Atenta aos destaques do mercado gráfico, em 1984 a família Tiedemann - que também é proprietária da Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos - conquistou o controle da A. Ulderigo Rossi e está investindo fortemente na modernização do processo fabril. Uma das novidades é a produção, sob licença da alemã Sthal, das dobradeiras TK49 e K78.
Hoje, a fabricante de equipamentos para acabamento conta com uma linha completa de espiraladeiras, furadeiras, dobradeiras e pautadeiras. Velha conhecida do empresariado gráfico, a A. Ulderigo Rossi assume agora uma identidade rejuvenescida. “Somos um empresa muito antiga e respeitada no mercado. Os gráficos conhecem nossos equipamentos há vários anos e ainda os olham como uma máquina extremamente pesada, que não quebra. Continuamos sendo a mesma empresa, mantemos nossa confiabilidade, mas estamos bem mais modernos. Hoje, temos máquinas esplêndidas que concorrem diretamente com os modelos importados”, avisa Leandro Reis, gerente de vendas da fabricante.
Os equipamentos, que antes eram caracterizados com a letra T, agregaram o xis no nome. E é no xis do aperfeiçoamento que a questão é elucidada. “Temos a linha T, de máquinas um pouco mais simples, sem abafadores de ruídos e sem muito grau de automação, que são produzidas para concorrerem com o mercado chinês. Já na linha TX os equipamentos disputam o mercado de primeira linha. A TX 56 é destinada ao mercado de meia folha e a TX 36 é indicada ao mercado de um quarto de folha. O xis representa a melhoria na parte de set up, acertos mais rápidos e menos tempo de máquinas paradas. No mesmo formato de máquinas, temos equipamentos direcionados à primeira linha e para o mercado de importados chineses”, destaca Reis.
Mudanças mercadológicas
Reis chama a atenção para o fato de que o mercado brasileiro há anos vive de equipamentos importados. “Não tínhamos, no Brasil, empresas com capacidade de fazer máquinas para concorrer com equipamentos importados. Hoje, temos não só a A. Ulderigo Rossi como também outras empresas que fabricam equipamentos competitivos. A grande vantagem em ter máquinas produzidas no Brasil é a manutenção. Todas as peças são nacionais e os técnicos são treinados em Ribeirão Preto, interior paulista. É uma manutenção totalmente aberta: não depende de porto, processos de importação e outros detalhes que atrasam o andamento do negócio”, avalia Reis.
Além da concorrência chinesa, outro obstáculo, na opinião de Klaus Tiedemann, superintendente da Gutenberg, é a supervalorização da moeda brasileira, que atrapalhou o bom andamento dos negócios. “Buscamos desenvolver máquinas adequadas às necessidades do cliente, mas o real valorizado dificulta muito. Não acredito que o cenário será alterado no segundo semestre do ano por isso nosso foco é o mercado interno. Com a nova linha TX trabalhamos com mais tranqüilidade. A A. Ulderigo Rossi está sempre se modernizando: acabamos de aprovar mais um centro de usinagem de Primeiro Mundo“, diz Tiedemann.
Fundada em 1944 pelo engenheiro Ateneu Ulderigo Rossi, a A. Ulderigo Rossi foi criada para fabricar máquinas picotadeiras de pente, manuais e de pedal, que à época eram imprescindíveis à produção de blocos e talões de notas fiscais.
Em pleno desenvolvimento da indústria no Brasil, a empresa expandiu-se e passou a desenvolver novos modelos de máquinas com picotadeiras rotativas e as espiraladeiras, que são usadas na fabricação de cadernos brochuras. Ao término da década de 70, o atendimento ao segmento gráfico e editorial é melhorado com a fabricação de dobradeiras de papel.
Equipamentos
Dobradeira TX-36/6 para um quarto de folha
A A. Ulderigo Rossi percebe a carência do mercado de um quarto de folha e desenvolve a dobradeira TX-36/6 para resolver todas as dobras paralelas e cruzadas. Configuração básica: 1ª estação com 6 bolsas para até 6 dobras paralelas; 2ª estação com 2 bolsas para até 2 dobras paralelas ou cruzadas; formato: máximo de papel: 360 mm x 630 mm; formato mínimo de papel: 80 mm x 120 mm; clp - controle lógico programável com tela (touch screen e membrana); contador eletrônico de folhas e de lotes; alimentador automático de pilha plana com subida automática da mesa e sopradores laterais; alimentação a vácuo; dispositivo de folha dupla; sistema de transporte do papel por esteiras e guia lateral; eixo porta-faca após as bolsas para: corte, vinco, serrilha e picote e saída em escamas.
Opcionais: dispositivo de saída para formatos pequenos (bulas e outros); eixo segmentado para uso do coleiro e coleiro (hot melt).
Dobradeira TX-56 para meia folha
Descrição da Dobradeira TX-56: configuração básica: 1ª estação com 4 bolsas para até 4 dobras paralelas; 2ª estação com 4 bolsas para até 4 dobras paralelas ou cruzadas; 3ª estação de dobra por faca; formato máximo de papel: 560 mm x 840 mm; formato mínimo de papel: 100 mm x 150 mm; clp - controle lógico programável com tela (touch screen e membrana); contador eletrônico de folhas e de lotes; alimentador automático de pilha plana com subida automática da mesa e sopradores laterais; alimentação à vácuo.
- Dispositivo de folha dupla; sistema de transporte do papel por esteiras e guia lateral; eixo porta faca após as bolsas para serrilha, picote, corte e vinco. Opcionais: dobra de janela; alimentador contínuo; cabeçote de sucção automático; sistema de pré-empilhamento; eixo segmentado para uso do coleiro; coleiro (hot melt) e abafador de ruído. |