Desde a pré-história, o homem descobriu que uma forma eficiente de se comunicar era tingir paredes das grutas traçando perfis de animais e outros objetos relevantes à época. Mesmo que as “tintas” usadas nessa época fossem derivadas de sangue animal ou de qualquer fruto que expelisse um líquido viscoso, não deixa de ser um fato importante a relação antiga entre o homem e a tinta, a cor que representa felicidade e dá vida aos acontecimentos.
O filme “A Guerra do Fogo”, de 1981, produzido pelo diretor Jean-Jacques Annaud, retrata os hominídios pré-históricos e suas novas descobertas. Basicamente dividido em dois grupos - um que cultua o fogo como algo sobrenatural e outro que domina a tecnologia de fazer o fogo -, o filme revela outra descoberta: o hominídio descobre (ou pelo menos acredita) que a “tinta”, além de retratar façanhas no combate com o animal caçado, quando aplicada na pele dá um ar bem mais agressivo e imponente. Com isso, de acordo com a cultura da época, a fêmea se encanta e a caça sente mais medo do caçador.
Milhares de anos depois apareciam os primeiros processos de impressão no mundo. No Brasil, a chegada da indústria gráfica data de 1808 e exatamente agora completa seus 200 anos. Duas centenas de anos de história recheada de belos trabalhos e nobres impressos. É a vida que chega ao papel e elimina sua opacidade, assimilando novas cores. E aqui cor é tinta.
Na atualidade, o intuito dos fabricantes de tintas gráficas é oferecer um resultado final satisfatório e um produto de fácil manuseio. Os impressores e, conseqüentemente, os equipamentos que eles operam, não podem ficar muito tempo inoperante devido à adaptação da tinta aos diferentes tipos de trabalho. Há também a preocupação com os diferentes tipos de substratos que serão impressos. Para cada necessidade - papel, plástico, folha-de-flandres, alumínio entre outros -, existe uma tinta adequada.
Fundada em 1986 pelas empresas Cromos, Metalcor, Bril-Loid, Multicor, Orema, Vivacor, Renner Hermann, Inmont, Sicpa, Grafinal, Supercor, Transpax e Lorilleux, a Associação Brasileira das Indústrias de Tintas para Impressão (Abitim) trata e discute os assuntos relacionados a matérias-primas, conjunturas econômicas que afetem o setor e trabalha em conjunto com seus associados para buscar reduções de custos dentro da cadeia. De acordo com Adhemur Araújo Pilar, presidente da Abitim e vice-presidente da Flint Ink, o obstáculo do setor no momento é o aumento da matéria-prima. “Em função da elevação do preço do petróleo no mercado internacional e também de várias commodities que vêm aumentando gradativamente durante o ano passado e em 2008, o setor tenta procurar alternativas, mas atualmente está muito difícil. As pressões de aumento de matéria-prima são elevadas”, postula o presidente.
Mesmo com solavancos, o segmento de tintas gráficas em 2007 se manteve valente, atingindo um volume de 104 mil toneladas contra 96 mil toneladas de 2006. “Isso dá um crescimento de 8% em quilos no mercado. É um crescimento satisfatório se levarmos em consideração que o Produto Interno Bruto (PIB) é de 4,5%. Acredito que o crescimento será mantido em 2008”, diz Pilar.
O setor de tintas gráficas é dividido em dois segmentos: editorial e embalagens. O segundo está diretamente ligado à distribuição de renda no Brasil. Quando um trabalhador recebe aumento de R$30 a R$40 ele não compra uma casa, mas pode comprar mais pacotes de bolacha, por exemplo. “O setor de embalagens alimentícias cresce com uma força muito grande em todos os seus elos, desde a caixa de papelão até a embalagem flexível. Já na área editorial, o crescimento depende de aspectos culturais, pois o setor sente a chegada de novas mídias. Mesmo assim, é um mercado que cresce à razão de 3% a 4% ao ano mesmo com o avanço consistente da internet. E as tintas acompanham a evolução”, avalia Pilar.
Processos de qualidade e fabricação
Quando desenvolvidas para processos de impressão litográfico (offset e litografia), as tintas geralmente contêm óleos secativos, resinas e solventes hidrocarbônicos (não polares), que irão formar os vernizes de alta viscosidade. São conhecidas no mercado como tintas pastosas. Já as tintas criadas para os processos de impressão flexográfico e rotográfico apresentam em sua formulação resinas e solventes hidrocarbônicos polares, que irão formar os vernizes de baixa viscosidade. Essa linha de tinta é conhecida como líquida.
Na opinião de Alice Canton, química responsável da Tecnotintas, houve uma evolução nos processos de qualidade em função da exigência de mercado com máquinas mais rápidas e novos suportes. “Hoje passou a ser exigência que toda a tinta fabricada tenha laudo de análise, ou seja, uma garantia a mais dos testes realizados em fábrica. Anteriormente só se analisava tack, viscosidade, moagem e força corante. Hoje em dia analisamos o brilho, o emulsionamento, a printabilidade, a secagem no suporte e na rolaria, entre outros”, conta Alice.
Marco Zorzeto, técnico da Printcor, acredita que o desenvolvimento de novas resinas permitiu o aprimoramento da formulação das tintas de alta secatividade, brilho e menor ganho de ponto. “Essa nova tecnologia permite, além da obtenção de impressos de melhor qualidade, uma alta produtividade e tempos menores na entrega dos impressos por parte das gráficas”, acrescenta. Para Daniel Pires Filho, diretor comercial da Canopus Química, as tintas precisam ser cada vez mais elaboradas para atenderem exigências de moagem, viscosidade de aplicação, tack e mistins.
Para aprimorar o desenvolvimento e tornar compatível o produto com a tecnologia vigente é preciso estudar o mercado. “A Cromos, em busca da contínua atualização tecnológica, realiza pesquisas no mercado interno e externo sobre as novas tendências de mercado para atender todas as necessidades dos clientes, seja em novos substratos, adequação de tintas a novos equipamentos, processos de industrialização, novos projetos, modernização do nosso parque industrial em 2008 e aquisição de matéria-prima importada, entre outros”, fala Jonas Cardoso de Mattos Junior, diretor de negócios/comercial da Cromos.
Relação com o ambiente
A eliminação total dos solventes pesados não é nem mais uma tendência, é uma obrigação. “Essa busca para eliminação total é certa. Todos os grandes fornecedores tratam esse assunto como prioritário e nós já conseguimos esse objetivo. A relação com o ambiente é muito mais ampla do que o uso ou não de certas matérias-primas na formulação; a produção sustentável, com uso racional de energia, mão-de-obra e recursos naturais, é parte de um sistema amplo de cuidado com o ambiente. Nossas unidades industriais são certificadas em conformidade com as normas ISO 14000, 18000 e 9000, além de sermos ‘Green Partner’ de grandes empresas globais preocupadas com o ambiente”, conta Alex Möller, diretor da Hostman-Steinberg.
Fiscalizar rigorosamente o fornecedor de matéria-prima é uma maneira de ser ambientalmente responsável. “A Tupahue possui o seu processo normatizado que garante a qualidade de fabricação de seus produtos, incentivando a busca por melhorias com evoluções constantes. O processo permite ainda um controle rígido dos fornecedores de matéria-prima, resultando numa produção de tinta de extrema confiabilidade. Como exemplo, citamos a fabricação de produtos menos agressivos. Podemos ainda falar na substituição de óleos minerais por óleos de fontes renováveis, isentos de VOC”, informa Valter Silva, gerente técnico da Tupahue.
Vale lembrar que toda adequação ou modificação de processos ou tecnologia exige investimentos. “Atualmente há uma preocupação com o uso de pigmentos de alta qualidade tendo maior solidez à luz UV e isentos de metais pesados ou solventes aromáticos. Existe uma gama extensa de tintas para impressão offset plana para diferentes substratos e diferentes necessidades do produto final que está de acordo com as exigências ambientais e globais. Atualmente é totalmente possível a eliminação dos solventes mais nocivos, porém muitas vezes a adequação requer investimentos em novos equipamentos, mudanças no processo fabril e mudança dentro da cultura das empresas”, avalia Nicole Seeder, gerente de suprimentos da Alphaprint.
Celso Armentano, gerente de assistência técnica da Sunchemical, diz que com a entrada no Brasil das multinacionais houve um aprimoramento das tintas em todos os processos, como na constância de qualidade, formulação, maquinabilidade e printabilidade. Já Bianca Adler, sheetfed technical manager da Sunchemical, afirma: “Atualmente é totalmente viável a eliminação de glicóis e óleos minerais nas composições das tintas. A tendência mundial é usar cada vez mais óleos e ésteres vegetais provenientes de fontes renováveis, ecologicamente corretos.”
No Brasil desde 1999, a Flint Ink atende todos os setores de tintas gráficas. “Todos os grandes compradores de embalagens têm uma lista de exclusão com todos os itens que não podem estar presentes na formulação. Não há uma fiscalização governamental, mas todos os fabricantes de tintas estão de acordo com as regras ambientalmente responsáveis. A Flint sempre busca antecipar-se às demandas do setor trazendo e investindo em novidades”, diz o vice-presidente da Flint Ink.
Manuseio e constância
A facilidade de manuseio e a constância de cor em lotes diferentes dão o toque de requinte ao produto. Para José Olimpio Pereira, da Góias Tintas Gráficas, o maior ganho neste ponto é a chapa de CTP, que além da definir melhor as cores gera economia considerável. Alice, da Tecnotintas, observa que para se atingir mais constância de qualidade no momento da impressão são necessárias parcerias “entre fabricantes e usuários, ou seja, o cliente está mais perto do fornecedor. Com isso, os testes são melhor realizados e as respostas são mais ágeis caso haja alguma correção a ser feita”.
Na opinião de Zorzetto, o manuseio rápido e seguro dos impressos e a utilização de tintas concentradas e secativas impressas em sistema on-line, com verniz base água de proteção, diminui significativamente os tempos e as perdas de processo. “Com relação à estabilidade da qualidade de impressão, a aplicação de gerenciamento de cores e mapeamentos densitométricos, respeitando as densidades para cada suporte de acordo com Test Form na impressora, têm permitido alcançar resultados homogêneos. É importante lembrar que equipamentos impressores de última geração já realizam esses controles automaticamente”, argumenta o técnico da Printcor.
A própria evolução do mercado se encarrega de mudar certos paradigmas. “Além da evolução tecnológica nos equipamentos mais modernos, reduzindo tempo de set-up, reduzindo desperdícios, melhor qualidade e agilidade, há auxiliares atualmente no processo de impressão que também estão de acordo com as novas preocupações ambientais. Inclusive no manuseio do próprio funcionário de impressão, afinal solventes como aguarrás, xilol, toluol, querosene não foram desenvolvidos para limpeza de mãos e para limpeza de máquinas. Existem alternativas de acordo com leis ambientais”, argumenta Nicole.
Na Sunchemical, Armentano fala que há alguns anos a análise das tintas era bem diferente: “Analisávamos na tinta fabricada apenas algumas características reológicas. Hoje, em função da maior exigência e dos avanços tecnológicos das máquinas impressoras, aumento de velocidade, prazos menores, papéis diferenciados, entrada de CTP, novas retículas, retículas com maiores lineaturas, o controle de qualidade é bem mais rigoroso. Atualmente, uma tinta para ser liberada, passa por uma bateria enorme de testes de qualidade, além da busca constante de novas formulações. A SunChemical tem a facilidade de buscar novas tecnologias em qualquer uma de suas unidades pelo mundo.”
Criar embalagens diferenciadas e em novos formatos é outro diferencial importante. “A Cromos disponibiliza algumas linhas de tintas em embalagens a vácuo como medida para tentar eliminar a ação do oxigênio e também embalagens em cartuchos para alimentação automática. Nossas tintas são produzidas e liberadas com bastante rigor e critérios para garantir a constância de qualidade em nossos produtos, atendendo assim aos nossos clientes que estão cada vez mais exigentes”, conta o diretor de negócios/comercial da Cromos.
Silva diz que a Tupahue atua junto aos clientes com uma equipe de técnicos altamente qualificados e uma linha de produtos com poder de diversificação. “Nossos produtos apresentam excelente desempenho em máquina, possibilitando rápido acerto do equilíbrio água e tinta, alta estabilidade, rápido setting inicial e bom poder tintorial conforme o substrato a ser impresso.”
Impressoras com reversão
A tinta é o assunto principal desta reportagem, mas é notório que o próprio fabricante do insumo se preocupe com a tecnologia do equipamento impressor. Hoje é enorme o número de impressoras com reversão instaladas no parque gráfico. “No caso da Hostmann-Steinberg, esse fato é positivo, uma vez que fornecemos tintas para esses equipamentos desde sua concepção no fabricante de impressoras. Temos vasta experiência neste segmento”, diz Möller.
Independentemente da tecnologia é preciso estar preparado. “As empresas fabricantes de tintas de boa qualidade estão totalmente preparadas para atender a esta demanda, pois normalmente cada uma tem diversas linhas de tintas desenvolvidas especificamente para atender aos diversos processos de impressão. Existem fatores que passam a ser ainda mais importantes, como o controle da temperatura e a umidade relativa no processo de impressão, além de usar tintas com secagem adequada para este processo de impressão”, opina Nicole.
Pires crê que as novas impressoras preparadas para uso com tinta convencional, tinta UV ou mesmo tintas híbridas permitem que os fabricantes de tintas aperfeiçoem seus produtos. “Enxergamos como uma oportunidade de melhoria de nossos produtos”, diz o diretor comercial da Canopus Química. A ocasião concretiza o negócio. “O mercado é tão dinâmico que faz com que constantemente você tenha novos produtos para atendê-lo e quem não acompanha essas novas tecnologias e exigências do mercado está fora. A nossa linha Innov 40 foi desenvolvida para impressão offset plana com reversão, apresenta excelente produtividade, rendimento e economia, mesmo quando usada em equipamentos convencionais”, fala Mattos.
Armentano avisa que as máquinas de reversão obrigam os fabricantes a buscarem novas tecnologias. “Uma tinta de reversão necessita características reológicas diferentes das tintas convencionais, necessita de um perfeito equilíbrio de secagem, ou seja, não pode evoluir rapidamente sua secagem nos contras, pois acumula, aumentando as paradas e diminuindo a produtividade, mas ao mesmo tempo necessita de um rápida secagem no suporte. O empresário que investe neste tipo de máquina busca produtividade e para isso necessita de uma tinta com as características já mencionadas.”
Substrato da vez
Mesmo sendo de ótima qualidade, é fundamental que o gráfico saiba que tinta é específica para o substrato a ser impresso, pois só assim, ela atingirá a máxima performance. “Os substratos que mais dificultam hoje são os papéis recicláveis e alguns papéis importados que apresentam dificuldade em ancorar as tintas e os produtos de acabamento”, diz Pereira, da Goiás Tintas Gráficas.
Silva cita alguns outros substratos: “Cartões plastificados, polietileno, papéis vegetais, papéis laminados e papéis térmicos são desafiadores para os fabricantes de tintas, pois estes suportes não apresentam porosidade para o correto ancoramento das tintas convencionais por penetração, fazendo com que a participação das tintas que utilizam a tecnologia de cura UV aumente nesses nichos de mercado”.
A variedade que traz dificuldades faz com que os fabricantes de tintas invistam ainda mais no desenvolvimento de novos produtos. “A necessidade do mercado de impressão offset de imprimir numa gama imensa de novos suportes, como tyvec, cartões plastificados, papéis metalizados, plástico, tentando substituir impressões feitas em outros sistemas de impressão, como rotogravura, flexografia e silkscreen, com custos e tiragens menores, trouxe novas dificuldades, mas ao mesmo tempo um novo mercado para atuarmos. Este fato acarretou um aumento importante do mercado de impressos de tintas ultravioleta. A dificuldade está na tentativa de realizar impressos em equipamentos offset convencionais, sem recursos de verniz base água de proteção, pois este fato gera perdas por problema de secagem, aderência, ancoragem e brilho”, conta Zorzetto.
Armentano chama a atenção para o couché fosco: “Ele ainda é um papel problemático para imprimir, apesar de os fabricantes de tinta terem aprimorado suas formulações, e as gráficas, se adequado às dificuldades. A SunChemical desenvolveu novas linhas que melhoram significativamente essas dificuldades. As tintas WideStar Matt e Toplith West possuem secagem e resistência à abrasão que permitem um fluxo de trabalho normal para este suporte e perfeita aplicação de vernizes UV. Outro suporte em que normalmente as gráficas encontram grandes dificuldades para trabalhar são os suportes não absorventes, laminados e metalizados. A SunChemical desenvolveu a linha de secagem oxidativa Folien, que permite imprimir sobre esses suportes. Como imprimir sobre esse suporte requer alguns ajustes de processo, a SunChemical disponibiliza uma equipe técnica para toda orientação de trabalho.”
Pires comenta que a tendência de impressão em laminados de PP, PE, PVC requer maior atenção na escolha das tintas e vernizes. “Possuímos uma linha de tintas offset plástico e vernizes especiais para adesão em substratos como laminados. São produtos cura UV, 100% sólidos, que permitem um diferencial na embalagem.”
Com 130 fábricas espalhadas pelo mundo, a Flint Ink traça um projeto de crescimento bastante motivador para este segmento. “Temos disponíveis aqui no Brasil tintas que foram trazidas da nossa fábrica na Alemanha. Temos as tintas que são localmente com tecnologia européia e como última novidade transferimos tecnologia para o mercado de embalagens flexíveis e novidades em tintas para rotogravura e flexografia. Oferecemos produtos europeus para clientes que irão imprimir produtos extremamente nobres e também temos tintas com preços intermediários. Nosso foco é crescer em tintas planas, buscar sempre produtos de alta qualidade. Por isso apresentamos a linha K+E, que oferece máxima proteção e desempenho inigualável. Paralelamente a isso, temos o atendimento e a parte de logística como diferenciais relevantes”, diz o vice-presidente da Flint Ink.
Nicole argumenta que antes de ser usado ou lançado no mercado determinado substrato já passou pela fase de testes: “Não existe isso, pois o desenvolvimento e distribuição de um substrato no mercado de impressão somente tem sentido se já tem o conhecimento de qual meio de impressão oferece a melhor qualidade. Por isto temos substratos especialmente desenvolvidos para cada processo de impressão. Uso como exemplo os filmes específicos para impressão plana impressos com linhas de tintas específicas para substratos não porosos”. Möller segue o mesmo raciocínio: “Todo substrato desenvolvido para ser utilizado na indústria gráfica foi testado e homologado por algum fornecedor de tintas. O processo de impressão é que determinará qual a tinta ideal indicada.”
Parcerias
A estreita relação entre fabricante de equipamento e da tinta gera melhorias para toda a cadeia gráfica. Além do avanço diário da tecnologia, a globalização permite trocas rápidas de informações. Assim surgem as parcerias. “Sempre temos interesse em trabalhar de forma conjunta com os fabricantes de equipamentos gráficos e estas parcerias ocorrem normalmente. Temos ótimo relacionamento com todos os fabricantes e, sempre que oportuno, trabalhamos em conjunto”, conta Möller.
Geraldo Ponce, gerente comercial da Tecnotintas, revela que não existe parceria, porém a própria evolução de maquinários da indústria gráfica impulsiona a melhora dos insumos gráficos. “As máquinas mais modernas possuem um nível de exigência maior dos produtos e os fabricantes se adaptam a essas necessidades. Cito como exemplos as impressoras mais velozes e com sistema de reversão, implicando em um melhor desempenho das tintas (secagem e printabilidade), onde, no setor de acabamento, este desempenho também possui um papel muitíssimo importante”, completa Ponce.
Zorzetto encara com naturalidade a troca de informações entre os fabricantes. “É natural que os grandes fabricantes internacionais de tintas que atuam no mercado europeu tenha a vantagem de conhecer antecipadamente as tendências e lançamentos de equipamentos de impressão e desenvolver mais rapidamente seus produtos. O que se nota é uma tendência tipicamente brasileira dos representantes de equipamentos de impressão se dedicarem à comercialização de tintas e outros insumos gráficos. Esta tendência aumenta mais ainda a concorrência entre os fabricantes locais, mas tem a vantagem de aumentar a oferta de novos produtos ao mercado gráfico.”
A Cromos, de acordo com Mattos, está aberta a novas alternativas: “Devido à alta gama de fornecedores que entraram no mercado nacional nos últimos anos e às características dos nossos clientes, precisamos constantemente procurar a melhor performance em todos equipamentos e insumos que estão presentes no mercado. Eventuais parcerias podem vir a ser contempladas, desde que agreguem valor ao cliente e não sejam restritivas ao seu atual poder de escolha, sem restrições de uso da tinta”.
O diretor comercial da Canopus avisa que os fabricantes de tintas globais normalmente possuem parcerias com os maiores fabricantes de impressoras. “As máquinas chegam ao Brasil normalmente com produtos químicos, tintas, vernizes e produtos auxiliares importados. Mas existem sempre oportunidades de desenvolvimento para fabricantes locais”, conta Pires. A Sunchemical sempre trabalha com outras empresas, busca novos parceiros de máquinas, suportes, chapas, blanquetas e prepress.”A Sun Chemical investe em pesquisa e desenvolvimento globalmente por meio de suas quatro unidades de pesquisa localizadas nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Japão, com o objetivo de desenvolver novas tecnologias e estar sempre na vanguarda das novas tendências mundiais. Localmente, cada unidade possui equipes muito bem treinadas e laboratórios com equipamentos de última geração para atender nossos clientes. Fornecemos soluções globais e locais, sempre com o foco no desenvolvimento de nossos clientes e do mercado gráfico mundial”, relata Cristina Barros, da área comercial da Sunchemical.
Nicole lembra que um não vive sem o outro: “Para as indústrias fornecedoras de tintas também é fundamental desenvolver tintas com aplicação abrangente, que sejam compatíveis com uma gama de equipamentos de diferentes fabricantes para que tenham obtenção de escalas de produção, proporcionando preços mais competitivos para o mercado”.
Produtos:
Alphaprint
A Alphaprint apresenta as tintas VanSon, especialmente desenvolvidas para a impressão plana, tendo várias linhas para processos e substratos diferenciados.
Canopus
A Canopus, em comemoração aos 15 anos, lança um catálogo de produtos que abrange vários segmentos de impressão gráfica. Vernizes cura UV, vernizes à base de água, impermeabilizantes, vernizes à base de água, vernizes blister e skin, tintas offset e UV.
Cromos
Seu portfólio é composto pelas linhas Coated, Westerprint, Alibrinq, Cromolux, Lamicote e Concentrada. Há ainda a linha Innov 40, que é a última palavra em tintas premium de alta performance e qualidade.
Essa linha é produzida com óleos vegetais e insumos selecionados e possui baixa emissão de componentes orgânicos voláteis, contribuindo para a melhora das condições no ambiente de trabalho e consolidando a consciência ecológica presente no dia-a-dia.
O mais recente lançamento é a escala Evolution Speed, que é o resultado do comprometimento da Cromos em melhor atender às exigências do mercado por qualidade e agilidade de produção. A linha apresenta secagem rápida, que permite o acabamento mais veloz, mantendo o conceito overnight. Disponível nas versões normal e concentrada, é a escolha ideal para impressão de materiais promocionais, editoriais e comerciais, em papéis revestidos e não revestidos.
Goiás Tintas Gráficas
A Goiás Tintas Gráficas atua em toda linha de tintas gráficas, planas, jornal, flexográficas, além de vernizes, chapas , químicos e colas de um modo geral, para papel e madeira. A grande novidade apresentada é o laboratório de manipulação de tintas especiais, que procura atender o cliente na sua necessidade de padrão de cor.
Hostmann-Steinberg
Lançamento da tecnologia !nkredible. São tintas de nova geração, como Resista / Reflecta / Rapida / Surprize / Impression / Perfexion.
Printcor
A novidade é a inauguração, prevista para julho de 2008, da nova unidade industrial especializada na produção de tintas e cores especiais. A unidade conta com equipamentos de produção e controle de qualidade de última geração, e vai buscar atender com maior rapidez, flexibilidade e qualidade o mercado de tintas e cores especiais.
Os mercados que a unidade focará são: tintas offset cores especiais, tintas offset e ecológicas com baixíssimo VOC, tintas ultravioleta; tintas de segurança e tintas metalgráficas.
Esta nova unidade do Grupo Printcor se soma às unidades Printcor - São Paulo (Diadema) , Printcorsul - Rio Grande do Sul (Cachoeirinha) e Printcor Minas (Belo Horizonte), que produzem tintas offset planas e rotativas, que juntamente com a unidade Printverniz - São Paulo (São Bernardo do Campo), visa o melhor atendimento do mercado gráfico brasileiro e da América Latina.
Sunchemical
A Sunchemical desenvolve uma linha de tinta 100% base vegetal, de excelentes propriedades em máquina e que se equipara com as propriedades de printabilidade de uma linha mineral, tais como rápido setting, secagem e resistência à abrasão.
Tupahue
A Tupahue possui tintas para os diversos segmentos de impressão. Como novidade foi apresentada ao mercado uma linha de tintas ecologicamente correta, que utiliza em sua formulação óleos de fontes renováveis, com baixo odor residual e isenta de VOC.
Estas tintas também atendem às exigências da norma de metais pesados. Apresentam excelente estabilidade em máquina, rápido equilíbrio água e tinta, brilho, rápido setting inicial e boa resistência ao atrito, garantindo alta produtividade em máquinas planas multicores com ou sem reversão, já que as gráficas atualmente trabalham com prazos cada vez mais curtos.
Com a versatilidade apresentada por essa linha de tintas e baixos níveis de toxicidade comprovados por laudos de laboratórios credenciados, oferece aos clientes que atuam nos segmentos de embalagens de alimentos, brinquedos e promocional um produto de excelente qualidade.
Tecnotintas
A Tecnotintas possui a linha Premium (com excelente resistência a atrito e abrasão, além de proporcionar ótimo brilho, permitindo a aplicação de vários tipos de vernizes, bem como plastificação); a linha Duo Coating (versão de tinta offset plana que proporciona excelente secagem em vários tipos de gramatura dos suportes a serem impressos. Apropriada para aplicação no verso dos suportes); e a linha Top Maxx (indicada para impressos que necessitam de ótima printabilidade, pois possui em sua composição maior concentração pigmentária. Desenvolvida para diversos tipos de suportes, proporciona alto brilho no resultado final). |