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Papéis Especiais - Edição 79
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Nobreza impressa
 

Que eles são tão pomposos quanto a nobreza não há dúvida. Entretanto, por mais que novos itens sejam apresentados ao mercado gráfico, ainda não há, entre os profissionais que compõem a cadeia do setor, consenso quanto à definição do que são papéis especiais. Mesmo assim, “plebeus” e “fidalgos” concordam que eles enobrecem o impresso e apresentam demanda crescente.

 

Fábio Sabbag

 

Diferentemente de outras linhas, os papéis especiais entram no mercado gráfico com a obrigação de diferenciar e enobrecer os mais diversos impressos. Podem ser encontrados num relatório anual ou numa criação inovadora das agências de publicidade e dos designers. Até o convite de casamento é montado com papéis que inspiram o convidado a participar da festa. GRAPHPRINT, nesta reportagem, não tem o objetivo de distinguir o que é ou o que não é considerado papel especial. Consultamos as empresas, designers e distribuidores e, democraticamente, cada um expôs sua opinião.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), a linha de papéis especiais entra no conjunto imprimir e escrever, que em 2007 teve uma produção de 2.493.236 toneladas e exportou 855.165. Em 2008, as indústrias do setor devem produzir 12,8 milhões de toneladas de celulose e obter um crescimento de 7,4% no período. Ainda de acordo com a associação, os fabricantes de papel produzirão 9,2 milhões de toneladas de papéis, um volume 3,2% maior do que o alcançado em 2007.

No ano passado, os fabricantes de celulose e papel investiram US$ 1,9 bilhão em expansão de capacidade, sendo Aracruz, Suzano e Klabin exemplos de empresas que aumentaram a capacidade de produção. Norke Skog, VCP e International Paper são fabricantes que estão traçando novos projetos. Como várias delas têm planos para aumento de produção, as análises e avaliações da Bracelpa indicam que o programa setorial de investimento - que prevê aplicação de US$ 14,4 bilhões no período de 2003 a 2012 - deverá ser superado.

Como os papéis especiais entram no conjunto imprimir e escrever é complicado mensurar exatamente qual é o tamanho dele no Brasil e quais os possíveis níveis de crescimento. Outra dificuldade é definir o que é especial. “Vários profissionais do mercado chamam papel couché de especial. Eu considero papéis especiais o produto que tem acabamento, cores e texturas, reciclados ou não, diferenciados. Tenho 13 anos de mercado e o segmento no Brasil deve ter uns 15 anos. Desde então ouço dizer que o trabalho de formiguinha está sendo feito e eu não suporto mais essa expressão. Continuamos engatinhando e ainda não somos um grande consumidor de papel especial. Logicamente que já crescemos e foram feitas grandes evoluções, mas ainda falta. A Costa Rica, por exemplo, que deve ter 3 milhões de habitantes, é um mercado melhor do que o nosso. A Colômbia também tem um mercado muito maior do que o nosso. O Reciclato, por exemplo, é um grande fenômeno que aconteceu no mercado. A Suzano fez um marketing corporativo, mas para nós ele não é um papel especial. O Reciclato está presente em quase todas as empresas e acho desagradável fazer outros modelos de impressão no mesmo papel em que chegam contas, que a Visa cobra pessoas ou que o Banco Real faz cheques”, opina Simone Timbó, diretora da Operação Papel, loja fundada em 1995 com o intuito de oferecer aos consumidores papéis que antes eram usados somente em grandes gráficas e editoras.

Flávia Adrião, do marketing da Suzano, diz que a empresa considera todos os seus papéis especiais. “O detalhe está na adequação da escolha para o melhor resultado na produção final”, ressalta. Na opinião de Sônia Valentim de Carvalho, diretora financeira da Associação dos Designers Gráficos (ADG), boa parte das gráficas não gosta de trabalhar com papéis especiais, “pois sai do comum, aquilo que eles estão acostumados, que é o couché de sempre com a impressão offset. Ainda existem gráficas que não gostam de trabalhar com papéis especiais, pois eles possuem outra curva de impressão, precisam de cuidado diferente na manipulação e no acabamento. Os papéis trazem as especificações técnicas, como qual tipo de impressão e qual acabamento, entre outros, podem ser aplicados. É papel do gráfico aprender a lidar com diferentes substratos. Já tive problema até com couché alemão. O papel, nesse caso, tinha uma qualidade inquestionável, mas o gerente de produção da gráfica achou que era uma porcaria e o trabalho saiu malfeito. Houve outro caso, com outro tipo de papel especial, que uma gráfica grande não conseguiu trabalhar numa cor pantone. Ficou horrível e perdemos 20 mil unidades. Uma gráfica pequena nos atendeu e fez o trabalho perfeito”, analisa, lembrando que o mercado atravessou uma fase de transição da tecnologia de impressão convencional para a digital, da qual os jovens profissionais não participaram. “Eles só pegaram a fase do digital. Muitas vezes falta o olhar técnico. Conheço gráficas que trabalham com fotolito e o CtP e, quando surge um problema no digital, eles migram para o fotolito. Há pessoas que acham que basta apertar o botão, mas não é bem assim; o olho precisa estar treinado. Por outro lado, temos muitas gráficas fazendo impressos diferenciados que querem trabalhar com papéis especiais”, opina Sônia.

Ernesto Ferreira, da Stilgraf, acredita que a gráfica não olha como problema o uso de papéis especiais, mas defende que é preciso saber lidar com o novo. “Eu acredito que o cliente é um pouco leigo quando o assunto é papel especial. Com muitos papéis especiais, não temos problemas nenhum, mas o vegetal, por exemplo, é difícil de trabalhar, pois apresenta secagem demorada e não é possível aplicar verniz, porque é fino e enrola. Que eu me lembre, tivemos problemas apenas com o papel vegetal. Fizemos um chapado que não secava de jeito nenhum; levou quase um mês para secar”, lembra Ferreira.

Para Aline Perreira, presidente da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal, o contato com os fabricantes de papéis especiais é contínuo. “Sabemos do diferencial que um papel especial pode proporcionar ao cliente. Aqui em Brasília, a grande maioria dos trabalhos é demanda do governo, que quando não fecha com grandes agências de publicidade exige muito das pequenas empresas. Aqui também todo mundo quer usar o papel reciclado, que é politicamente correto. Já batemos de frente com alguns clientes, dizendo que o papel reciclado muitas vezes não dá para fazer o que eles desejam. O pessoal quando pensa em papel especial pensa no reciclado, mas estamos atentos a esse erro e prontos para explicar”, conta Aline.

Expansão
O crescimento do uso de papéis especiais no meio gráfico não dá para ser definido como um todo. É impossível juntar todos e alcançar um número exato, mas há um meio de saber - empresa por empresa - sua evolução. “Estes dados não são específicos, mas percebemos crescimento da oferta em descompasso com a demanda. A Multiverde é um novo player no mercado de papéis especiais, mas aposta nesse segmento ainda para 2008. Em nosso caso, acreditamos crescer no mix de produtos em torno de 5%”, confia Marcus Vinicius Melo, gerente comercial da Mulitverde Papéis Especiais.

Márcia Lima, coordenadora de comunicação e marketing da VSP Papéis Especiais, acredita numa expansão ano a ano, mas ressalta que “os dados do mercado em relação aos papéis especiais são amplos e vagos ao mesmo tempo. Nossa perspectiva é mantermos a média de 8% de crescimento, sempre contando com evolução no segundo semestre, no qual os projetos para o final do ano causam uma procura maior por produtos diferenciados”.

Na opinião de Cynthia Cadrobbi Macedo, coordenadora de marketing papéis finos América Latina, e Ronald Dutton, diretor comercial e marketing papéis finos América Latina, ambos da Arjowiggins, o setor de papéis vive um ótimo momento, impulsionado pela comunicação das empresas com seus clientes, além da expansão do segmento de alto luxo no País. “À medida que a economia se estabiliza, a tendência é a troca de preço por qualidade”, afirmam.

De acordo com José Antonio Viana, gerente comercial do Grupo Bignardi, o segmento de papéis gráficos, em 2007, cresceu 20%. “Neste ano, até maio, crescemos 6,7%, mas é no segundo semestre que o número aumenta”, observa Viana. Já Ana Paula Martins, analista de marketing da Brasilcote, fala que o crescimento em 2007 foi de 20% e a previsão para este ano é de 14%. Sérgio Canela, diretor comercial da MD Papéis/Cubatão, também evidencia que não há informação disponível do mercado de papéis especiais para fins gráficos. “A expectativa é de que esse mercado cresça na faixa de 10% ao ano”.

A Klabin esclarece que a pauta foi respondida com base na linha de papéis especiais KlaFold, KlaFold FZ, KlaMulti, LPB e KlaPrint. Por questões estratégicas, não divulga seu crescimento. “Entretanto, o mercado de cartões tem tido um crescimento bastante positivo”, garante Sérgio Campos, gerente de produtos da Klabin. Em 2007, o volume de vendas de papéis e cartões da Klabin totalizou 812,2 mil toneladas, 2% superior ao ano anterior. A receita líquida atingiu R$ 1,2 bilhão, 2% acima 2006. O volume de vendas de cartões revestidos atingiu 354,3 mil toneladas, um acréscimo de 4%, mesma variação registrada na receita líquida, que totalizou R$ 694,6 milhões. Já as exportações de cartões atingiram 102,5 mil toneladas, acréscimo de 5% em relação a 2006.

Alexandra Saito, backseller da Antalis do Brasil, conta que em 2007 o mercado constatou um crescimento ao redor de 35%. “No caso da Antalis do Brasil, empresa com três anos, o crescimento tem sido exponencial”, comemora. Para Luciana Ribeiro, gerente de marketing da Vip Papers, o crescimento em 2007 foi de 5%. “A previsão é de um crescimento ainda maior para 2008 aproximando-se de 15%, sendo que uma parte é na linha de convertidos, como envelopes, pastas e A4.”

Janaína Fidelis, profissional de marketing da Vivox Comércio, acredita que o mercado crescerá entre 15% e 20% anuais nos próximos cinco anos.

Novos especificadores
Os especificadores ainda são na sua grande maioria os designers gráficos. Na verdade, os profissionais que atuam como designers gráficos são os grandes formadores de opinião. São eles que conseguem o primeiro contato com o cliente e, conseqüentemente, são os que podem e devem influenciar a indicação dos papéis especiais. “O papel começa com o projeto. Criamos o layout pensando no papel que será usado; depois aprovamos e fazemos a intermediação com a gráfica. Grandes clientes preferem que orcem com as gráficas que eles já trabalham, mas mesmo assim continuamos como os principais especificadores”, fala a diretora financeira da ADG.

A diretora da Operação Papel observa que o papel da empresa é divulgar para o consumidor final. “Acho que só vai crescer o consumo de papel especial quando o consumidor final o exigir também. O cliente sempre chega com um modelo que precisa ser seguido. No caso dos convites de casamento, quando um é escolhido por uma noiva ‘colunável’, vira uma tendência e explodem as vendas de convites com papéis especiais. São Paulo, por exemplo, é uma cidade parceira do papel especial, pois, com a enorme quantidade de eventos diários, quem não diferencia seu convite não consegue fazer um evento positivo.”

A parceria entre todos os envolvidos é vital para o perfeito resultado final. ”Geralmente, o design de uma embalagem é desenvolvido por equipes especializadas das empresas que chamamos de end users, as usuárias finais das embalagens, ou seja, indústrias de diferentes setores, tais como Sadia, Natura, Tetra Pak, entre outras”, explica.

Entretanto, os maiores influenciadores são os consumidores, que se tornaram mais críticos e conscientes, o que é extremamente positivo. “No momento em que algumas empresas decidem atuar de forma ambientalmente correta, as demais também são cobradas a investir na melhora de seus processos industriais, formando um ciclo de sustentabilidade que beneficia a todos”, conta Campos, da Klabin.

Flávia, do marketing da Suzano, observa que para saber se os designers e publicitários ainda são os maiores especificadores de papel especial é preciso saber o papel que está sendo considerado. “No caso do Reciclato também temos como especificadores o segmento corporativo e o usuário final.”

Melo, da Multiverde, crê que os profissionais de criação ainda são grandes especificadores, mas alerta: “Um movimento que tem se mostrado importante nos últimos anos é a presença da criação dentro de algumas gráficas que montam bureaus de criação e tentam ampliar sua prestação de serviço. Além disso, na busca da diferenciação, muitos vendedores das gráficas têm caminhado com catálogos de papéis especiais em suas pastas e podemos perceber que essa nova especificação vem trazendo alguns resultados.”

Márcia, da VSP, também concorda que os designers gráficos são os maiores especificadores dos papéis especiais, mas acentua que há uma forte tendência de expansão para as gráficas, “pois hoje atuamos com profissionais qualificados, palestrando para os técnicos, compradores e vendedores diretamente nas gráficas, com o objetivo de ampliar o leque desses profissionais que estão em contato direto com o cliente final”.

João Ricardo Almeida, gerente de produtos da Graphimport, cita a internet e o telemarketing como especificadores de papéis especiais, e Canela, da MD Papéis/Cubatão, mostra outros caminhos: “Novos agentes, como os end users, acabam se tornando indispensáveis para divulgar certas ações estratégicas da empresa, uma prática que está se tornando cada vez mais comum”. A evolução do segmento e o surgimento de alternativas levam a novas especificações. “Ainda o maior poder de decisão é do criativo, que é grande formador de opinião. O editor também tem a sua participação, sendo sempre positivo o envolvimento do gráfico quanto à decisão de uso dos papéis, principalmente nas regiões mais distantes dos grandes centros. Podemos ainda dizer que os novos especificadores de papéis são os vendedores de impressoras, sempre preocupados em sugerir aos seus clientes o uso de papéis homologados que não causem problemas de impressão. Isso é válido principalmente no mercado de impressão digital”, diz Janaína, da Vivox.

Para a Brasilcote, os clientes indiretos são os novos especificadores. “Hoje, o departamento de marketing e desenvolvimento das empresas se preocupa em pesquisar novos fornecedores e materiais diferenciados. É feita toda uma pesquisa baseada no público que se quer atingir e nas verdadeiras necessidades do produto em desenvolvimento. Por isso, muitas vezes, a agência já recebe a especificação do próprio cliente. Em alguns casos, o mesmo entra em contato conosco, buscando informações, e indica qual é a agência que desenvolve os seus trabalhos para que façamos uma visita e demos suporte técnico”, fala Ana Paula, da Brasilcote.

Alexandra, da Antalis, sabe que, além dos publicitários e designers, os gráficos também sentem a necessidade de conhecer diferentes papéis finos, podendo assim indicar aos clientes e equipe de vendas as novidades do mercado.

Embalagens e bebidas
Segundo dados Associação Brasileira de Embalagem (Abre), a indústria de embalagens, impulsionada pelo aumento da demanda interna de bens de consumo, materiais de construção e insumos agropecuários, obteve receita de R$ 32,5 bilhões, valor que corresponde a aproximadamente 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período. Confirmando a reação da indústria de embalagem, que desde o segundo o semestre passado vem obtendo índices de crescimento, a produção física de embalagem cresceu 2,1% em 2007, a maior taxa desde 2004.

Para 2008, o crescimento esperado da produção física é de 2,5%, com uma receita projetada de R$ 34,2 bilhões em um cenário em que, apesar de leve desaceleração do PIB, o mercado interno prossegue aquecido. Outros fatores que devem influenciar o bom desempenho da indústria são o aumento da demanda e o maior grau de utilização da capacidade, que favorecem a realização de investimentos.

Os setores de embalagens e bebidas, tradicionais consumidores de papéis, são nichos de crescimento. “O papel especial tem sido muito utilizado na área de embalagens. Empresas de perfume, por exemplo, estão produzindo suas embalagens em papéis metalizados e texturizados, dando um acabamento personalizado aos seus produtos. São também utilizados em brindes de final de ano de grandes empresas. Houve muita evolução, pois as empresas estão inovando e acompanhando as tendências mais contemporâneas”, diz Luciana.

Cynthia e Dutton afirmam que tanto para embalagens quanto em outros segmentos os papéis reciclados tendem a virar tendência. “Como esse ainda é um novo conceito, muitos demonstram certa resistência. Essa atitude de procurar embalagens amigas do ambiente deve vir naturalmente e não ser algo imposto pelas empresas, por exemplo. De hoje em diante todos devem escrever no verso das folhas. A partir do momento em que a empresa começa a utilizar papéis reciclados em suas comunicações e embalagens as pessoas envolvidas começam a aderir a essa prática espontaneamente”, dizem.

Projeto especial, apresentação nobre. “A utilização de papéis finos se restringe a projetos especiais que requerem glamour; para uma embalagem sofisticada nada melhor do que um papel especial. O segmento de embalagens cosméticas tem evoluído nesse sentido; já o de bebidas é um mercado que tem muito a crescer em relação aos papéis especiais”, aposta Márcia.

Melo acompanha o raciocínio: “No segmento de embalagens, os papéis especiais hoje são mais consultados para projetos de embalagens de cosméticos, que se enquadram mais no conceito luxury packaging, porém ainda podemos crescer muito nesse segmento. Para as bebidas, os especificadores ainda se restringem muito a lançamentos e kits promocionais, mas ainda muito focados em cartão e pouco em papéis.”

A Brasilcote sente que o uso de papéis metalizados para rótulos e cartões laminados para cartuchos de bebidas está aumentando. “Muitas empresas estão investindo nesses papéis, pois a concorrência é grande e usar um material especial ajuda a diferenciar-se no ponto-de-venda, além de oferecer valor agregado ao produto. Ainda mais que, nesse segmento, principalmente uísque, vinho e cachaça, a grande maioria dos fabricantes está usando o papel metalizado. Então, não há razão para não se usar esses materiais”, aposta Ana Paula.

Na Suzano, o mercado de embalagens é atendido com a marca TP Polar, como uma linha diferenciada para congelados. No mercado de bebidas a empresa não atua. “Na linha de cosméticos, os papéis finos são bastante utilizados, bem como em rótulos de bebidas de lotes especiais”, observa Alexandra, acrescentando que ainda há muito que crescer nesse setor.

Na Klabin o mercado de papelcartão para bebidas está sempre evoluindo. “Para o setor de bebidas, um dos destaques da Klabin é o KlaMulti. O KlaMulti tem elevada resistência ao rasgo e, mesmo molhado, conserva pelo menos 60% daquela resistência original. Com ele, a Klabin tornou-se fornecedora da holandesa Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo e detentora da marca mais valiosa entre as cervejas premium, comercializada em 170 países. A Heineken usa o cartão brasileiro nas suas embalagens multipack em vários países da Europa e nos Estados Unidos”, informa Campos.

Especial impresso digitalmente
A impressão digital e o papel especial formam uma relação que definitivamente tem tudo a ver. O papel especial, embora também possa ser usado em grandes quantidades, é indicado para as menores tiragens. “A impressão digital já é um realidade e com forte tendência para a consolidação nos próximos cinco anos, permitindo pequenas tiragens e personalização da comunicação. Isso tem tudo a ver com papéis especiais. Os processos digitais são muito diversos e dependem muito de calibragem de equipamentos. Mesmo para equipamentos desk top, como laser e jato de tinta, temos diversos relatos de papéis que imprimem perfeitamente em um equipamento e não dão bom resultado em outro similar. Ainda há muitas variáveis, como origem do toner, da calibragem do equipamento, entre outras, mas o uso está em plena evolução. Muitos trabalhos estão sendo realizados com resultados surpreendentes”, diz Melo.

Canela diz que os dois são complementares, pois são para tiragens menores e nichos específicos. Janaína detecta que o mercado gráfico está cada vez mais exigente e a busca por papéis específicos para impressão digital é grande. “O impressor busca papéis que proporcionem uma ótima printabilidade, aderência, excelente ancoragem e uma alta definição em cores, sem perder a característica do papel especial.”

Campos analisa que os papéis especiais podem ser trabalhados nos mais diversos processos, tanto nos comuns como nos inovadores. “Por outro lado, a impressão digital ainda não é uma tecnologia utilizada para impressão de embalagens”, acrescenta. Alexandra informa que todos os papéis finos podem ser impressos em impressoras digitais, apresentando um ótimo resultado. “A Antalis possui a linha de papéis Coronado, que é homologada para as impressoras Kodak Nexpress, Xerox Igen3 e HP Índigo. No caso dessa última recomenda-se a utilização de um primer, que irá preparar o papel para uma melhor impressão.”

A união tende a evoluir cada vez mais, na opinião de Márcia: “O papel especial valoriza a mensagem e a impressão digital acelera o processo e permite pequenas tiragens. Com o aumento da demanda muitas gráficas estão migrando também para impressão digital, mas os testes prévios são necessários, pois existe muita variação de equipamentos no mercado.”

Um é especial o outro ostenta uma tecnologia que promete aumentar a qualidade do impresso final. Sendo assim, a união acaba em resultados promissores. “Os papéis especiais podem ser impressos em impressora digital com uma qualidade de impressão indiscutível; não há qualquer tipo de restrição, basta seguir as particularidades de cada linha. A impressora digital veio para ficar, pois tem a vantagem de um valor mais acessível e menores tiragens, além de possibilitar dados variáveis”, diz Luciana.

Marketing
Quando o assunto é papel, o marketing no ponto-de-venda, no ambiente corporativo ou no tête-à-tête com o cliente final é essencial. “Visando a movimentação do mercado em busca de produtos ambientalmente corretos, a Suzano trabalha na certificação FSC para toda a sua linha de produtos e estendeu esse benefício para alguns clientes, proporcionando a certificação para a cadeia de custódia e para que o consumidor final tenha acesso a produtos certificados em todos os segmentos: cadernos, livros, revistas, embalagens, materiais promocionais, entre outros”, diz Flavia.

Na Antalis, as backsellers são as mensageiras das novidades. “São elas que apresentam em primeira mão ao mercado todos os lançamentos dos fabricantes e estão preparadas para auxiliar os designers e profissionais na escolha do papel adequado para cada projeto gráfico. É por meio delas que nossos clientes podem esclarecer suas dúvidas técnicas em relação a processos de impressão e acabamentos gráficos. A distribuição de catálogos de todas as linhas de papéis também é relevante, bem como malas diretas e informações das novidades e tendências do mercado. A Antalis recentemente realizou um evento para divulgação de toda a sua linha de papéis finos, cujo público-alvo foram agências de publicidade, designers e criativos”, informa Alexandra.

Canela explica que com a inclusão das unidades fabris de Limeira e Santista, da antiga Ripasa, a MD Papéis assume uma nova escala no negócio de papéis especiais no Brasil. “Destacar as novas dimensões da MD Papéis no momento é prioridade”, afirma.

Novidade é o que não falta na Arjowiggins. “Todos os anos a Arjowiggins renova sua linha de papéis especiais com novas cores, texturas, linhas com novas opções de superfícies. A Arjowiggins trabalha arduamente para desenvolver novos produtos dedicados às exigências e desejos dos seus clientes, desafiando sempre as fronteiras da criatividade. Além das tradicionais inovações, contamos com ampliação do trabalho entre os distribuidores, desenvolvimento de produtos diferenciados e forte ação de backselling com especificadores e criadores. Para divulgarmos nossas linhas utilizamos: catálogos, os quais, uma vez por ano, são inovados por inclusão de novas opções de cores e texturas; envio de mala direta ao nosso mailling; nosso próprio site; anúncios em revistas especializadas; treinamentos com os distribuidores; visitas das nossas backsellers; palestras em universidades e gráficas; participação em feiras e eventos. Há ainda o nosso showroom, no qual podemos gerar especificações importantes e onde atendemos cerca de 230 clientes por mês, sendo cerca de 50 novos. Os clientes estão sempre em contato com os novos catálogos e retiram amostras para layouts e bonecos, Fazemos também atendimento personalizado, demonstrando materiais feitos com nossos papéis, além de divulgarmos o próprio material é um suporte à atuação das backsellers e aos distribuidores, é um cartão de visita para a Arjowiggins”, contam Cynthia e Dutton.

Para a gerente de marketing da Vip Papers, anúncios em revistas são sempre ótimas opções, sem esquecer a mala direta, que mostra o produto na íntegra, e o marketing de relacionamento, que possibilita contato direto entre clientes e fornecedores por meio de eventos, palestras, workshop, feiras entre outros. Na VSP o site e o e-news fazem sucesso atualmente. “A VSP tem muitos lançamentos no ano e está sendo uma forma rápida e eficiente de comunicar ao mercado, mas vale como convite porque papéis finos têm que ser ‘vistos com as mãos’. A VSP também conta com um profissional fazendo visitas e palestras para gráficas, agências e designers para divulgar os produtos e tirar dúvidas”, diz Márcia.

Já a Multiverde finalizou seu novo site, que traz as características de posicionamento das novas linhas e da produção dos catálogos, além de campanhas para distribuidores. Viana avisa que o Grupo Bignardi investirá no ponto-de-venda e em promotores, com o objetivo de organizar e facilitar as vendas dos produtos.

Produtos

Antalis do Brasil
A Antalis do Brasil trabalha com três fabricantes de papéis finos:

• Arjo Wiggins - Linha Plus (papéis nacionais: Evenglow, Color Plus, Vergê Plus, Natural Plus, Markatto, Marrakech e Clear Plus) e a Linha Curious (papéis importados: Touch, particles , translucents e metallics).

• Gruppo Cordenons - Ivobel, Astrosilver, Malmero Perlé, Plike, Stardream e Stardream Dual.

• Neenah Paper - Environment, Oxford, Eames e Coronado.

A Antalis é o distribuidor exclusivo no Brasil dos fabricantes Cordenons e Neenah Paper.

Arjowiggins
A Arjowiggins oferece ao mercado a mais completa gama de papéis especiais, disposta em duas grandes famílias: Linha Plus e Curious Collection. Papéis coloridos na massa, com diversas opções de texturas, marca d´água, gramaturas, formatos e superfícies (metalizadas, toques diferenciados, fibras aparentes).

Brasilcote
• Linha Branca: Papéis de alto brilho - Couchecote, Doblecote e Duplexcote -destinados para a confecção de rótulos e materiais promocionais;

• Linha Metalizada: Metalcote - papel Couchecote metalizado na cor prata, destinado para a confecção de rótulos;

• Linha Laminada: Lamicote - cartão laminado nas cores prata e ouro, brilhante e fosco.

Outras opções: Lamicotes Holográficos, Lamicote Escovado Pewter e Lamicote Escovado Silver.

Graphimport
Cquerello, Nettuno, Constellation Jade, Pergamenata, Marina, Opaline, Sírio Pearl, Splendorlux, Freelife Merida e Century SoHo para tecnologia HP Índigo.

Grupo Bignardi
Art Millennium, Auto Copiativo Millennium, Bond Millennium, Cartolina Millennium, Cartolina Escolar, Eco Millennium, Post Millennium, Super Bond Millennium, Tac Millennium e Vergê Millennium.

Klabin
Todos os cartões de fibra virgens da Klabin são produzidos com um mix de fibras curtas (eucalipto) e longas (pinus), que confere resistência e ótima qualidade de impressão às embalagens. Por isso, atendem a segmentos diversos, como o alimentício, de bebidas, de produtos refrigerados, de produtos de higiene e limpeza, de brinquedos e eletroeletrônicos, além dos setores farmacêutico e de cosméticos.

São fabricados nas unidades localizadas em Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

• LPB: possui cartões indicados para embalagens que não necessitam de refrigeração para conservação, como sucos, leites, água de coco, molhos, isotônicos e vinhos, e cartões especialmente confeccionados para serem usados em embalagens para produtos líquidos e pastosos, que precisam de refrigeração constante, como leites pasteurizados, sucos e iogurtes.

• KlaFold - indicado para embalagens cartonadas em geral e oferece ótima rigidez, printabilidade e desempenho no processo de corte e vinco da embalagem. Uso do papelcartão KlaFold: É recomendado para embalagens semi-rígidas, como são as embalagens de produtos alimentícios, de higiene e limpeza, brinquedos, eletrodomésticos, utensílios, entre outros. O cartão recebe três camadas de revestimento, o que confere às embalagens um bom resultado gráfico e destaque nos pontos-de-venda.

• KlaFold FZ - indicado para embalagens semi-rígidas que necessitam de maior resistência e que permanecem por longos períodos em locais refrigerados, com baixas temperaturas e alta umidade. Esse cartão recebe uma aplicação no verso que cria uma barreira à penetração de água. Uso do papelcartão KlaFold FZ: indicado para embalagens de produtos do segmento de alimentos congelados ou refrigerados.

• KlaPrint: garante boa printabilidade e estabilidade do cartão, além de possuir como diferencial o excelente desempenho e resultado na operação de acoplamento de microondulado. Por ser versátil, é ideal para ser acoplado em diversos tipos de embalagens de microondulado. Seu revestimento garante excelente superfície de impressão, adequada aos processos de offset, rotogravura e flexografia. Uso do papelcartão KlaPrint: indicado para cobertura de microonduladoss usados em embalagens, utilizadas nos segmento de calçados e eletroeletrônicos, entre outros.

• KlaMulti: além de excelente superfície de impressão adequada aos processos de offset, rotogravura e flexografia o cartão KlaMulti recebe um tratamento especial para garantir extrema resistência ao rasgo, mesmo em condições severas de umidade - ou seja, as embalagens confeccionadas com KlaMulti podem molhar sem comprometer as características do cartão. Entre os seus diferenciais, além da alta rigidez, destaca-se também a baixa absorção de água para tolerar as condições encontradas na cadeia produtiva, tais como envase, armazenamento, distribuição e consumo. Uso do papelcartão Klamulti: É indicado para embalagens multipack de cervejas, refrigerantes, iogurtes, entre outros.

MD Papéis
Para o mercado gráfico e principalmente promocional, a MD Papéis oferece a Linha Acácia.

Acácia Color (offset Marfim) e Acácia Text (offset Branco), ambos nas texturas antílope, linho, skin e vergê, nas gramaturas 90, 120, 180 e 240.

Acácia Art (couchê L2 branco), nas texturas linho e skin, nas gramaturas 115 e 170.

Para o mercado industrial, a MD Papéis também oferece outros tipos de substratos, como papéis base para laminados decorativos, filtros automotivos, liners paras siliconização, papéis crepados, papéis para embalagens flexíveis, entre outros.

Multiverde
A linha de papéis especiais para uso gráfico é a seguinte:

• Multiara: Papéis coloridos na massa com cinco tonalidades fluorescentes.
• Multiton: Papéis alcalinos coloridos, com cinco opções de cores que vão de tons pastel a escuros intensos.
• Multiver: Papéis vergê com seis opções de cores.
• Multitex: Papéis alcalinos coloridos, com quatro opções de texturas gofradas.
• Multieco: Papel composto por mix de fibras recicladas e fibras virgens provenientes de áreas reflorestadas em versões offset e monolúcido.
• Multimax: Papel offset branco alcalino, com excelente printabilidade.

Suzano
A Suzano considera especiais toda sua linha de papéis. Segue a relação completa:

• Não revestidos: Reciclato, Paperfect, Alta Alvura, Pólen Soft e Pólen Bold.
• Revestidos: Couché Suzano Matte, Couché Suzano Gloss, Kromma Gloss e Kromma Silk.
• Papelcartão: Supremo Alta Alvura, Supremo Duo Design, Royal Tech, TP Premium, Art Premium Tech, Super 6 Premium, Neo Pack, Art Blister Tech, TP Polar.

Vip Papers
Particles (Arjo Wiggins):75% reciclado, sendo 40% pós-consumo, 35% pré-consumo e livre de ácido. Disponíveis em 100, 150 e 250g, formato 70x100cm
.

Natural Plus (Arjo Wiggins): Coloridos com corantes 100% naturais, sendo 30% pós-consumo, 40% pré-consumo e 30% de fibra virgem. Disponível em 4 cores e nas gramaturas 90,150 e 220.

Plike - Cordenons: papel com toque aveludado, em cores vivas e gramatura 330.

Stardream Dual: Papel metalizado duas faces, disponível em 4 cores e gramaturas de 120 e 285.

Ivobel: Opalina Belga com 3 texturas; gramaturas de 180 e 250.

Natural Plus: 100% recliclado com corantes naturais, disponíveis em 90,150 e 220g.

Markatto: Papel com textura fina em gramatura 80,120 e 180.

Marrakech TX: Com textura telada e microcotelê, somente em 180g.

Trabalha também com toda a Linha Color Plus, todas as cores e gramaturas.

Papel Rives: apresenta alto percentual de algodão, com toque macio e aparência sofisticada. Apresenta excelente performance em todas as técnicas de impressão convencional.

Evenglow Opalina: Novo padrão de opalina, superfície acetinada, mais encorpado e mais branco, garantindo maior printabilidade, tornando mais nobre a impressão gráfica.Texturas:Linear,Telado e Dapple.

Clear Plus: Linha de papel vegetal de alta qualidade, toque acetinado, fabricado com fibras de celulose pura e sem utilização de produtos químicos transluzentes. Recicláveis e isentos de ácidos. Aceitam muito bem as dobras devido a sua ótima formação de folha e rigidez. Disponível em sete gramaturas no formato 66x96cm.Gramaturas:92/102/112/140/180/230/285.

Linha Curious Metallics: Papel com brilho metálico em 2 gramaturas, 120 e 300, em 13 cores. Aceita todo tipo de impressão; utilizado para relatórios anuais, convites em geral, papelaria.

Vivox
A Vivox distribui o couché PhoeniXmotion, os reciclados Renova e Reciclato, o Vegetal Sihl Diamante, os papéis da linha Acácia, a linha de papéis de baixa gramatura da Bolloré para bíblias e livros volumosos e o Carolina digital. Além destes papéis a Vivox distribui diversos couchés importados e as linhas completas da Suzano e da MD Papéis.

VSP
Distribui diversas linhas de papéis especiais, nacionais e importados, que se aplicam às mais variadas finalidades, tais como impressão, escrita, comunicação corporativa, encadernação, revestimento, embalagens de luxo, criações artísticas, entre outras.

A VSP conta com muitos lançamentos recentes e vai continuar neste ritmo durante o ano, trazendo novos papéis e produtos. Os próximos lançamentos serão na linha dos metalizados e papéis vegetais.

Os destaques são:

• Relux Duetto: lançamento, são papéis com sofisticado brilho metálico, tom sobre tom em duas cores, cada face de uma cor.
• Relux Texture: papéis texturizados com sofisticado brilho metálico, disponível em sete cores na versão telada.
• Família Plac: placas de poliestireno extrudado e cartões revestidos com papel ou vinil.

 
Sumário
 
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