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Eventos - Edição
83 |
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| Sumário |
| Homenagem do ano |
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No dia 17 de setembro, no Hotel Renaissance, em São Paulo, a Associação Nacional dos Profissionais de Venda em Celulose, Papel e Derivados (Anave) promoveu o Prêmio Homenagem do Ano. O evento, que representa um reconhecimento às empresas e personalidades que, de alguma forma, tenham contribuído para a elevação do setor de celulose e papel deste ano contou com três premiados entre pessoas e profissionais que as compõe. Na categoria empresa do ano a vencedora foi a International Paper; personalidade do ano gestão empresarial, o presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto. Por fim, no quesito personalidade do ano gestão socioambiental, a Celulose Irani, por meio de Péricles Druck, diretor superintendente, recebeu o troféu.
“A surpresa desta edição foi a premiação da questão socioambiental, que é o assunto do momento. Formamos uma comissão interna na Anave com seis ‘anavianos’, sendo três da diretoria executiva e três do conselho superior. Desde o começo do ano o pessoal se reúne, coleta indicações de outras associações e faz clipping das revistas em geral. Compilamos o matéria e, chegando numa segunda fase, selecionamos três empresas por categoria. Na última fase, o pessoal da comissão prepara as justificativas e é feita uma apresentação para o corpo do conselho e da diretoria. É uma eleição democrática, justa, transparente e ética. É óbvio que é bem complicado fazer a escolha, mas no caso da International Paper o diferencial é que eles estão colocando uma máquina de imprimir e escrever depois de muitos anos sem um equipamento novo lá no Mato Grosso. Já o Maciel é um profissional que veio de vários outros setores com idéias bem interessantes que foram implantadas e por isso a Suzano está em ebulição. Já no caso a Irani foi premiada, pois foi a primeira empresa do mercado de papel e celulose a ter crédito de carbono e é uma empresa que se dedica à questão ambiental fortemente”, fala Théo Borges, presidente da Anave.
Maciel recebeu o prêmio fazendo questão de afirmar que a conquista só foi possível devido ao ótimo trabalho que toda a equipe da Suzano tem feito. “Dedico esse reconhecimento à equipe da Suzano. Na verdade o presidente da empresa, quando acontece uma premiação dessas, sobe ao palco para pegar um troféu que simboliza a equipe toda. E a equipe da Suzano é excepcional, estou há dois anos no setor e é com muita honra que recebo esta homenagem. A Suzano em 2004 completou 80 anos e em 2008 a empresa está 120% maior do que em 2004. Nos últimos quatro anos, crescemos o que havíamos crescido em 80 anos, foram 80 em quatro. É uma trajetória importante. A Suzano hoje tem uma produção aproximada de 1,7 milhão de toneladas de celulose com várias etapas de expansão e temos 1,1 milhão de toneladas de produção de papel. Acreditamos nos nossos produtos. Eles são importantes para a vida das pessoas. Acreditamos no Brasil e é por isso que investimos constantemente”, avisa o presidente da Suzano.
Já Druck sabe que a premiação está relacionada diretamente com o futuro do País. “Fico feliz e orgulhoso de ver o trabalho de muitos profissionais da Celulose Irani reconhecido. Fico mais otimista também com o futuro do Brasil e com o futuro da Irani. O ambiental e o social fazem parte da sustentabilidade e têm que andar em equilíbrio com o econômico. Esse é o grande desafio. O econômico tem sido o foco das empresas desde sempre e o desafio é equilibrar o ambiental e o social. Eles são diferentes, pois não aparecem no balanço contábil e muitas vezes sacrificamos o curto prazo. O reconhecimento do cliente do nosso cliente é lento e temos que manter a determinação e a perseverança”, afirma o diretor superintendente da Celulose Irani.
Nilson Cardoso, diretor comercial da International Paper, foi buscar o troféu de empresa do ano. “O nosso presidente, Maximo Pacheco, está viajando e pediu para representá-lo neste evento. Momentos assim são de alegria e celebração, mas servem para fazermos um balanço do que realizamos ao longo de uma etapa. Sermos reconhecidos como uma empresa que contribui para a evolução do setor de papel e celulose no Brasil valida os esforços que temos feito para desenvolver nosso negócio de forma lucrativa e ética. A trajetória da International Paper começa a mudar em 2005 com a diretriz estratégica que define o foco de papel imprimir e escrever não revestido e embalagens. Rapidamente inicia-se um processo de reestruturação das atividades da empresa no Brasil com a venda de ativos que não estavam alinhados a esse novo posicionamento e o plano de forte crescimento se inicia com a integração da fábrica de Luis Antonio em fevereiro de 2007, dobrando nossa capacidade de produção. Porém nosso compromisso não é só com crescimento, mas na melhoria das nossas operações por meio de alternativas limpas. Esta conquista é um importante passo para a International Paper ser reconhecida como empresa do ano; é motivo de grande orgulho para os meus 2600 colegas, em nome dos quais recebo este prêmio.” |
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| Linha exclusiva de produtos SPP-Nemo |
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De forma pioneira no mercado de distribuição de papéis, a SPP-Nemo apresenta sua marca própria de papéis: Neo. Resultado de uma pesquisa de posicionamento de marca e receptividade para o produto, o Neo chega ao mercado para suprir, num primeiro momento, o segmento de papéis de imprimir e escrever revestido. Nas versões brilho e fosco, o Neo Couché tem triplo revestimento e gramaturas de 90 g/m² a 200 g/m², nos formatos gráficos 66x96; 64x88; 76x112 e 89x117.
A novidade da SPP-Nemo é um papel imune, 100% gerenciado pela distribuidora e que é a responsável pela regularidade no fornecimento e pela qualidade do produto. “Notamos que muitos clientes do setor gráfico e editorial não têm confiança em determinados tipos de produtos por causa da inconstância do fornecimento que envolve critérios como qualidade, brancura, desempenho em máquina, preço e especificações fora do padrão. Com o Neo, oferecemos ao cliente a qualidade e melhor relação custo/beneficio que ele poderia encontrar com a confiança e credibilidade da SPP-Nemo. Acreditamos no conceito e no produto e pretendemos ampliar a linha para outros segmentos e aplicações”, fala Roque Fernando Talzi, gerente-geral de distribuição da SPP-Nemo, avisando que a expectativa é vender 12 mil toneladas ao ano dos novos produtos.
Ainda de acordo com Talzi, a parceria, com um grande produtor internacional, produz papéis que cumprem obrigações ambientais e econômicas. “Atuamos com intensidade em diferentes regiões e como estamos num país complexo nossa flexibilidade de trabalho é uma importante ferramenta”, acrescenta Talzi. Atualmente, a SPP-Nemo movimenta 60 mil toneladas de produto por ano e faz 10 mil entregas por mês.
Em tempo: conforme reportagem publicada na edição de agosto, GRAPHPRINT foi o primeiro meio de comunicação a descobrir que a SPP-Nemo inovaria com linha própria. |
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| Uma década pensando no futuro gráfico |
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Visando aprimorar o atendimento e oferecendo um amplo portfólio com soluções completas, da pré-impressão ao acabamento, a Heidelberg chegou ao Brasil há dez anos, já prevendo o grande potencial do país, que depois passou a ser parte dos países do BRIC e futura 5ª potência mundial. Na fase de estruturação a empresa ampliou o programa de vendas e contratou e treinou funcionários para a área administrativa, de vendas e assistência técnica.
Hoje, a empresa conta com cerca de 300 colaboradores em todo o território nacional. Desses, 84 completam dez anos de empresa junto com a Heidelberg. Os especialistas da Heidelberg dão o suporte necessário para que os clientes sejam atendidos de forma rápida e eficiente, desde o momento da decisão de compra, com uma consultoria especializada, até o pós-venda, com produtos de consumo, contratos de manutenção e assistência técnica.
No início, a empresa já contava com a sede em São Paulo e escritórios em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro para garantir a cobertura e o atendimento eficiente em todos os pontos do país. Em 2007 esse apoio regional ficou ainda mais reforçado com a presença de um gerente regional e um gerente de serviços em cada região.
Além da formação de profissionais especializados para o mercado, a Heidelberg tem como meta trazer aos gráficos brasileiros informação, dando oportunidade para que os empresários brasileiros conheçam o que há de mais moderno em tecnologia e gestão e vejam de perto as soluções encontradas por colegas gráficos nacionais e internacionais para tornar seus negócios ainda mais produtivos e rentáveis. Para isso, inaugurou, há oito anos, a Heidelberg Print Media Academy - PMA, que funciona em parceria nas instalações do Senai Theobaldo De Nigris e atua como escola de aprimoramento profissional para operadores, alunos e professores do Senai.
Além disso, a PMA é centro de consultoria, aperfeiçoamento de gestão e troca de idéias para os empresários gráficos brasileiros, além de oferecer testes de produtos e demonstrações de equipamentos e assim procura trazer ao nosso país o que há de mais moderno em tecnologia e gestão de negócios.
Outra iniciativa importante da empresa são os lançamentos de novas tecnologias para o mercado brasileiro e latino-americano. Só no ano de 2007 a empresa promoveu três open houses, com soluções completas para o mercado promocional e de embalagens e o lançamento da novíssima Speedmaster SM 52 com tecnologia Anicolor.
Em 2005, um importante lançamento trouxe aos clientes latinos a oportunidade de ver em funcionamento a grande novidade da Heidelberg para grandes formatos, a Speedmaster XL 105, que produz impressos com altíssima produtividade, com velocidade de até 18 mil folhas por hora, e qualidade no formato 75x105 cm.
Além de viagens, a empresa também participa constantemente de feiras especializadas no mercado gráfico. Em 2006, a Heidelberg teve grande participação na primeira edição da ExpoPrint Latin America, uma feira voltada especialmente para o mercado gráfico latino-americano. Na feira, a Heidelberg apresentou equipamentos de ponta e reuniu clientes de diversas partes do Brasil e América Latina. “O crescimento da indústria gráfica, ainda que dependa do desenvolvimento da economia dos países, tem um comportamento particular. A Heidelberg está dividindo o mundo em dois lados: países industrializados e emergentes. Entre os países industrializados, que incluem os da América do Norte, Europa Central, Japão e Austrália, o crescimento está estabilizado ou até apresenta certa queda. Já os países emergentes, com destaque para o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), apresentam um bom potencial de crescimento no segmento comercial e, mais especialmente, no segmento de embalagens. Com isso, a sua participação no faturamento da Heidelberg teve incremento significativo, passando de 17% há alguns anos para 36% em 2008 e deve ultrapassar os 50% daqui a dez anos. Isso faz com que a Heidelberg esteja focada nesses países do BRIC, em especial no Brasil, no qual o número de gráficas vem registrando crescimento significativo. Em poucos anos, o parque gráfico do País triplicou, registrando hoje em torno de 18 mil gráficas, de acordo com as estatísticas das entidades do setor. Por outro lado, vale ressaltar que os segmentos comercial e de embalagens vêm se desenvolvendo de maneira diferenciada: enquanto o comercial sofre influência da mídia eletrônica, a área de embalagem apresenta maior potencial de crescimento”, fala Bernhard Schreier, CEO mundial da Heidelberg, acrescentando que o faturamento mundial é de 3,6 bilhões de euros por ano e o Brasil contribui com pouco mais de 100 milhões de euros anualmente, enquanto a América Latina, como um todo, responde por 6% do faturamento global, com expectativa de chegar aos 8%. Além do Brasil, Chile e Argentina são países em que a fabricante alemã acredita em forte crescimento.
Campanha especial
Para marcar esta data festiva, a Heidelberg lança uma campanha com o slogan “Heidelberg do Brasil: 10 anos ajudando a construir o futuro gráfico”. Essa ação visa reforçar os valores, objetivos e compromissos da empresa, fortalecendo e reafirmando as relações com clientes e parcerias que firmou e vem mantendo nestes dez anos. “Toda a América Latina, com exceção do México, está sob a responsabilidade da operação brasileira. Na Drupa 2008, foram fechados negócios de 55 milhões de euros para a região, sendo 40 milhões de euros para o Brasil. Esses negócios compreenderam equipamentos pequenos, médios e grandes, além de máquinas para acabamento. Com dez anos de instalação no Brasil, a Heidelberg se prepara para a próxima década, oferecendo soluções que respondam à demanda do mercado por equipamentos mais produtivos e de melhor qualidade. Com isso pretende aumentar a sua presença no mercado, que hoje gira em torno de 10% do total das 18 mil gráficas instaladas, incluindo pequenas, médias e grandes. No ano fiscal que terminamos, foram registrados 550 equipamentos vendidos no País”, fala Dieter Brandt, presidente da Heidelberg América do Sul.
Os princípios estão alinhados com várias ações, eventos, no website da empresa, com um vídeo na internet e serão usados em toda a campanha da “Heidelberg do Brasil 10 anos” durante todo o ano de 2008. Dez princípios Heidelberg: paixão pela impressão (“Nossa razão de ser há mais de 150 anos”); Mente global, alma local (“Olhamos o mundo, mas respiramos Brasil”); Disseminação do conhecimento (“Toda informação se multiplica quando a compartilhamos”); Inovação como motor (“Sempre podemos melhorar, o sucesso requer motivação”); Compromisso ético e ecológico (“Um processo só tem valor quando respeita as pessoas e o meio ambiente”); Excelência técnica (“Mais que um bem durável, um investimento garantido”); Integração como vantagem competitiva (“Máxima performance de uma ponta da cadeia à outra”); Contato contínuo (“Proximidade que gera e compartilha valores”); O valor de um negócio independente do seu tamanho (“Um mundo onde todos são grandes”); Nada supera o valor e a potência humana (“A todo instante, o melhor de qualquer um de nós”).
A América Latina é uma aposta certeira da fabricante alemã. “No momento, a Heidelberg possui uma única fábrica fora da Europa, na China, que é um mercado de 300 milhões de euros, não tendo ainda planos de instalar unidade fabril nesse continente, a menos que o mercado cresça a ponto de justificar esses investimentos. Vale ressaltar que mudou muito a situação nos últimos dez anos. Há uma década, o mercado mundial era muito influenciado pela economia americana. Hoje isso mudou muito e o Brasil e a América Latina são mais independentes. Com isso o crescimento do consumo nesses países se tornou forte e não depende mais do crescimento dos Estados Unidos. Por isso, a Heidelberg está bastante confiante que a América Latina vai ficar estável, com crescimento. Nos últimos anos, no mercado nacional, a companhia vem registrando um crescimento significativo, com 30% de incremento em 2006 e 20% em 2007. Para este ano, espera-se que haja incremento de mais de 10% em relação ao ano passado. Essa queda nos percentuais de crescimento se deve a alguns fatores externos, que acabam por influenciar o mercado nacional, como o desaquecimento da economia americana, e também pela característica das vendas, que têm apresentando aumento entre os equipamentos pequenos e médios”, detalha o presidente da Heidelberg América do Sul. |
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| Especiais são alvo da VCP |
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A decisão estratégica da VCP de ajustar o foco no segmento de papéis com alto valor agregado foi ratificada com a inauguração, em setembro, do PC3, na unidade de Piracicaba (SP). O equipamento - um coater off machine fabricado no Brasil pela Voith/IHI - será o responsável por um substancial incremento na produção de papéis térmicos da companhia, das atuais 25 mil toneladas/ano para 40 mil toneladas/ano.
De acordo com o gerente-geral de papéis especiais Silney Siyszko, os papéis térmicos são utilizados em vários segmentos, sendo divididos em quatro categorias: fax, ponto-de-venda (automação comercial e bancária), label (auto-adesivos) e loterias. Atualmente, a VCP detém 60% do mercado doméstico e deve alcançar 80% com a ampliação de capacidade. “A máquina foi projetada para esgotar necessidades do mercado local”, justifica, argumentando que, mantida a boa trajetória da economia nacional, espera-se crescimento deste setor, já que o aumento do consumo propicia o surgimento de novos usos para os papéis térmicos e ampliação dos que já o utilizam, caso dos bancos e administradoras de cartões de crédito.
Marcelino Sacchi, gerente-geral da unidade de Piracicaba, reforçou que o PC3 (Piracicaba Coater 3) consolida a operação da VCP entre os principais produtores mundiais de papéis especiais, “fortalecendo a cadeia de valor do produto no País, com inovação, tecnologia, desenvolvimento de novos itens e competitividade”. Segundo ele, a VCP figura entre as seis maiores produtoras mundiais de papéis térmicos, sendo a maior na América Latina.
O aumento na capacidade produtiva - possível graças a um investimento em obras e equipamentos de R$ 115 milhões - também deverá resultar numa investida da companhia no mercado externo. Conforme Gilberto Júlio Piatto, gerente-geral de negócios papel, a intenção é, esgotadas as necessidades do mercado local, destinar o excedente para, principalmente, o Cone Sul. “Nosso objetivo é exportar 25% da produção.”
Tendo clara a tendência de crescimento desse segmento - em torno de 10% ao ano nos últimos cinco anos -, a VCP já estuda a aplicação de novas tecnologias e aumento de capacidade, que poderá aumentar 50% até 2011.
Os papéis térmicos recebem um revestimento em sua superfície, o que os torna reativos à presença de uma fonte de calor. São usados para cupons fiscais, extratos bancários, comprovantes de débito e crédito, bilhetes de cinema, de passagens aéreas, tíquetes de estacionamento, cupons de pedágio, loterias, contas públicas, carnês de cobrança, fax, ingressos de parques, shows e teatros e etiquetas para códigos de barras.
A unidade de Piracicaba também produz papéis autocopiativos - segmento em que a VCP abocanha 70% de market share - e couché, utilizado nos mercados gráfico e promocional. De acordo com Piatto, a capacidade de produção de couché é de 100 mil toneladas/ano (somados os totais de Piracicaba e Americana), o que garante 21% do mercado nacional.
Ripasa
Chegou ao fim o triângulo envolvendo VCP, Suzano e Ripasa, sendo as duas primeiras as compradoras da terceira (aquisição feita em 2004). Conforme Piatto, no início de setembro o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) bateu o martelo e decidiu que a produção da Ripasa - sob o consórcio Conpacel, em Americana - será igualmente dividida entre as duas empresas. “O volume produzido pelo consórcio será usado para complemento de nossa linha”, informou.
Vale lembrar que recentemente a MD Papéis arrebatou duas fábricas da Ripasa - as unidades de Cubatão e Limeira, ambas em São Paulo. Com isso, depois de anos de tradição, a marca está fadada a desaparecer do mercado. |
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| Setor gráfico cresce no primeiro semestre de 2008 |
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A produção da indústria gráfica brasileira cresceu 1,9% nos seis primeiros meses de 2008, crescimento semelhante ao da indústria de bens de consumo semiduráveis no mesmo período (+1,7%). A produção nos segmentos de impressos em embalagens de papel e impressos editoriais cresceu 2,77% e 1,11% respectivamente. Os dados são do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf, baseados no PIM-DF - Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor encerrou o exercício de 2007 com crescimento de 4,5%, sendo que a receita de vendas no período foi de R$ 22,7 bilhões. A expectativa é encerrar 2008 com expansão de 2,8% ou R$ 23,3 bilhões. Com relação ao número de empregos, o setor espera empregar até o final deste ano um contingente de 212 mil pessoas, ante 204 mil em 2007, o que representa um aumento de 4,1%.
No período analisado, os segmentos que mais importaram são: o editorial (livros e revistas), com US$ 62,67 milhões, e o de cartões impressos, com US$ 50,51 milhões. No que diz respeito às exportações, o campeão de remessas ao estrangeiro continua sendo o segmento de embalagens, que somou US$ 49,20 milhões.
À medida que as campanhas eleitorais se intensificam em todo o Brasil, os reflexos vão sendo sentidos no mercado gráfico. A projeção é gerar um acréscimo de demanda no segmento promocional da ordem de 30% no segundo semestre, ante 1,41% no acumulado de janeiro a maio.
O segmento promocional responde por 11,92% do total da indústria gráfica e em 2007 sua produção foi de R$ 2,71 bilhões. A perspectiva é que o segmento cresça 14,4% no ano de 2008, acumulando um total de R$ 3,1 bilhões. Esse resultado deve gerar algo em torno de R$ 400 milhões de receitas adicionais, no máximo, para o setor como um todo. |
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