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Papéis especiais - Edição 82
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O luxo da celulose
 

Não é de hoje que a Fine Paper, tradicional no segmento de papéis especiais, vem implantando iniciativas para divulgar e incentivar o uso desse diferenciado substrato. A próxima estratégia é se transformar em centro de informações para o segmento.

 
Fábio Sabbag
 

Pioneira no mercado de papéis especiais, a Fine Papers coloca à disposição dos designers e gráficos a mais variada gama desta especialidade. Atenta às mudanças inerentes ao mercado de papéis especiais e aos mais variados tipos de impressão, a importadora, que hoje é considerada um dos principais contatos entre clientes, designers, agências e gráficas, assume a responsabilidade de semear informação, em especial para o setor de impressão digital.

O estabelecimento da tecnologia digital no mercado gráfico brasileiro trouxe à Fine Papers um novo caminho a ser explorado.”Dedicamo-nos à parceria; temos papéis específicos para a linha digital, mais conhecidos como linha Coronado e Evergreen. A Coronado já tem aprovação para impressão digital em vários equipamentos e a linha Evergreen tem um tratamento especial para a impressão digital. Como atuamos num mercado com várias gráficas e diversos tipos de equipamentos, com diferentes tecnologias, temos que acompanhar a evolução natural do mercado”, pondera Tatiane de Féo, diretora da empresa.

Mesmo assim a importadora não fica esperando o mercado chamá-la para participar de suas evoluções. Ela mesma desenvolve condições e cria uma espécie de intercâmbio do meio papel especial. “Estabelecemos parcerias com faculdades e empreendemos um trabalho conjunto com os coordenadores e professores que dão aula de design. Fechada a parceria, os estudantes montam uma excursão e vêm até a Fine Papers para conhecer as possibilidades de uso do papel especial, como eles interagem na prática e como podem ser aliados do projeto artístico e gráfico desde o início da produção. É um trabalho constante informar, entrar na cultura do mercado e fazê-lo entender que é preciso pensar já na criação de qualquer projeto o tipo de papel que será usado. Trabalhos simples não precisam de papéis especiais. Já um material mais sofisticado, para atender classes específicas, necessita de papel especial para impressionar ainda mais o alvo da comunicação”, comenta Tatiane.

Por falar em comunicação...
Para se ater somente a São Paulo, o número de eventos sociais e convites empresariais pipocam incessante e diariamente. Quem deseja ter uma comunicação diferenciada ou um evento prestigiado é obrigado a inovar sempre. E papel especial, entre outras atribuições, mexe com a razão e emoção do convidado. “A maior parte da comunicação era de massa. Agora ela está se segmentando e o papel especial entra neste movimento. Mesmo dirigida, a comunicação continua tendo grande concorrência. Por isso é preciso diferenciar, impactar o consumidor”, avalia Tatiane.

O Prêmio Fernando Pini, que exporá os finalistas de 13 até 31 outubro, no espaço Fine Papers, é um excelente canal de troca de informações. “Vamos inserir algumas palestras junto com a visitação do pessoal do Prêmio Fernando Pini. O horário para visitação das peças é das 9h às 22 horas, e durante a noite teremos apresentações e um ciclo de debate. No ano passado, a Laborprint e a HP exploraram o mercado digital e o público ficou satisfeito com as informações”, informa Tatiane.

Novas linhas
Já está em gráfica o novo catálogo da Fine Papers. Para a linha Coronado, a novidade é o Infinity Light. “A linha Coronado é para atender o gráfico. Trata-se de um papel branco, liso e escorregadio. Além disso, ele é bem mais branco, com 98% de alvura. Já a linha Evergreen terá gramatura ampliada. Esta linha é um papel branco 100% reciclado totalmente pós-consumo. É o único papel branco offset reciclado do mercado e produzido para atender um público diferenciado. “Quase 90% da linha da Fine Papers é de papel reciclado, com, no mínimo, 30% de fibras pós-consumo”, explica Tatiane. Como todos os papéis são certificados pelo selo verde FSC, nada mais natural que a própria importadora adira a ele. “A Fine Papers, em novembro ou dezembro, entra na certificação.

Como distribuidora e revendedora destes papéis, a Fine precisa ser certificada e, conseqüentemente, as gráficas também, para que o cliente final possa usar o selo na sua comunicação. No Fernando Pini queremos trazer à tona como conquistar o selo, lidar com a Cetesb, entre outros assuntos”, diz Tatiane, acrescentando que a idéia da Fine é se transformar num centro de informações para o mercado de papéis especiais.

A empresa começou a testar um novo papel especial canadense, com formato próximo do A3, com sementes que poderão ser plantadas. “Já deixamos em alguns clientes e agora virá um lote para impressão e posteriormente faremos o lançamento oficial. No caso do papel especial não adianta o designer trabalhar um Pantone específico se ele não trabalhar a cor em cima do papel escolhido. Mesmo no branco há vários tipos de brancura”, diz Tatiane.

 
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