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Especial Drupa 2008 - Edição 80
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Sem limites
 

Atendendo as novas tendências do mercado, a KBA se mostra apta a competir dentro dos mais diferentes ambientes do setor gráfico mundial.

 
Maristela Rizzo
 

Durante a Drupa, a KBA procurou mostrar ao mercado gráfico mundial o quanto está apta a atender a nova geração de gráficos que devem investir em máquinas de grande formato, além de focar sua atuação em máquinas com características diferenciadas, com enobrecimento em linha.

Além de estar apta a atender a essa tendência por grandes formatos, por meio de equipamentos que atingem tamanhos de até 2m x 1,5m, a empresa vem confirmando a versatilidade e competitividade de seus equipamentos, tanto em ambientes de grandes tiragens como de pequenas. “Nossas máquinas médias possuem altíssima rapidez de ajustes e acertos. Hoje, um cliente pode imprimir um folder de 4cm x 4cm com revestimento especial, cinco cores, aplicações em reserva e texturas em apenas cinco minutos”, ressalta Juscelino Prado, diretor-presidente da KBA Brasil. Ele afirma ainda que esse mesmo cliente pode, a cada minuto, iniciar outro trabalho, possibilitando a confecção de seis trabalhos diferentes em uma hora, com uma tiragem de 500 a 1000 cópias, tudo isso com qualidade offset.

Outro exemplo desse direcionamento da empresa pode ser observado pela Rapida 106, exposta na Drupa 2008. Trata-se de uma máquina de oito cores, no formato 74cm x 106cm, que permite a troca simultânea de chapas, além de funções como sistema de limpeza contra pressão e troca de blanquetas em processos que não ultrapassam quatro minutos. De acordo com a empresa, esse equipamento permite que uma gráfica execute um trabalho de 500 exemplares em menos de cinco minutos.

Outro exemplo da versatilidade dos equipamentos da KBA é a Rapida 162, equipamento que também foi destacado na feira. Direcionada para a área de embalagens, ela pode ser utilizada tanto para tiragens de milhões de peças como para 50 unidades.

Melhorias e avanços
As atualizações em formatos, que vão desde a meia folha até as gigantes, incluem uma série de inovações para aumentar a produtividade, qualidade, acabamento, custo/ benefício e impressão ecológica. Entre elas, o lançamento da nova Rapida 75 e uma atualização da Rapida 105. Aos dois modelos foi dado um novo e exclusivo design; buscam atender as necessidades dos gráficos, como produção, flexibilidade, desempenho e automação inteligente, a um preço compatível com orçamentos limitados.

Na área de médio formato, a empresa apresentou a Rapida 106, que evoluiu a partir do modelo 105 lançado na última Drupa. Com saída de 18 mil folhas por hora, a máquina possibilita rapidez no tempo de ajuste, maior produtividade e tamanho de folha de 740mm x 1060mm.

Além disso, a empresa demonstrou avanços no controle de qualidade, com auto-regulagem ou sistemas fechados. Nesse sentido foram apresentados os sistemas QualiTronic, dedicado a inspeção de folhas inline que varre cada folha, na subida da saída ou na reversão, e compara-a com uma folha referência; o QualiTronic Mark, que identifica folhas fora da especificação que podem, posteriormente, serem descartadas automaticamente em máquinas de estampa ou dobradeiras; o QualiTronic profissional, para controle de medição densitométrica inline, que leva apenas 60 folhas ou menos até normalizar a densidade, e o DensiTronic PDF, sistema de medição densitométrica com scanner anexado ao DensiTronic Professional, varre as folhas em uma resolução de 330dpi e as compara com o PDF original. É indicado para áreas de embalagens e produção de livros.

Durante a exposição desses equipamentos, os visitantes da feira puderam conferir também o comprometimento da empresa com o meio ambiente. Todas as máquinas trabalham 100% sem álcool. “Acreditamos que somos a única fabricante que está demonstrando com tanta força essa preocupação. O gráfico sempre encontrará nas máquinas da KBA uma inovação dentro dessa área”, finaliza Prado.

Tendências tupiniquins
Apesar de ter se empenhado em mostrar os equipamentos mais viáveis à realidade do gráfico brasileiro, a Müller Martini Brasil não deixou de mostrar aos visitantes do Brasil os lançamentos da fabricante que atendem as atuais tendências e demandas do mercado nacional.

Para atender o interesse do profissional de encadernação do segmento editorial pelo sistema PUR, em virtude da grande demanda do governo por livros didáticos, a empresa apresentou o sistema de cola por injeção, chamado sistema ZPM, que permite grande velocidade de aplicação de cola.

A ferramenta foi demonstrada na máquina top de linha da empresa, a Corona C18, uma encadernadora de lombada quadrada que faz 18 mil livros por hora. “Mas vale ressaltar que, equipada com esse sistema, ela fica limitada a 10 mil/hora, pois 18 mil é para hot melt. Estamos tentando demonstrar esse tipo de tendência para o mercado brasileiro, senão para agora, por causa da relação investimento/benefício, ao menos para o futuro”, informa José Carlos Barone, diretor executivo da Müller Martini Brasil.

Dentro do segmento de jornais, a empresa percebe uma tendência no Sul do Brasil para inserir encartes comerciais e também preparar os cadernos pré-impressos, como classificados. Essa demanda é atendida pela linha ProLiner, que terá sua primeira instalação em solo nacional em agosto deste ano.

Além de destacar essas duas tendências, a empresa focou suas demonstrações na família de grampeadeiras de média tiragem, conhecida como Família Primera. São grampeadeiras na faixa de velocidade de 11 mil ciclos/hora a 14 mil ciclos/hora, com grau de automação variável conforme a escolha do cliente. “O cliente pode ter a Primera em baixo ou alto grau de automação, no sentido de setup rápido e com máximo de automação, de forma que o setup é totalmente motorizado”, explica Barone.

Dentre outros lançamentos, a empresa apresentou também a linha de capa dura, tendência localizada em alguns pontos do mercado nacional por alta qualidade de automação e de acabamento dos livros de capa dura, que pode ser proporcionada pela linha Diamante e a máquina de costura Ventura. Apesar dessas linhas terem sido demonstradas na Drupa em velocidade de 60 ciclos/por minuto, a empresa dispõe de uma versão de 35 ciclos/por minuto.

“Existem diversas outras possibilidades de equipamentos para o mercado, principalmente na área de impressoras rotativas. Mas são projetos específicos, que dependem da impressora rotativa que o cliente está comprando para que o projeto seja desenvolvido desde o início, juntamente com o fornecedor do equipamento”, anuncia.

Na parte de integração de sistemas, a Müller Martini desenhou todos os seus sistemas com base em arquivos JDF, de acordo com a certificação CIP4, assim como com a plataforma Pronect, que está em fase de certificação do CIP4. Esse sistema pode trabalhar inclusive com outros sistemas integrados de workflow, para que haja integração dos sistemas desenvolvidos pela Müller Martini. Todas as máquinas da fabricante estão compatíveis para essa integração.

Preocupação com o operador
Como a Müller Martini é mais conhecida no mercado no setor de acabamento e os equipamentos que mais interferem no ambiente são as impressoras, a preocupação da fabricante em sua linha de finalização gráfica foi mais direcionada ao aspecto ergométrico.

Além da aparência melhorada, as máquinas da fabricante possibilitam ao usuário um bom acesso aos processos de trabalho, graças à forma arredondada da parte superior. O desenho da parte inferior, que também pode ser reto em lugar de convexo, oferece um amplo espaço para as pernas do operador. Como as necessidades humanas devem ter prioridade nos postos de trabalho, o novo desenho leva em conta a massa corporal e o tamanho dos usuários. Protege o aparato locomotor e aumenta o bem-estar na produção. Como conseqüência, aumenta a motivação, o rendimento e a qualidade. Além disso, a nova geração de máquinas dispõe de uma interface otimizada entre operador e máquina. Seu ponto forte é a aparência clara e homogênea de todas as unidades de manejo. O menu pode ser acessado de forma rápida e clara, independentemente da distância e das condições de luz. Para maior eficiência, os comandos diários foram dispostos ao alcance das mãos e descobertos, enquanto que as ferramentas menos utilizadas estão cobertas.

O cuidado ambiental é mais percebido na linha de impressoras rotativas da Müller Martini, aplicadas principalmente na área de embalagens. Os equipamentos são híbridos, integram flexografia em linha e atuam com tecnologia UV. “Essas mesmas máquinas podem ser aplicadas para a área alimentícia e nós já temos no mercado europeu três máquinas operando com sistema EletroBin, para quando a área de alimentos se distanciar da tinta UV, da cura UV”, visualiza Barone.

 
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