de alto brilho, barreiras água e gordura pré-catalisados e formulações com baixo odor na aplicação, além de termosselantes. Sob o ponto de vista estritamente técnico, a linha de produtos 12VL, que inclui vernizes serigráficos UV para aplicação em suportes tipo BOPP laminados, vem sofrendo um revolucionário upgrade no tocante a performance de nivelamento e aderência, conferindo ao impresso final características de enobrecimento muito particulares”, detalha Veloso.

Além da atualização dos produtos, a Printverniz amplia o atendimento ao segmento UV. “Temos uma linha com preços e qualidade competitivos. Em base água novos vernizes estão sendo desenvolvidos, tais como vernizes com efeito textura (drip off) principalmente para linha promocional. Esse verniz é impresso inline com verniz sobre impressão ou UV especialmente desenvolvido para essa finalidade. Outros produtos estão sendo desenvolvidos”, avisa Novaes.

Os especiais
A área vip dos vernizes gráficos é composta por produtos que oferecem efeitos especiais visuais. Preferencialmente, os vips da espécie verniz fazem algum dos sentidos humanos se ativarem. “Vernizes especiais são aqueles que apresentam melhor performance quando são desejadas as seguintes características: vernizes de alta resistência à abrasão; vernizes impermeabilizantes de valor COBB 0; vernizes com alta resistência ao calor; vernizes de alto fosqueamento; vernizes de alto brilho; vernizes de alto ou baixo COF (coeficiente de fricção); vernizes termosseláveis para PVC ou PET; vernizes de acabamento perolizado ou glitter; textura; jogo de brilho e fosco”, avalia Valéria.

Para Garbim, os produtos especiais possuem características específicas, como aderência diferenciada e maior flexibilidade. Moraes diz que os vernizes diferenciados estão voltados à indústria de editoração e eventos promocionais. Para entender o que é um verniz especial, na opinião de Castro, é necessário saber que o verniz de uso geral tem bom brilho, boa resistência ao atrito, boa estabilidade em máquina, secagem rápida e preço baixo. “Já os especiais são desenvolvidos para atender necessidades físicas ou químicas para determinadas embalagens, como, por exemplo, alta resistência ao atrito, ao calor, acabamento fosco ou brilho, resistência à água ou até mesmo a álcool e detergentes”, observa o gerente de marketing da Heliocolor.

Novaes trilha o raciocínio dos entrevistados e chama atenção para a proximidade do real e o impresso: “São vernizes que oferecem efeitos especiais visuais, mas também podem mexer com o tato e o olfato na intenção de aproximar cada vez mais a imagem impressa da realidade, tornando-o mais atraente ao consumidor e impulsionando a compra do produto impresso ou maior interatividade com a peça impressa.”

Enobrecer é o seu dom principal desde os primórdios da era gráfica brasileira. “Desde a metade do século passado a principal utilização dos vernizes gráficos tinha o objetivo de enobrecer impressos em sua área total ou áreas localizadas, com maior nível de brilho do que as áreas em branco ou demais áreas impressas. Dessa forma, o maior nível de brilho foi historicamente considerado a principal característica que um verniz deveria conferir a um impresso quando era utilizado. Com a necessidade de outros tipos de efeitos, como fosco, acetinado, efeitos diversos, convencionou-se chamar esses vernizes de especiais, no sentido de diferenciá-los daqueles que se prestavam exclusivamente a conferir maior brilho. Atualmente, com o alto índice de customização e personalização de vernizes, com relação a efeitos, processos ou equipamentos, podemos considerar que cerca de 70% da venda atual da Overlake pode ser classificada como de vernizes especiais, tendo em vista a especificidade da demanda atendida”, explica Veloso.

Aquosos
Inerente ao processo de impressão, a aplicação de verniz se dá muitas vezes na fase de acabamento do produto. Não raras vezes é ele que sustenta a imagem e encobre possíveis imperfeições. Relativamente novo no mercado, os vernizes base aquosa gradativamente vão se disseminando na indústria gráfica.

Ainda mais agora que os habitantes do planeta estão bem mais preocupados com a questão ambiental e as empresas - aquelas que ainda não criaram projetos - estão com esse tema em pauta. “São muito utilizados, e isso só é possível graças aos avanços tecnológicos dos equipamentos e das matérias-primas do verniz, pois há dez anos o mercado não estava tão bem estruturado quanto hoje e os vernizes apresentavam odor forte, limitando o uso em embalagens. Hoje, com prazos cada vez mais curtos, os vernizes de proteção têm papel importante na produção de um produto gráfico, além dos vernizes especiais para agregar valor ao produto impresso. A relação com o ambiente é direta e a preocupação é constante, por isso não fabricamos vernizes à base de solvente, onde a agressividade ao ambiente é grande. Fabricamos vernizes base água e UV, que representam pouca agressividade ao ambiente, usamos ao máximo matérias-primas de fontes renováveis, otimizamos o processo de fabricação com o intuito de consumir menos energia, implantamos sistema de coleta seletiva, substituiremos gradativamente as embalagens à base de petróleo pelas de celulose, que são 95% recicláveis, e estudamos a viabilização em alguns casos da utilização da embalagem de cartão”, antecipa Novaes.

Nada mais natural para um segmento que tem orgulho de ser único e criativo. “Com a entrada das máquinas com verniz em linha torna-se indispensável a utilização de verniz aquoso, pois obtém-se uma grande economia no processo por meio de ganho de tempo no acabamento e também economizando espaços. A aquisição de máquinas com verniz inline é muito grande. Temos todo o cuidado em estabelecer padrões que atendam as normas ambientais. Temos uma indústria sempre em sintonia com a natureza”, fala Castro.

Valéria afirma que os vernizes base água são muito utilizados porque a maioria dos equipamentos de impressão possui torre de aplicação de verniz base água com secagem infravermelha. São produtos de bom custo-benefício e são utilizados desde uma necessidade de cobertura simples da embalagem até para uma condição de acabamento especial.”

Moraes defende que os vernizes base água são bastante usados por serem de baixo custo e de relativa qualidade. “Os vernizes base água hoje em dia são considerados adequados para com as legislações ambientais. Quanto à tecnologia UV, a Gênesis já dispõe de uma tecnologia ecologicamente correta.”

Veloso, atenciosamente, detalha os caminhos da indústria: “A partir dos anos 60 e com grande impacto nos anos 70, ocorreu um profundo avanço nas matérias-primas e aditivos disponibilizados para as formulações de vernizes à base de água. A grande dificuldade sob o ponto de vista químico, de alta polaridade dos sistemas aquosos, passou a ser melhor controlada e, assim, surgiu uma oferta potencial de uma classe de vernizes líquidos à base de água, que poderiam substituir com inúmeras vantagens os vernizes à base de solventes, que até então eram largamente utilizados em aplicações offline pela indústria gráfica, e adicionalmente com secagem praticamente ‘instantânea’ quando comparado aos até então amplamente utilizados na impressão offset, que eram os vernizes oxidativos. Essa nova possibilidade técnica foi imediatamente percebida pelos principais fabricantes de impressoras, sobretudo europeus, que passaram a incorporar em seus portfólios unidades de envernizamento online, utilizando-se dos vernizes acrílicos à base de água. Com essa inclusão das unidades de envernizamento, houve um grande ganho de produtividade, qualidade e baixo impacto ambiental, pelo forte apelo que um sistema à base de água representa”, conta o diretor da Overlake, acrescentando que a questão do ambiente é tão importante e se reflete por meio da certificação no sistema integrado das normas ISO 9001 e ISO 14001, ou seja, qualidade e meio ambiente caminham de mãos dadas dentro da fabricante de vernizes, que é a primeira e única empresa na América Latina a obter dupla certificação de forma integrada, no segmento de vernizes gráficos.

Papéis especiais
Quando o assunto é papel especial alguns critérios precisam ser levados em consideração. É aqui que a comunicação entre fabricante, gráfica e cliente final se faz presente. “Alguns papéis são vendidos com uma aplicação de um coating de acabamento que ajuda em sua aplicação. Esse coating pode atrapalhar a aplicação de verniz se o mesmo não for formulado para essa finalidade. Portanto, a gráfica deve avisar ao seu fornecedor de vernizes o tipo de papel em que aplicará o mesmo”, observa Moraes.

Os substratos podem ser diferentes, desde que sejam cuidadosamente estudados. “Papéis especiais revestidos com filmes Bopp para o caso de embalagens flexíveis ou cartões revestidos com filmes de Bopp fosco para o mercado promocional ou outros substratos podem apresentar dificuldade de adesão, geralmente por tensão superficial do filme. Esses problemas podem ser contornados com o uso de vernizes especiais, geralmente de cura UV. Outros substratos muito usados são os papéis laminados, onde algumas vezes é necessária a aplicação de primers base água que ajudem a ancoragem das tintas e vernizes que serão aplicados posteriormente”, avalia Valéria.

Veloso lembra a dificuldade em lidar com os papéis especiais não revestidos. “Tecnicamente são chamados de ‘macroporosos’, ou seja, esse tipo de papel apresenta normalmente alta absorção e, decorrente disso, baixa retenção superficial de sólidos, dificultando a permanência do verniz na superfície do impresso. A Overlake tem conseguido alguns casos de sucesso nesses tipos de suporte por meio de algumas formulações com alto teor de sólidos em sistemas aquosos e alta reologia em sistemas UV.”

Garbim argumenta que os papéis com alta absorção normalmente apresentam resultados de brilho muito baixos, o contrário do que acontece com substratos revestidos, cujos efeitos de brilho e uniformidade se tornam bastante eficientes. Castro acha que os papéis considerados especiais e também os cartões divergem muito quanto aos fabricantes e tipos de acabamento. “Muitas vezes o verniz, que é excelente para o cartão A, não apresenta o mesmo brilho no cartão B”, afirma o gerente de marketing da Heliocolor.

Na opinião de Novaes, há papéis que têm intuito de passar sofisticação e luxo. “Em alguns casos o uso de verniz é inadequado, devido às características do papel, como por exemplo o papel com a superfície emborrachada em que o uso do verniz não é indicado. Mas também há papéis no qual o verniz tem que ser específico, por exemplo, o papel laminado”, conta o gerente técnico.

Papo rápido: Qual o verniz indicado para....

Veloso
Promocional:
vernizes foscos à base de água, vernizes UV com efeitos especiais
Editorial: vernizes UV brilho, vernizes UV serigráficos (para aplicação localizada)
Embalagens: vernizes base água, brilho e alto brilho

Valéria
Promocional:
vernizes UV em máquinas serigráficas, com laminação de Bopp
Editorial: vernizes UV em máquinas tipo calandra e offset offline para capas de livros
Embalagens: vernizes base água e uma tendência crescente de vernizes UV

Novaes
Promocional:
verniz base água de proteção, verniz UV total e localizado e vernizes base água e UV especiais
Editorial: verniz base água fosco para não atrapalhar a leitura e não cansar a vista
Embalagens: verniz com bom brilho e excelente resistência ao atrito e vernizes funcionais (blister, impermeabilizante, barreira, fungicida) para alguns tipos de embalagens

Moraes
Promocional:
indicamos os vernizes com aplicação total em offset, pois têm excelente brilho e ajudam a proteger o impresso
Editorial: os efeitos diferenciados podem ser aplicados tanto em offset quanto em serigrafia. O campo neste caso e infinito
Embalagens: temos produtos para aplicação em flexografia (com suas resistências específicas), vernizes para offset com alta durabilidade e em serigrafia para acabamentos diferenciados

Castro
Promocionais:
base água e UV
Editorial: capa UV e base água brilho, e interno base água acetinado/fosco
Embalagens: este é um caso mais complicado, pois as características técnicas de cada embalagem proporcionam um tipo de acabamento. Em alguns casos não se obtém o brilho alto quando a necessidade maior é resistência ao atrito e outros

Produtos

Canopus Química
A Canopus Quimica conta com uma linha grande de vernizes gráficos à base de água, à base de solvente e cura UV. São produtos para cada nicho de mercado: embalagens rígidas, para alimentos, cosmética, brinquedos, promocionais, editorial, rótulos em flexografia, calandra, embalagens termossensíveis. São diversos tipos de vernizes formulados para aplicação em offset tinteiro, online, rolo d´água, flexografia, serigrafia e calandra.

Gênesis
Produtos formulados com tecnologia de radicais livres e também no sistema catiônico. As linhas Ultra UV, Multi UV, e Univ UV são formuladas para aplicações em flexografia, silk screen e offset.

Heliocolor
Base Água para uso in/line ou off/line; Hidrogloss - acabamento brilho, para cartões e papéis; Helkote - acabamento fosco, para cartões e papéis; Aquacryl - Acabamento perolizado, para cartões e papéis; Blister l'áqua; Aquaset - Acabamento brilho e fosco, para uso em tinteiro(offset seco); ultravioleta e UVColor - Acabamento brilho, fosco e texturizado.

Overlake
A linha de vernizes da Overlake é composta por cerca de 350 diferentes opções divididas entre formulações de base água, UV e óleos resinosos. As linhas de produtos são estabelecidas de acordo com o processo de aplicação e tipo de suporte. Disponibiliza vernizes para os processos de impressão offset, rotogravura, flexográfico, serigráfico, coaters e aplicadores.

Premiata
A Premiata, com mais de 50 formulações distintas, atende a necessidade de cada cliente, equipamento ou serviço específico, abrangendo os diversos sistemas de aplicação como:vernizes UV calandra; vernizes UV flexográficos (brilho, fosco e de alta resistência química); vernizes UV offset - tinteiro (brilho e fosco); vernizes UV offset - brilho e fosco para unidade de verniz e vernizes serigráficos - hi-gloss e fosco.

Printverniz (Grupo Printcor)
Verniz base água brilho e fosco (Unidade de verniz, calha de molha, tinteiro e calandra)
Verniz base água barreira
Verniz base água impermeabilizante
Verniz base água blister
Verniz base água perolizado
Verniz UV total brilho e fosco
Verniz UV serigráfico brilho e fosco

 
Sumário
 
Agnelo Editora Copyright @ 2005, Graphprint. Todos os direitos reservados.