Graphprint
:::::::::........ O seu Portal de Negócios da Indústria Gráfica ........:::::::::
Home
   Brasil, 30 de Julho de 2010
Agenda de Eventos
Agenda de Cursos
Anuncie Aqui
Assine
Cadastro
Conheça a Graphprint
Contato
Edição do Mês
Edições Anteriores
Links de Interesse
Notícias
Prêmio Graphprint
Publicações Agnelo Editora
Showroom
Equipamentos para acabamento - Edição 80
Sumário
Quando o fim é o começo do sucesso
 

Eles já foram várias vezes intitulados “primos pobres” do processo gráfico. Mas há tempos deixaram de ser submissos; rebelaram-se, à custa da tecnologia, e partiram para um contra-ataque junto às gráficas. Conquistaram mais e novos adeptos e disseminaram-se por todo o planeta. Hoje, os equipamentos de acabamento, enobrecidos pelo valor que provaram agregar ao produto impresso, são alvos de investimentos e de cobiça.

 
Fábio Sabbag
 

Foram vários e longos anos sem muito poder de escolha quando uma gráfica ou uma empresa prestadora de serviço decidia comprar equipamentos para acabamento. Raras vezes o mercado brasileiro viu e viveu um cenário repleto de opções de compra. Mesmo assim, adquirir equipamentos de acabamento nos dias atuais é uma decisão complexa. Num simples piscar de olhos pipocam no mínimo dez fabricantes, distribuidores ou revendedores de modelos novos.

É verdade também que dentre as muitas opções há uma série larga de máquinas imprestáveis ou, quando boas, sem as mínimas alternativas de assistência técnica. Com as fronteiras devidamente expostas ao mercado externo, o gráfico brasileiro se viu frente a frente com as tecnologias mais recentes.

Inicialmente o susto foi grande. Não era incomum o empresariado gráfico tratar o setor de acabamento com certo preconceito. Antes, nos parques gráficos as grandes estrelas sempre foram as impressoras, com suas imponentes torres e capacidade de rodar velozmente. Acontece que elas ainda são as grandes vedetes, mas o acabamento ganha músculos diariamente.

Independentemente de ter várias e diversas opções de compra, o gráfico ampliou sua visão e hoje definitivamente conhece o poder positivo de ter uma área de acabamento automatizada, produtiva e eficiente. Não se trata de uma disputa entre nacional e importado e sim de uma escolha mais justa com todas as ferramentas à disposição do cliente. Para Alexandre Luz, gerente de vendas da MAN Ferrostaal, existe uma evolução visível em termos de tecnologia para os equipamentos voltados ao acabamento do produto impresso. “Mas ainda podemos afirmar que a indústria brasileira deste setor não se encontra em pé de igualdade com os fabricantes estrangeiros, que cada vez mais investem em máquinas automatizadas, que otimizam os procedimentos como corte, vinco, dobra, colagem e refiles, entre outros”, argumenta.

Na opinião de Luis Flávio Lima, gerente da divisão gráfica do Grupo Furnax, sem dúvida o mundo está com os olhos voltados para os equipamentos asiáticos oriundos da China, Taiwan e Japão. Já na opinião de Wagner Santos, gerente de marketing do Grupo Furnax, no mercado há diversas opções, porém o cenário é que mudou justamente devido ao grande número de ofertas. “No roteiro para ações mercadológicas, o pessoal treinado com um entendimento global do processo, o planejamento e execução de campanhas e a administração da base de dados formam um conjunto de atributos importantíssimos para o sucesso.”

Em seguida, tem-se a lista de potenciais clientes, o meio para entregar mensagens, o talento para criá-las, uma base de dados e o sistema de gerenciamento, mecanismos de pagamento e, finalmente, o sistema de distribuição dos produtos.

Os melhores clientes potenciais de uma empresa são seus próprios clientes. E a empresa que não entender isso estará fadada à mesmice e, conseqüentemente, a prazos maiores para alcançar o sucesso no mercado.

Hoje o consumidor busca um atendimento personalizado, em que as soluções possam apresentar meios eficazes para sua empresa. Por isso, o investimento em personalização e implantação tecnológica tem sido a mola propulsora para se atingir o mercado.

Por exemplo, a disponibilidade de ofertas pode elevar as vendas desses produtos e serviços e provocar queda em alternativas que não possuam tal atrativo. Essa mesma disponibilidade pode provocar desinteresse e quedas significativas para produtos e serviços disponíveis. “Por este motivo, o conhecimento do mercado em que se atua é imprescindível para que se possa atender às necessidades, além de proporcionar meios eficazes para agregar valor ao produto pela percepção do consumidor”, acrescenta Santos.

Klaus Tiedemann, presidente da Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos, elimina a falta de opção no mercado e cita que a guilhotina Perfecta, fabricada no Brasil, é idêntica à fabricada na Alemanha. O presidente da Gutenberg vai além: “No caso de dobradeiras, as fabricadas pela A.Ulderigo Rossi no Brasil possuem qualidade e recursos francamente superiores às importadas da China. Só perdem em recursos tecnológicos se comparadas com as dobradeiras de origem européia. A decisão de compra deve ser guiada unicamente pelos recursos técnicos exigidos, pois há opções para todos”, argumenta.

A própria concorrência voraz leva a novas buscas. “A concorrência é muito acirrada, portanto os clientes precisam comprar máquinas mais competitivas, com diferenciais. Eles ainda não encontram essas opções no mercado nacional, por isso acabam investindo em equipamentos importados. Hoje não existem opções nacionais muito competitivas para oferecer ao mercado, máquinas com alta produtividade e tecnologia de ponta como as que estão disponíveis no mercado internacional“, avalia Vitor Dragone, gerente da divisão de máquinas planas, acabamento, acabamento para embalagens e rotativas da Heidelberg do Brasil.

Mesmo sabendo que o mercado nacional possui muitas opções para acabamentos, Carlos Dainese Maia, diretor comercial para a América Latina da Vetaphone, afirma que a tecnologia, aliada ao bom custo/benefício das máquinas importados, tem sido um dos mais interessantes atributos que o mercado nacional, que exige qualidade, adquire. Silvane Salamoni, diretora comercial da Diginove Equipamentos Gráficos, diz que o Brasil ainda não é competitivo com o mercado mundial, pois não detém todas as tecnologias que as indústrias gráficas oferecem. “A experiência do mercado estrangeiro é um dos fatores determinantes para a aquisição de equipamentos.”

Sidnei Izzo, diretor financeiro, e Sergio Matheus, diretor comercial, ambos da Converflex, afirmam que o mercado brasileiro ainda faz máquinas ultrapassadas e que hoje várias empresas da Europa e da Ásia oferecem equipamentos no Brasil com outro conceito, totalmente automáticas. “Somente neste ano é que uma empresa brasileira lançou a primeira máquina automática feita no Brasil”, contam.

De acordo com João Guilherme Vaz de Oliveira, gerente do departamento comercial do setor de máquinas e colas da Tuenkers, o cenário atual demonstra a capacidade de oferecer boas alternativas nacionais frente aos produtos importados: “É o caso da Tuenkers. Produzimos exatamente os mesmos produtos ainda fabricados na Alemanha a ponto de termos um representante de vendas na última Drupa oferecendo os mesmos produtos alemães, porém fabricados aqui no Brasil“, explica. Leandro Reis, gerente comercial da A. Ulderigo Rossi, segue o mesmo caminho: “Há bons equipamentos fabricados no Brasil, com tecnologia similar ao importado, como no caso de nossas dobradeiras. O nosso trabalho, porém, é quebrar o paradigma da ‘etiqueta’ de produto importado, que ainda é determinante em muitos casos”, conta.

Na área de termolaminação ainda não existe equipamento automático de fabricação nacional para aplicação de filmes, segundo Sergio Max Bonotto, diretor comercial da Prolam. “Cremos que a inexistência desse tipo de equipamento se deve ao fato de que, há pouco tempo, os volumes de laminação não justificavam o investimento no desenvolvimento de equipamentos nacionais dessa capacidade, que chegam a ter uma produção de até cinco vezes o de uma laminadora manual. Tal panorama tem mudado rapidamente em função do expressivo crescimento de mercado verificado nos últimos anos”, postula Bonotto.

Antes míope, agora apurada
Como já citado, antigamente era comum o gráfico ter uma visão míope da área de acabamento. Pode até ter demorado, mas hoje ele sabe a importância do acabamento no processo inteiro. Investir corretamente no equipamento acarreta numa finalização produtiva e automatizada. “A visão do empresário que tem foco na oportunidade e não simplesmente no atendimento de demandas existentes é bastante favorável ao investimento em automação no acabamento. Quando se pensa no produto final e na satisfação do cliente é inconcebível que a empresa que investe na tecnologia para pré-impressão e impressão comprometa o resultado final do trabalho pela falta de estrutura no acabamento. Nesse sentido, muitas empresas incluíram em seu planejamento a melhoria da estrutura para acabamento de seus produtos e sinalizam a prioridade para investir nesse setor, incrementando o nível de tecnologia e automação dos equipamentos. Mesmo as empresas que terceirizam essa parte do processo estão pensando em criar uma estrutura própria, visando ganhar tempo e melhores resultados”, acredita José Carlos Barone, diretor executivo da Müller Martini Brasil.

Jacques Oppenheim, diretor da Radial Tecnograf, sabe que qualquer empresário hoje pensa em automação, mas ressalta que como a quantidade de empresas de pequeno e médio portes é enorme, o cenário não irá se alterar drasticamente. “Organizamo-nos para atender as pequenas e médias e estamos praticamente fora das grandes”, fala. Celso Viveiros, gerente comercial da Graphimport, fala que a visão do gráfico ainda não mudou: “Na grande maioria, o empresário gráfico investe em impressora. É comum vermos gráficas com enorme potencial de impressão e com gargalo no acabamento. Fazendo uma análise fria, uma impressora com dez anos de uso, em perfeita condição técnica, produz tanto quanto uma impressora nova, pois há muito pouco criado de novo. Vou além: nada se criou visando tornar as impressoras mais rápidas, salvo por subterfúgios eletrônicos, mas ainda a grande maioria dos empresários prefere comprar uma impressora nova contra fazer investimentos, substancialmente menores, em equipamentos de acabamento”, conta Viveiros.

Com doses potentes e ao mesmo tempo moderadas, a miopia do acabamento vem sendo combatida. “O empresário está mudando ao poucos, pois ainda não vê a vantagem nos equipamentos automáticos. Somente os grandes já acordaram e estão mudando rapidamente”, falam Izzo e Matheus, da Coverflex. Dragone, da Heidelberg, observa que a exigência de prazos de entrega mais curtos e com alta qualidade aumentou consideravelmente. “Os gráficos querem ter maior segurança de entrega e para isso procuram cada vez mais ter equipamentos de acabamento dentro das gráficas. Equipamentos próprios dão segurança na produção, mais facilidade de administrar o trabalho internamente e maior controle de qualidade. Assim, as gráficas podem atender as necessidades de seus clientes no momento exigido.”

Oliveira, da Tuenkers, diz que há variações devido a tamanhos de empresas. “As visões diferem de acordo com a situação de cada empresário. O pequeno, além do investimento em equipamento, mão-de-obra especializada e busca de know-how, tem de decidir que tipo de acabamento oferecerá. Outros empresários que já sofreram com terceirizações de baixa qualidade, com prazos longos e custos altos, e que possuem know-how para centralizar a produção, quando acham o equipamento correto não perdem tempo em iniciar essa mudança dentro da empresa.”

Independentemente do porte, qualidade é fundamental. “Muitas empresas de pequeno e médio portes têm o pensamento de grandes corporações, ou seja, estão priorizando muito a qualidade e com isso o mercado gráfico cresce muito. Antes era muito difícil uma empresa querer investir em sistemas de tratamento corona ou em sistemas de limpeza de anilox. Hoje, se o tratamento não está bem ou o anilox não está em perfeitas condições de uso pode implicar em diversos problemas que muitos clientes não querem mais ter, afinal tem a ver com otimização de processos, melhoria de setups e, o mais importante, a verdadeira qualidade final do produto”, opina Maia, da Vetaphone.

Unir última geração de impressão com acabamento vagaroso e sem automação não é justo com o impresso. “O gráfico brasileiro está mais atento a essa última etapa do processo de impressão. Ele percebe que não adianta contar com excelência em termos de pré-impressão, com CTP de ponta, rodar os trabalhos em impressoras de última geração, que primam pela qualidade e rapidez, e terminar afunilando todo o processo em uma guilhotina manual, por exemplo. O que antes era entendido como perfumaria, hoje é encarado como necessidade: incutir automação na etapa de acabamento não só faz com que a gráfica ganhe tempo de entrega dos trabalhos como evita perdas. Menos perdas é sinônimo de mais lucratividade”, considera Dragone. Um exemplo dessa nova maneira de pensar do gráfico foi o sucesso de público do estande da Horizon durante a Drupa. A Horizon é a maior fabricante mundial de equipamentos para acabamento e é comercializada no Brasil pela MAN Ferrostaal”, fala Dragone.

Não é só por que termina que é preciso tratar com desdém. “O ‘acabamento’, como diz o nome, ‘termina’, ‘finaliza’ o produto, portanto é visto como uma máquina auxiliar da máquina de produção, que é a impressora. Com a crescente especialização dos produtos gráficos, o acabamento se torna cada vez mais importante. O cliente quer um produto acabado. O acabamento dá um incremento de valor ao produto gráfico. O gráfico procura cada vez mais equipamentos que fazem o produto acabado. Aliás, as próprias impressoras offset planas acrescentam elementos de acabamento em linha. Na Drupa, a Komori mostrou uma impressora offset com ‘cold foil’, gofragem e corte-vinco. Portanto, a impressora offset consegue numa só passagem simular o antigo processo de ‘hot stamp’, que é um processo de acabamento, com vantagem no custo e na qualidade como mais cores, estampagem em diagonal, entre outros”, diz Tiedemann, da Gutenberg.

Lima, da Furnax, nota que há no mercado um nítido movimento de verticalização do processo. “As empresas gráficas necessitam de um maior controle de prazos e qualidade e uma redução significativa de custos para se manterem competitivas.” O consumidor, por sua vez, também mostra um olhar mais severo. O que era bom para um leigo, virou ruim para o profissional.

“O consumidor passou a ter uma maior expectativa em relação à qualidade dos impressos gráficos, procurando produtos que tragam diferencial e maior valor agregado. Isso tem sido notado pela indústria gráfica, que tem procurado abastecer esse consumidor com novos equipamentos e produtos que satisfaçam essas novas necessidades. Trabalhando com equipamentos modernos e mais produtivos, a indústria gráfica tem capacidade de oferecer novos acabamentos a preços mais competitivos”, observa Bonotto, da Prolam.

Mudanças de conceito são sempre bem-vindas no mercado. “Num passado recente, o empresário gráfico, quando falava em investir, pensava em impressora; hoje mudou esse conceito, não adianta nada imprimir com rapidez se o gráfico não consegue finalizar o serviço na mesma velocidade de impressão; com isso, o mercado de acabamento também verificou a necessidade de melhorias, e para acompanhar, na Fiepag passada, lançamos três equipamentos: um alimentador contínuo, uma nova dobradeira meia folha, e uma máquina voltada para os mercados de mala direta e farmacêutico (bulas), com seis dobras na primeira estação”, fala Reis.

Cada cliente uma necessidade
O lema é velho, mas vale até hoje: é preciso trabalhar em cima das necessidades específicas de cada cliente. No caso dos equipamentos, o processo é um pouco mais lento. Desenvolver modelos únicos não é simples, mas um diferencial importante. “Até certo ponto podemos dizer que sim, pois com a diversidade de tecnologias disponíveis e o conhecimento agregado sobre o produto podemos atender às mais diversas necessidades do mercado. Isso não significa que pontos extremamente específicos sejam também, da mesma maneira, atendidos em sua completude, mas as adaptações ao processo também são muito bem-vindas pela comunidade gráfica. O mercado tem se unificado no que diz respeito às soluções para acabamento justamente pelo fato de as necessidades serem muito semelhantes. O crescimento do mercado de pós-impressão (acabamento) acontece de forma uniforme, porém não segundo a teoria da estabilidade hegemônica, o que faz com que devamos nos preocupar constantemente com o mercado e buscar atualização constante”, analisa Santos.

Reis observa que não é possível atender necessidades de cada cliente, pois uma mudança em um projeto envolve outro. “O que pretendemos é fazer uma dobradeira que possa receber diversos equipamentos opcionais, como, por exemplo, um coleiro, dispositivo de corte e de vinco, entre outros”. Barone é certeiro ao afirmar que é possível trabalhar com necessidades específicas do cliente. “É por essa razão que a Müller Martini mantém, em cada divisão de negócios, linhas de equipamentos para os segmentos de pequenas, médias e grandes tiragens. Além disso, desenvolvemos o conceito modular em nossas máquinas, o que permite ao empresário crescer de forma planejada e segura, investindo em equipamentos de forma rentável, sem perder a cada up grade investimentos realizados inicialmente”, completa o diretor executivo da Müller Martini.

Alguns questionamentos são essenciais para o sucesso da negociação, tanto para o fabricante como para o gráfico. “É possível e essa é uma das preocupações da MAN Ferrostaal. Antes de recomendarmos a compra de um equipamento, buscamos entender a necessidade específica de cada gráfico, verificando o que ele pretende alcançar com o investimento, qual é seu público e onde está o gargalo de sua empresa. Só depois de estudar todas essas variantes é que indicamos qual a melhor solução para seu caso. Além disso, muitas máquinas podem ser customizadas. A Stitchliner 5500, da Horizon, por exemplo, é um equipamento modular que pode ser configurado conforme a necessidade de cada cliente, com sistema completo que alceia, grampeia, dobra e faz o refile trilateral a cavalo, no formato máximo de 350 x 500 mm e mínimo de 148 x 210 mm. Permite ágil troca de trabalho por meio de seu painel de toque (sistema touch screen), variando o número de páginas. É uma alceadeira extremamente competente, que faz livretos de 2 a 50 folhas”, explica Luz.

Dragone ressalva que no caso da Heidelberg, as máquinas têm diversos opcionais que fazem a diferença na produção e atendem as necessidades de cada gráfica. “Além disso, disponibilizamos na PMA equipamentos de ponta onde procuramos fazer um trabalho diferenciado de divulgação dos recursos dos nossos equipamentos para alunos, clientes, professores e agências. Esse trabalho ajuda na hora da criação, já que com maior conhecimento das possibilidades de uso da máquina é possível desenvolver produtos diferenciados e viáveis para produção em grande escala”, acrescenta.

Silvane diz que o mercado de impressão está completo, mas é no acabamento que conseguimos perceber as mudanças. “As máquinas eram gigantescas para grandes produções, mas a crescente demanda por quantidades menores tem elevado a produção de máquinas de médio e pequeno portes. Isso permite que o cliente que necessita de menor tiragem possa fazer trabalhos que antes eram financeiramente inviáveis.”

Oliveira conta que é possível desenvolver equipamentos para cada necessidade, mas frisa que para isso é necessário saber a real capacidade de produção, qual o porte do cliente que interessa à empresa e ter uma equipe capacitada, atualizada com as novidades que o mercado oferece para ajudar tais necessidades. “Sendo assim, é possível atender além das especificações do cliente”, completa o gerente do departamento comercial da Tunkers.

Edson Simões, gerente de vendas da Miruna, sabe que as especificações são ditadas pelo mercado, que determina o tipo de material e o cliente se ajusta a ele. Simões acredita ainda que o equipamento de acabamento é sempre colocado em segundo plano na linha de produção, porém pode agregar valores de rentabilidade. Desenvolver equipamentos para nichos específicos é o foco da Prolam. “Oferecemos diferentes tipos de equipamentos e produtos, cada modelo com características específicas voltadas para determinados nichos. Existem mercados em que a produtividade é um requisito básico, onde precisamos inserir equipamentos de alta velocidade e rapidez de setup, e também existem mercados onde há a necessidade de equipamentos e filmes específicos, com características especiais para determinados tipos diferenciados de impressos, como o de comunicação visual e identificação”, informa Bonotto.

A automação no acabamento
A automação chegou faz tempo no mercado gráfico. As impressoras já não vivem sem essa tecnologia. Por isso, nada mais justo do que automatizar os equipamentos de acabamento também. “O acabamento por tradição era sempre muito manual, quase artesanal. É exatamente nesse setor que a automação flexível pode e mostra avanços muito grandes. As guilhotinas podem ter carga, descarga e corte totalmente automatizados. O operador coloca a pilha de papel, aciona a máquina e ao final de algumas horas recolhe o produto cortado, sem a presença de um operador. As dobradeiras fecham bulas, aplicam cortes e fazem furos, operações que antes eram manuais”, conta Tiedemann.

Evolução é uma palavra pequena, segundo Maia, para definir o segmento atualmente. “É uma tremenda revolução de tecnologia e melhorias. As mais notadas são os fáceis controles de receitas, minimização dos tempos e maximização da duração de algumas etapas antes pouco observadas, mas muito importantes ao processo”, conta o diretor comercial para América Latina da Vetaphone.

Viveiros alerta para o preço dessa evolução. “Houve evolução, mas automação é cara. Em nossa linha, temos uma dobradeira alemã Mathias Bauerle totalmente automática, capaz de detectar a espessura do papel e ajustar a distância entre os cilindros automaticamente, de forma que o setup não chega a cinco minutos. Em uma dobradeira sem automação o setup passa de 30 minutos, mas comparando os preços, o empresário opta pela mais baixo”, aponta o gerente comercial da Graphimport.

A contaminação tecnológica é um caminho sem volta. Basta aderir para de imediato conhecer as vantagens. “Existe uma reação em cadeia; evoluem os equipamentos para pré-impressão, evoluem as impressoras. E com as máquinas para acabamento não poderia ser diferente: a automação é um caminho sem volta, que agiliza a finalização do processo produtivo dentro da gráfica. Além de rápidas e automatizadas, essas máquinas precisam primar pela versatilidade, atendendo desde tiragens pequenas até as médias, com a mesma agilidade. As máquinas manuais tendem a perder terreno porque fabricantes como a Horizon colocam no mercado equipamentos com tecnologia agregada e computadorizada com preço de máquinas manuais”, assegura Luz.

A relação acabamento e pré-impressão, de acordo com Dragone, é cada vez mais automatizada e conectada. “Desde guilhotinas, que são praticamente o início do processo produtivo, até dobradeiras, grampeadeiras e lombada quadrada, todas evoluíram e se modernizaram”. A produtividade é o diferencial da vez. “O nível de automação nos equipamentos de acabamento é um diferencial que impacta diretamente na produtividade. Além disso, simplificar a interação entre o homem e a máquina economiza tempo e garante maior controle e qualidade dos trabalhos. A automação dos equipamentos Müller Martini, por exemplo, oferece recursos que facilitam a atividade do operador, como gravação dos dados do trabalho para posterior repetição, mecanismos de controle para identificar cadernos errados ou incompletos, redução de perdas no ajuste da máquina, entre outros”, fala Barone.

Lima lembra que as máquinas estão mais velozes e com setups reduzidos, mas é preciso pensar também na matéria-prima e na mão-de-obra, que precisam se adequar aos novos parâmetros. Bonotto recorda que até pouco tempo atrás existia um distanciamento muito grande entre as velocidades de impressoras e de termolaminadoras, o que acarretava resistência de algumas gráficas quanto ao uso de filmes termolamináveis, em função do gargalo de produção ou necessidade de terceirização do serviço. Com a possibilidade da automatização, as gráficas contam hoje com termolaminadoras que operam a velocidades compatíveis com a produção das impressoras, diminuindo o ciclo interno de produção, eliminando gargalos e perdas e contribuindo para a popularização da laminação.

Os dragões asiáticos
Além da forte variação cambial e conseqüente valorização do real frente ao dólar - fato que complicou a vida do fabricante nacional e também do estrangeiro - outra novidade no setor foi a difusão dos fabricantes asiáticos no mercado gráfico. No começo, mais focado na China, dizia-se que ainda iria demorar muito para igualar em qualidade e confiabilidade com outros tradicionais fabricantes.

Inegavelmente o tempo passou, foram desenvolvidos e também copiados modelos de impressoras e equipamentos para acabamento. O gerente da divisão gráfica da Furnax chama a atenção para um fato: não é só a China que está competindo em vários países. “Em primeiro lugar, não devemos falar em ‘onda China’ e sim nas soluções asiáticas que englobam também Japão e Taiwan. Tradicionais fabricantes europeus estão buscando alternativas asiáticas visando uma maior competitividade e um aprimoramento de know how”, observa Lima.

Especificamente na Prolam, alguns equipamentos importados têm fabricação parcial na China, sem perda de qualidade. “Isso se dá principalmente pelo fato de que os nossos fornecedores mantêm um controle de qualidade adequado no processo de fabricação de partes e peças e em alguns casos, como a GBC, por exemplo, teve funcionários americanos transferidos para a China para acompanhamento e controle de fabricação dos seus equipamentos”, revela Bonotto.

Os chineses passo a passo irão se igualar aos japoneses rapidamente. “Na Drupa 2008 pôde-se observar que os equipamentos chineses serão, em curto espaço de tempo, os japoneses de hoje. Há alguns anos impressoras e demais equipamentos para a indústria gráfica que não fossem made in Europe sofriam discriminação por serem considerados de segunda linha. Talvez até muitos o fossem. Mas as indústrias de alguns países, como Índia e Japão, sofreram mudanças radicais, com investimentos maciços em tecnologia para alcançar a credibilidade dos compradores. E alcançaram, provando que podem ser competentes e ainda ganhar mercado com preços convidativos e financiamentos atrativos. O maior exemplo é a fabricante de impressoras Ryobi, um fenômeno de vendas no Brasil avalizado pelo maior interessado: o próprio comprador, que, de tão satisfeito com a primeira compra, lança-se em um segundo investimento na mesma marca em um curtíssimo espaço de tempo. Já no segmento de acabamento, a Horizon é um exemplo na medida: ela se mostra uma compra eficiente e segura. Os chineses já descobriram que o caminho para se ganhar mercado é este: investir na fabricação de máquinas que tenham qualidade e tecnologia aliadas a preços convidativos”, acredita Luz. Barone prefere não ignorar nenhum dos competidores. “O aumento de equipamentos chineses no Brasil e em outros países é fato. Entendo que nenhum competidor nesse mercado deva ser ignorado. Porém acredito que, quando se trata de bem de capital, a marca também tem muita importância para o cliente. A Müller Martini investe há mais de 60 anos na idoneidade de sua marca, referenciando seus produtos aos conceitos de durabilidade, confiança e segurança. Nesse sentido fazemos um trabalho forte tanto na pré-venda como na pós-venda. Ao avaliarmos a real necessidade de cada cliente, estamos participando do projeto, oferecendo ao empresário uma alternativa de evolução dentro de suas perspectivas, necessidades e planejamento. E nossa participação não termina com a instalação do equipamento. A equipe técnica realiza um trabalho contínuo para que o cliente obtenha o máximo aproveitamento das máquinas. Acredito que vendemos mais do que equipamentos, oferecemos consultoria e soluções aos nossos clientes e é isso o que nos diferencia no mercado.

Oppenheim afirma que “os chineses têm a pretensão de fazer equipamentos automatizados e o pequeno empresário, que busca modelos mais acessíveis, acaba caindo no produto chinês. Nós, da Radial, pensamos em importar equipamentos chineses no intuito de, dentro do nosso parque industrial, fazer as devidas adaptações e vender com a segurança da marca Radial. Criamos um carimbo com a marca Radial, assim a tranqüilidade do cliente é impagável”.

Reis mostra um ponto interessante: “Quanto melhor o equipamento mais caro ele é, portanto para as máquinas chinesas se equipararem com os fabricantes tradicionais terão que investir em tecnologia e com a melhoria das máquinas os preços também ficarão semelhantes aos dos melhores fabricantes”, fala o gerente comercial da A. Ulderigo Rossi.

Cada um ataca o mercado do jeito que acha melhor. Assim como na natureza a própria distinção das ‘raças’ traça um nicho específico. “Se olharmos o mercado gráfico como uma pirâmide, os equipamentos chineses trabalham na base dessa pirâmide, em um nicho de mercado, mas com máquinas básicas. Os chineses são agressivos em preço, o custo de fabricação na China é atrativo, então as máquinas estão entrando e, por enquanto, vão ter a sua fatia do mercado. Acho que existe uma forma de interpretação desse mercado um pouco errônea. Estamos falando de bens de capital, são empresários, querem ter segurança na performance do equipamento, garantia, querem ser competitivos, desde que o investimento caiba no orçamento deles. Nesse mercado é preciso ser competitivo, ter alta tecnologia que torne possível aumentar a produção, reduzir o custo do produto, cumprindo os menores prazos possíveis”, argumenta Dragone.

Silvane defende o lado da procedência. “Uma questão que é importante ser avaliada é a procedência da tecnologia. Hoje, muitos equipamentos com tecnologia japonesa são montados na China e isso não quer dizer que o produto seja de má qualidade, somente que a mão-de-obra de montagem seja mais barata, acarretando uma vantagem competitiva na hora da compra pelo consumidor final.” Na opinião de Oliveira, a China está cada vez mais voltada para equipamentos de médio e pequeno portes quando se trata de máquinas para produção de capa dura, por exemplo. ”Oferecemos máquinas de mesa que atendem empresários de pequeno a grande porte, com investimentos baixos. Além disso, após bons contatos feitos na Drupa, está em estudo a comercialização de equipamentos auxiliares que, divididos em módulos, farão todas as tarefas que as máquinas de grande porte fazem, porém exigirá um investimento menor e com garantia nacional de assistência“, explica o gerente do departamento comercial do setor de máquinas e colas da Tunkers.

Izzo e Matheus acreditam que os equipamentos chineses são infinitamente inferiores se comparados com modelos europeus, mas avisam que como o preço é muito mais baixo, as gráficas arriscam e compram produtos da Ásia. Simões partilha o pensamento: “As linhas de equipamentos chineses concorrem com os fabricantes tradicionais devido ao preço e não pela qualidade.”

Maia é fã dos modelos de olhos puxados. “Sinceramente, apreciamos muito os chineses, pois se lembrarmos alguns bons anos atrás, o mesmo ocorreu com o efeito Japão, que demonstrava querer dominar o mundo. Antes isso ocorria com menos força pois não tínhamos tanta velocidade em informações; hoje a China é um grande mercado e além de muito barato é um mercado que está se adaptando, ou seja, existe de tudo na China, desde qualidades péssimas de equipamentos até qualidades boas, mas essas consideradas melhores já têm preços similares a equipamentos europeus. Sendo assim, qual a preferência: um chinês com preço de europeu ou um europeu com preço de chinês?” Viveiros desembarcou recentemente da Alemanha e notou que há produtos de qualidade, mas avisa que quantidade não é qualidade. “Acabamos de voltar da Drupa e o que vimos foi uma verdadeira invasão de fabricantes chineses, assim como aconteceu na Fiepag. Convém aos clientes conhecerem os equipamentos assim como quem os oferece. Nessa hora, a assistência técnica fala alto e deve ser considerada mesmo que o custo seja um pouco maior.”

A transição de fábricas para a Ásia é um dos trilhos de conhecimento total da tecnologia empregada. A indústria automotiva também passou pelos mesmos moldes. Após anos e anos de aquisições, joint ventures e instalação de fábricas no continente asiático, eles fazem carros que concorrem com modelos tradicionais e confiáveis. “Se os próprios fabricantes europeus deslocam partes de suas fábricas para a China, só se pode esperar que os produtos chineses ganhem cada vez mais em qualidade. Como acabamento não é visto como produção, há uma preocupação menor de qualidade, fazendo o empresário gráfico optar muitas vezes pelo produto chinês, pelo preço. No entanto, ele deixará de ter máquinas especializadas. Mas em princípio, a China é um país como qualquer um, e seus produtos precisam ser enfrentados. Os chineses não só exportam máquinas de acabamento, mas também produtos impressos prontos, como livros infantis. Também o gráfico precisa enfrentar essa realidade”, conclui o presidente da Gutenberg.

Interação com os demais componentes do parque gráfico
Os equipamentos de acabamento estão bem mais sociáveis. Da pré-impressão à impressão, o setor de acabamento já está sabendo o que irá chegar e se apronta rapidamente para finalizar o trabalho. “O mercado brasileiro, desde o final do ano passado, vem sofrendo um ‘boom’, ou seja, todos os outros mercados começaram a investir em qualidade e nós não poderíamos ficar para trás; logo, o mercado vem evoluindo gradativamente, um crescimento observado em torno de 10% ao ano, mas acreditamos que este ano devemos chegar à meta de 14%, o que traduz uma grande superação em termos de melhorias”, projeta diz Maia.

Com tanta tecnologia à disposição, falta fazer o gráfico absorver. “Certamente, as impressoras de pequeno porte possuem equipamentos capazes de acompanhar as impressões on-demand e o mercado cada vez mais se equipa com essas evoluções”, conta Oliveira. Viveiros sente dificuldade nesse processo: “Automação é cara e poucos clientes investem nela. Nossos clientes ainda não conseguem visualizar um dobradeira ou uma guilhotina interligadas de forma a receberem dados e a se ajustarem automaticamente. Essa integração ainda acontece na pré-impressão, portanto o acabamento ainda padecerá dessas inovações.”

Tiedemann aponta que teoricamente a integração entre impressora e acabamento está totalmente resolvida pelo JDF. “Mas a tecnologia está sendo utilizada, mesmo nos EUA e Europa, por uma proporção muito pequena. Os motivos são dois: os equipamentos de acabamento precisam ser de ponta, por exemplo, as dobradeiras precisam ter um comando tipo Navigator da MBO, e também as guilhotinas precisam de opcionais caros. O segundo motivo é que a gráfica precisa trabalhar de forma muito organizada e padronizada. Nem sempre é possível e desejável. A integração vai avançar, sem dúvida, cada vez mais, mas vai demorar mais do que inicialmente se acreditou. Nas máquinas rotativas de bobina, por outro lado, como a impressão e o acabamento estão na mesma unidade, a automação já é muito grande. Por exemplo, na rotativa Komori System LR 38, demonstrada na Drupa, o desbobinador e a dobradeira estão logicamente conectados, evitando, por exemplo, que a emenda caia sobre uma dobra.”

Antecipar-se às exigências é uma ótima alternativa de crescimento. “A integração entre impressoras e equipamentos de acabamento é uma das exigências de mercado. Como tendência, os gráficos que se anteciparem e automatizarem o processo de acabamento terão vantagens competitivas e conseguirão atender os clientes com mais eficácia e agilidade“, conta a diretora comercial da Diginove.

Flexibilizar é uma outra saída perfeitamente aceitável. “O gráfico trabalha hoje com exigências cada vez maiores e prazos tão reduzidos que a integração passou a ser uma necessidade, principalmente quando se trata de trabalhos mais complexos. Há ainda a mentalidade do empresário que justifica o não investimento na integração pela baixa tiragem de seus pedidos. Na verdade, a visão deve ser exatamente outra: daqui para frente, o ganho do produtor gráfico estará cada vez mais associado à sua capacidade de flexibilizar a produção, atendendo agilmente grandes quantidades de pequenos pedidos. Nesse sentido, a tecnologia é fundamental. Para se ter uma idéia da importância da integração, posso citar a recente inovação da Müller Martini, que desenvolveu o sistema de workflow Connex, uma solução padronizada para integrar a pós-impressão ao fluxo de trabalho digital. Esse sistema melhora a eficiência da produção e otimiza a seqüência de trabalho de pós-impressão. Ele também elimina tempos de espera ou de ociosidade e reduz o tempo de processamento. O Connex é compatível com todos os sistemas de gerenciamento de informação baseados no padrão CIP4 e garante o fluxo de dados, da pré-impressão até a impressão, acabamento e expedição”, explica Barone.

Luz explica o conceito de arquitetura aberta da MAN Ferrostaal: “A MAN Ferrostaal é reconhecida pelos clientes por oferecer o conceito de arquitetura aberta: ou seja, impressoras e equipamentos para acabamento precisam ‘conversar’ entre si. É necessário que haja compatibilidade entre os sistemas para que o resultado alcançado com a cadeia produtiva dentro da gráfica vá ao encontro das expectativas do empresário. Hoje em dia o gráfico não só absorve essas evoluções como entende que essa é a maneira de se obter lucro com seu negócio. E é um caminho sem volta: o gráfico que não internaliza os novos conceitos tende a perder mercado. Isso porque o cliente não está apenas preocupado com preço. Ele quer, sim, bom preço, mas não abre mão da rapidez no tempo de entrega e da qualidade do produto impresso.”

O gerente de marketing da Furnax diz que a integração entre impressoras e equipamentos para acabamento vem evoluindo. “Porém tudo acontece de maneira muito rápida e intensa e o mercado não consegue absorver com a mesma velocidade, ou por causa dos custos, qualificação profissional ou por inviabilidade tecnológica de todo o processo que antecede o acabamento.”

Dragone sente evolução, mas fala que o ritmo é outro: “Sem dúvida essa integração vem evoluindo. As máquinas de acabamento estão sendo cada vez mais integradas no processo produtivo da gráfica e o empresário gráfico está acompanhando essa evolução. O ritmo não é tão rápido como acontece na integração das impressoras, mas os empresários vêm reconhecendo a importância de investir também na integração do acabamento com o fluxo de trabalho.”

Lima acha que a tendência é que o acabamento siga o mesmo caminho da evolução na integração entre pré-impressão e impressão a médio e longo prazos, “desde que os fornecedores desmistifiquem o processo e o valor seja adequado à realidade“, fala.

Meta: agregar valor
O acabamento é, juntamente com outras etapas produtivas da indústria gráfica, um enobrecedor do impresso. Uma impressão perfeita pode acabar em maus lençóis se o acabamento não for encarado com atenção. Mesmo assim ainda há algumas barreiras que precisam ser derrubadas. “Nem todos olham assim. Não é raro deparar com dobradeiras ou guilhotinas de 20 anos em gráficas com um parque de impressoras de no máximo cinco anos de idade”, evidencia Tiedemann.

Para Bonotto, o acabamento é o principal vetor de agregação de valores. “É por meio dele que podemos inserir os mais variados tipos de materiais e efeitos que acabam por diferenciá-lo daqueles que utilizam os processos normais. Laminação, hot stamping, vernizes especiais e uma série de outros processos, que se popularizaram recentemente, têm possibilitado à indústria gráfica a obtenção de impressos com acabamento final que eram até então inéditos no nosso mercado. A Prolam, além de seus equipamentos automáticos de termolaminação, lança sistematicamente novos tipos de filmes com características específicas para novos equipamentos e necessidades, como, por exemplo, o Prolam Hi Tac, voltado para o segmento de impressão digital.”

Luz defende a junção das forças: “Uma etapa vai depender da outra e uma poderá comprometer a outra caso ocorra alguma não conformidade. Não podemos afirmar que o acabamento é o responsável pelo valor agregado do produto gráfico porque se a impressão tiver sido praticada em uma impressora obsoleta, com tecnologia de impressão ultrapassada, de nada adiantará que o refile, por exemplo, seja executado por uma máquina top de linha da Horizon.”

Gargalos são bons em garrafas, não num processo de produção. “Sim, uma gráfica bem dimensionada não tem gargalo no acabamento. Quando o produto chega ao acabamento, ele já passou por vários processos (documentação, pré-impressão e impressão) e já há muitos custos de produção agregados a ele, porque a gráfica já comprou papel, tinta, verniz e o prazo de pagamento já está correndo. Além disso, há o custo da máquina, do operador etc. Por isso é importante não ter gargalo, quando o produto chega ao acabamento já está muito caro. Além disso, o acabamento é responsável por diferenciais que aumentam o valor agregado do impresso”, analisa Dragone.

Reis concorda que o acabamento é um dos responsáveis pelo valor agregado, mas ressalta que não é isso a realidade do gráfico. “É comum ver o empresário investir primeiro em impressora nova, e os equipamentos de acabamento são de duas décadas. Com isso, o gargalo aparece no acabamento e se transforma numa correria para a devida adequação.”

Barone não tem dúvida de que o acabamento tem grande importância no processo de produção e que o resultado final do produto também está relacionado aos recursos aplicados na finalização. “É na fase de acabamento que se realizam operações específicas, como encarte de produtos, colagem de amostras, encadernações e diversas aplicações especiais que permitem ao empresário gráfico ampliar seu leque de ofertas”, completa. Lima destaca que imprimir com qualidade e produtividade já não é grande diferencial. “A forma como esse impresso é processado, as tecnologias incorporadas e uma amplitude maior de substratos tiram a gráfica do lugar-comum, melhorando suas margens e diminuindo sobremaneira o número de concorrentes.”

Já na opinião de Santos, os equipamentos de acabamento não podem ser considerados as estrelas do parque gráfico, pois todos os processos são interdependentes. “O processo de pós-impressão agrega valor ao produto, mas se bem administrado desde o princípio. As mudanças que têm ocorrido, nos últimos anos, apenas reforçam o que vem sendo percebido já há algum tempo: a diferenciação da empresa vai estar na criação de valor para o cliente e a equipe comercial é uma das grandes responsáveis por isso”.

MAN Roland é manroland
A MAN Roland muda sua marca e agora responde por "manroland", com todas as letras em minúsculo e juntas. A apresentação oficial da nova marca foi feita durante a Drupa 2008, em Düsseldorf, Alemanha. A apresentação oficial da nova logotipia foi anunciada por Gerd Finkbeiner, diretor-presidente da empresa, à imprensa local.

Equipamentos:

A. Ulderigo Rossi
Espiraladeira de arame revestido
Picotadeira Pesada
Dobradeiras: R-360/4; T-36; TX 36/4; T-56; TX-56 e K-78
Pautadeira
Prensa de furação de chapas

Coverflex
Laminadoras automáticas
Sagitta pega folha inteira e produz 50 metros por minuto
Delta pega meia folha e produz 30 metros por minuto
Amiga
Aspira

Diginove
A Diginove tem em sua linha duas bandeiras, Morgana com fabricação inglesa, e Duplo, que é japonesa. Os produtos são vincadeiras manuais e automáticas, cutter card numeradores rotativos, dobradeiras por sucção, alceadeiras com grampo, dobra e refile, encadernadora hot melt, guilhotinas automáticas, impressoras duplicadoras, perfuradores, grampeadores.

Furnax
Hot stamp automático
Hot stamp manual
Serigráficas automáticas
Envernizadoras UV, blister e skin
Fechadoras de cartuchos
Acopladeiras automáticas para canvas e microondulados
Laminadoras automáticas para Bopp
Guilhotinas e sistemas de corte
Plotters para desenvolvimento

Graphimport
Principais produtos: Dobradeira alemã - Mathias Bauerle
Alceadeiras de torre - Watkiss Corporation
Contadoras e inseridores - Vaccumatic Corporation
Alceadeiras sela - Rosback
Máquina para grampear - Grampeador Prime

Heidelberg
Em parceria com a Polar, fabricante com 100 anos de experiência, a Heidelberg comercializa guilhotinas e sistemas de corte para gráficas de todos os segmentos. Em 1999, depois da compra da Stahl, a Heidelberg passou a fabricar e a comercializar as dobradeiras Stahlfolder com uma linha completa para pequenas, médias e grandes tiragens. Destaques nesse segmento são as novas linhas Stahlfolder Ti e Stahlfolder TH/KH, que apresentam equipamentos com excelente custo/benefício, produtividade e fácil operação.

Projetadas originalmente pela Brehmer, as alceadeiras-grampeadeiras Stitchmaster foram totalmente redesenhadas e desenvolvidas pela Heidelberg e podem atender gráficas comerciais e industriais. A linha ST tem acerto rápido, alta produtividade e flexibilidade, oferecendo soluções para pequenas, médias e grandes tiragens.

Na área de encadernação, a Heidelberg tem a linha Eurobind, que traz alto rendimento e qualidade no acabamento com lombada quadrada. Com acertos rápidos e precisos, a coladeira Eurobind 1200 pode utilizar a cola hot melt ou a PUR, garantindo um ótimo acabamento com segurança e elasticidade, facilitando a abertura e garantindo a qualidade e durabilidade do livro. Lançada recentemente, a Eurobind 4000 faz parte de uma nova geração de encadernadoras e possui automação inteligente, acerto e trocas de trabalho ultra-rápidas. Para a área de embalagem, a Heidelberg oferece uma linha completa de equipamentos automáticos de corte, vinco e dobradeiras coladeiras altamente produtivas e flexíveis para o processamento preciso dos trabalhos. São equipadas com sistema de qualidade sofisticado e têm flexibilidade, modularidade e alta tecnologia, que permite adaptar o equipamento às necessidades específicas da gráfica.

Destaques na linha de corte e vinco, a Dymatrix e Varimatrix têm alta produtividade e qualidade de produção. Com tempos de acerto curtos, a Varimatrix tem formato de até 75x105 cm. Com alta precisão de registro e alimentação rápida, a Dymatrix pode ser configurada com corte e vinco, destaque e separação dos cartuchos automáticos, atendendo até o formato 102x142 cm.

Müller Martini
Impressoras rotativas híbridas modulares
Sistemas de saída de impressoras rotativas
Sistemas de alceamento-grampeamento
Encadernação em capa flexível (lombada quadrada)
Produção em capa dura/costura
Salas de expedição de jornais
Produção digital de livros sob demanda

Baumann (representada pela manroland)
Esta fabricante alemã de equipamentos auxiliares para acabamento e periféricos apresenta em sua linha de produtos elevadores de carga e descarga, mesa vibradora e mesa vibradora com balança. Os produtos são voltados às gráficas comerciais e de jornais. Entre os equipamentos oferecidos, os periféricos para guilhotina linear têm muita aceitação no mercado. A robustez, a estruturação sólida, a rapidez e precisão de toda a linha Baumann fazem dessa marca uma referência mundial em acabamento e periféricos.

Brausse (representada pela manroland)
O sucesso é o modelo 1050 SEF, um equipamento combinado de corte e vinco, com destaque automático, hot stamping e velocidade de 7,5 mil folhas/hora.

Blumer (representada pela manroland)
A suíça Blumer produz máquinas troqueladeiras para rótulos e cartões plásticos em geral. Voltada aos mercados de embalagem e rotulagem, impressiona pela rapidez e, principalmente, pela precisão. Oferece ao segmento sistemas completos automatizados. Na sua linha está a Womaco Label Line, que recebe a bobina impressa, confere a qualidade de impressão, prepara o papel, o corta em tiras e possui um sistema de stack automático, que acumula essas tiras cortadas.

Kolbus (representada pela manroland)
A fabricante alemã de sistemas completos de livros de capa dura e lombada quadrada apresentou sua nova linha de lombada quadrada com velocidade de 7 mil/hora e ajustes motorizados, a KM 600, tanto para gráficas editoriais como comerciais. Apresentou também sua linha de lombada quadrada para revistas de altas tiragens modelo Publica, com velocidade de 18 mil/hora. No segmento capa-dura, destaque para o modelo 528, de 70 ciclos por minuto, com uma nova prensa integrada. Outro equipamento é a máquina de armar capas modelo DA 280, com velocidade de 100 capas por minuto. A Kolbus é líder mundial nos sistemas de capa dura e suas máquinas são conhecidas pela troca rápida de serviços, pelo sistema touch screen e demais sistemas motorizados. Robustez e eficiência são algumas de suas características.

Zechini (representada pela manroland)
Complementando a linha de capa dura, a MAN Ferrostaal firmou parceria com a italiana Zechini, que oferece ao mercado máquinas para acabamento de livros capa dura, produzidos em impressão digital e sob demanda. São excelentes soluções para aqueles que estão iniciando no mercado de capa dura, com soluções completas.

Horizon (representada pela manroland)
A marca Horizon oferece ao mercado um leque de soluções compactas de acabamento desenhadas especialmente para atender tanto os mercados de pequenas e médias tiragens, como de tiragens maiores. São máquinas de grampo, alceamento, dobras, lombada quadrada, guilhotinas trilaterais, guilhotinas lineares, encadernadoras, além de soluções em acabamento para linha digital. Entre os produtos está a guilhotina APC - 61 IISB, com balanceamentos hidráulico e mecânico da faca, que permitem uma performance de corte confiável, com alta precisão. Outra solução Horizon que também se aplica às pequenas e médias tiragens é o sistema Stitchliner 5500, uma máquina modular que pode ser configurada conforme a necessidade do cliente. O sistema completo alceia, grampeia, dobra e faz o refile trilateral. Permite troca de trabalho em um minuto por meio de seu painel de toque (sistema touch screen), variando o número de páginas. Esse fator torna a Stitchliner 5500 muito mais flexível do que os equipamentos que trabalham com cadernos dobrados, uma vez que permite o escaneamento de quatro em quatro páginas. Na linha de lombada quadrada, a fabricante também é muito produtiva e versátil, oferecendo máquinas para a produção de 150 até 5.200 livros/hora. A Horizon oferece uma excelente relação custo/benefício em toda sua linha: são soluções altamente tecnológicas, mas com preços competitivos.

Hohner (representada pela manroland)
A fabricante alemã produz alceadeiras e grampeadeiras para grampo a cavalo.

Purlux (representada pela manroland)
Fabrica alceadeiras e grampeadeiras de grampo a cavalo. São máquinas de estrutura sólida, voltadas para os segmentos promocional e editorial. Entre os equipamentos, o modelo LQD8E, uma combinação de alceadeira e grampeadeira, 450 x 311 mm. Seu grande diferencial é a possibilidade de realizar trabalhos tanto no formato 210 x 280 mm, com 10 mil CPH, como no formato 210 x 140 mm, trabalhando em duplo paralelo, com produção de 20 mil CPH, no fluxo simples, com corte central. O equipamento possui alimentador de cadernos de fácil operação, com fotocélulas que identificam cadernos duplos ou faltantes, parando automaticamente o trabalho a partir da terceira falha. Outro equipamento da marca é a Nova 10, que traz, além de todas as vantagens da LQD8E, tambores de transporte duplos, com sistema de garras e pinças de revestimento sintético para evitar marcas e decalques em impressos com grande carga de tinta. Já a Nova 12 alcança velocidade de 12 mil CPH, com a qualidade comprovada da linha. Essa velocidade dobra para 24 CPH no fluxo duplo. A família Purlux também oferece o Stacker DJ 250, podendo ser instalado em todos os modelos da linha. Tem velocidade de 13 mil CPH para confecção de pacotes programáveis, na esteira, de até 250 mm.

Rima System (representada pela manroland)
A Rima fornece, tanto para gráficas comerciais como para jornais, transportadores de cadernos tipo pinça para remessa e encartes, além de amarradeiras, stackers, sistemas de cortes trilateral e paletizadores de cadernos automáticos.

Sitma (representada pela manroland)
A Sitma fabrica máquinas para encartar, insertar e embalar revistas, com sistema de colhimento. São equipamentos voltados para os mercados promocional e editorial. Na Drupa o destaque da fabricante foi para as duas linhas completas de máquinas para inserção de encartes e produtos com formas irregulares, como sachês, moedas e demais brindes: a 1150 FW, com velocidade de 18 mil/hora, e a 1005 BW, com velocidade de 15 mil/hora. Ambas têm alimentador pick and place, embalagem de revista com solda longitudinal ou lateral, túnel de encolhimento, endereçamento e stacker. Entre outras máquinas a Sitma também oferece a envelopadora SM 15 para impressos comerciais, com velocidade de 15 mil/hora. Outro produto da empresa é a Sitma C 950E-O, idealizada para atender à crescente demanda por envelopamento. Sua tecnologia consiste na transferência de módulos, que recebem os produtos sobrepostos - na maior parte, jornais - e os conduz individualmente para as sacolas plásticas em que serão envoltos. Sua alta velocidade possibilita que sejam feitos mais de 24 mil envelopamentos por hora.

Steinemann (representada pela manroland)
A suíça Steinemann produz máquinas laminadoras e envernizadoras para os segmentos comercial, promocional e editorial. Na sua linha de produtos está a Steinemann Hibis. Trata-se de uma serigráfica rotativa que trabalha com tela metálica, garantindo qualidade e registro. Ela é instalada no sistema cilíndrico, que proporciona alta produtividade e agilidade na troca de serviço. O equipamento pode operar utilizando verniz UV ou tinta UV.

Prolam
A Prolam traz hoje para o mercado gráfico duas linhas de equipamentos. Para a área de impressos de grandes tiragens a Voyager 3, termolaminadora automática de grande capacidade de produção, líder mundial em vendas no Brasil e no mundo. Ela é resultado de mais de 20 anos de desenvolvimento técnico pela GBC, resultando em alta performance, facilidade de operação e robustez. Esse equipamento é totalmente automático e permite velocidades de operação de até 6 mil folhas/hora. Para a linha de grandes formatos, a Titan e a Catena, também fabricadas pela GBC, são indicadas para utilização de filmes de grande espessura. Tunkers Máquinas de aplicação de cola até 500mm de largura, com colagem localizada de materiais até 5mm de espessura, com cola fria e quente, com alimentação automática. Precisão no controle da cola, fácil limpeza, silenciosas e simples operação. Liliput 150-350; Liliput 210-500; MCC 50-125

Vetaphone
Vetaphone Latino America / Flexowash Latino America Ltda. Equipamentos para tratamento corona (tratamento superficial de substratos) sendo: etiquetas, rótulos, plasma, filmes plásticos, adesão, laminação, coating, 3D, etc. Equipamentos para limpeza de flexografia, rotogravura e serigrafia, limpeza profunda de anilox, partes e peças de impressoras, que podem ser em banda estreita ou larga.

Wohlenberg
A alemã Wohlenberg fabrica equipamentos na área de encadernadoras e guilhotinas trilaterais e lineares. Apresentou durante a feira o modelo City E para lombada quadrada, com velocidade até 6 mil/hora e ajustes motorizados. Também na linha de lombada quadrada, o modelo Master, com 7 mil/hora de velocidade e alimentador de capas de dobrador de orelhas e corte frontal do miolo do livro dentro da encadernadora. A Pro-tec 115 é outro dos produtos de linha da marca. Trata-se de uma guilhotina linear com novo painel de controle, com indicação de todas as funções, acionamento ergonômico, cabines de manutenção na parte frontal do equipamento, tecla de touch-screen ativada compatível com CIP 3 e JDF.

 
Sumário
 
Agnelo Editora Copyright @ 2005, Graphprint. Todos os direitos reservados.