| Tudo caminha rumo ao bem-estar do mercado. Após varrer o continente com informações e tendências que serão os velocímetros do mercado gráfico brasileiro e mundial, o tsunami do bem, gerado pela Drupa, começa a se assentar.
Sem quebrar nada, a onda que se origina na Alemanha, mais precisamente em Düsseldorf, vai varrendo o segmento e carrega consigo maneiras de instalar a mais pura tecnologia. Nada bobas, as chapas entraram no embalo do tsunami Drupa trazendo ao País aquilo que elas já são na Europa e nos Estado Unidos: livres de processamento químico.
A Agfa Graphics, que tem a fábrica brasileira de Suzano, na Grande São Paulo, como a principal fornecedora dos países da América Latina e México, resolveu injetar US$ 20 milhões que irão dobrar a capacidade de produção da multinacional belga. A unidade será explorada para desenvolver e produzir todas as chapas do portfólio mundial, dando ênfase aos modelos que ostentam consciência ambiental por meio de uma inovadora tecnologia.
Um braço da onda do tsunami Drupa é o mercado de impressão transpromocional. Mesmo não sendo novo, o conceito de comunicação transpromo no Brasil sente a necessidade de trabalhar com softwares e hardwares cada vez mais robustos. Segundo pesquisa da InfoTrends, a produção de transpromo em full color digital na América do Norte foi de 1,62 bilhão de imagens em 2006. Até 2010, o volume deve atingir 21,72 bilhões de imagens. Aos astutos, a despesa pode virar receita. Hoje, os softwares conseguem agrupar o ambiente transacional e o promocional. De olho nesse mercado, primeiramente com foco no sistema financeiro, a GMC mostra a ferramenta que pode solucionar o problema.
Mesmo não sendo voltada diretamente ao mercado de chapas, inegavelmente esta edição tem uma relação afinadíssima com elas. É nesta reportagem que os exemplares térmicos consolidam sua liderança. Um dos seus pontos fortes é a qualidade diferenciada que proporcionam ao impresso final. Agora é que são elas (térmicas) quem atuam sem preconceito na pequena, na média e na grande tiragem e, por serem produzidas por fabricantes nacionais, a segurança na rotatividade dos formatos é concreta. Também vem aí a geração saúde. As térmicas foram as primeiras a se livrarem dos processos químicos e serão as de base fotopolímero as próximas a aderirem.
Sem parar, a Suzano inicia um novo ciclo de crescimento em três regiões do País. Somente em formação florestal, a companhia investe US$ 700 milhões e seu plano de expansão ampliará em 150% o volume de produção de celulose. O movimento pró-ambiente começa a ser mais bem definido na indústria do papel. A SPP-Nemo largou na pole position e, por isso, se tornou a primeira empresa da área de distribuição a aderir ao Forest Stewardship Council (FSC), o famoso selo verde FSC.
Mesmo caudalosa, a onda que passa por aqui não conseguiu evitar um temível acidente - incêndio no parque gráfico - sofrido por uma gráfica da região metropolitana de São Paulo. Perseverante por natureza, a empresa conseguiu retomar sua identidade e das cinzas ressurgiu, assim como a mitológica ave Fênix.
Com ambos os pés fincados no chão, a onda do otimismo dificilmente nos derrubará. Novamente, fechamos uma edição repleta de boas novidades e constantes investimentos. Os otimistas ainda são os líderes. Tenho a impressão de que apostaríamos nosso reino por uma boa impressão. Querem apostar? |