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   Brasil, 30 de Julho de 2010
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Editorial - Edição 80
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O quarto dos três
 

No Brasil, temos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O primeiro implanta ou executa as leis e a agenda diária do governo ou do Estado, ficando a seu cargo órgãos como a polícia, prisões, manter as Forças Armadas e administrar órgãos públicos de serviço à população, como bancos, entre outros atributos. O Legislativo, evidentemente legisla e cria leis. Já o Judiciário tem a capacitação para julgar. Por aqui, os juízes arbitrais são considerados juízes de fato e de direito e a Lei 9.307/96 regulamenta o funcionamento desses tribunais privados.

No ramo gráfico também temos os “três poderes”: Papel, Equipamento e Tinta. O Papel é a primeira etapa; sem ele não há impressão, muito menos acabamento. Esse poder pode até ser reciclado e debatido, como aconteceu durante o Ecofórum Setorial de Papéis e Cartões Reciclados, promovido pela Anave.

O primeiro dos ‘três poderes gráficos’ desencadeia diretamente o poder Equipamentos. É nesse ponto que a relação toma rumo e o tilintar das bobinas se faz ouvir. Subdividido em três (pré-impressão, impressão e acabamento), o poder Equipamentos destaca a área de acabamento. Enobrecidos pelo valor que provaram agregar ao impresso, eles estão bem mais velozes e automatizados e são cada vez mais cobiçados.

Na seqüência vem o poder Tinta, que aditiva e doa todos os seus pigmentos e resinas para o impresso. É ele que colore as chapas e umedece os rolos de impressão. Na Escola Senai de Artes Gráficas Thebaldo De Nigris, a Tupahue inaugurou seu espaço de capacitação na gestão da tinta. No local, alunos, funcionários e clientes conhecem na prática a teoria assimilada.

Coincidentemente, ambos os poderes citados (Brasil e Indústria Gráfica Brasileira) possuem dois quartos poderes. Um deles foi criado em alusão aos três inerentes do Estado democrático: a mídia. É ela que retrata que em alguma etapa do processo, um (ou mais) dos quatro poderes pode ou tem falhado. Dos quatro, quem se salvaria?

No cenário gráfico, o quarto, e mais importante poder, é o Empresário. Papel, Tinta e Equipamentos, por mais automatizados que sejam, não pensam, não batem o martelo final. A semelhança entre os quartos é só numérica; a diferença é que corrupção já mostrou a face nos três do Estado democrático.

 
Fábio Sabbag - fabio@avilaagnelo.com.br
 
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