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Grandes Formatos - Edição 75
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Terra de gigantes
 
Avassaladora no início, a Lei Cidade Limpa já é encarada como um obstáculo totalmente ultrapassado. A diversificação dos negócios é o caminho para o setor.
 

Após completar recentemente um ano do seu primeiro aniversário, a Lei Cidade Limpa, implantada por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do Município de São Paulo, em 6 de dezembro de 2006, varreu da cidade todo tipo de publicidade externa, como outdoors, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights.

Olhando pelo lado estético, a grande maioria da população paulistana encarou sem ressalvas a nova lei, que, de fato, tornou a cidade bem mais limpa, livre da poluição visual desordenada. Há quem debateu, mas acabou vencido e convencido pelas regras.

A tempestade gerada, num primeiro instante, assustou o mercado gráfico de comunicação visual de grandes formatos. A bonança pode vir agora. “Depois da entrada em vigência da lei, o mercado vem passando por uma fase de adaptação que acredito estar no fim. Houve a necessidade de diversificação dos negócios em segmentos promocionais indoor e exploração de outras geografias. Para a HP, o resultado geral não foi impactado pela lei, pois temos um portfólio único na indústria de comunicação visual e impressão de grande formato que nos permitiu e permitirá oferecer ao mercado resposta para quem quer se diversificar”, expõe Luis Otavio Palácios, diretor de grandes formatos da HP Brasil.

Vale lembrar que mesmo após estes 12 meses, os empresários responsáveis pelas empresas de outdoor vivem momentos de insatisfação. À primeira vista, parecia que o reconhecimento criado no mercado publicitário fora desprezado. No balanço final, o esforço de todos na construção do melhor relacionamento técnico e profissional junto às agências de propaganda e aos anunciantes em geral triunfa soberano. Aos fabricantes dos equipamentos para grandes formatos sobrou a nobre tarefa da diversificação. “Após alguns meses convivendo com a Lei Cidade Limpa, observamos que de um modo geral o mercado ainda está se adaptando, criando novas aplicações e novos serviços que se enquadrem nas normas. Muitas empresas conhecidas mudaram radicalmente o tipo de serviço oferecido para se adaptarem às novas regras e isto não permitiu que o mercado sofresse um total desaquecimento”, diz Rogério Tuvetto, gerente de produtos da Akad.

Hamilton Costa, diretor da An Consulting, observa que a lei foi um impacto forte para as empresas que atuam no segmento e que tinham seu faturamento calçado na mídia externa. “O mercado, especialmente em São Paulo, sofreu, é claro, uma retração, enquanto outras alternativas vão se viabilizando e se ampliando como o crescimento de mídias internas, revestimentos de veículos, entre outros”, acrescenta. Já na opinião de Eduardo Sousa, coordenador de marketing da Alphaprint, “o impacto foi sentido, mas, aos poucos o segmento se reencontrou e criou alternativas, como novos nichos de mercado, aplicações diferenciadas e um movimento forte em produtos para o mercado varejista como displays e gôndolas”, avalia.

Para a Agfa, a lei passou apenas pelo segmento de impressão digital base solvente. “Não atingiu nossos negócios, pois focamos em impressão digital tecnologia UV. A tecnologia UV de impressão está se desenvolvendo rapidamente no mercado porque permite maior diversidade de aplicações, isto é, tem a vantagem de imprimir em uma gama muito maior de substratos tanto rígidos como flexíveis”, explica Ana Borella, responsável pela área de impressão digital grandes formatos da Agfa.

Competição acirrada
Estar sempre bem preparado para atingir máxima performance não é um privilégio apenas dos atletas de alto escalão. O “preparo físico” dos fabricantes dos equipamentos de grande formato precisa se igualar à velocidade da tecnologia imposta pelas demandas. Antes da criação da lei, a mídia externa atravessava um bom momento, com fornecedores espalhando-se rapidamente.

É preciso ter fôlego e pulmão de aço para competir e ao mesmo tempo tornar os produtos mais acessíveis. “Como em todo o mercado, a capacidade de oferta mais equilibrada com a demanda tende a tornar mais acessíveis as tecnologias, embora valha a pena ressaltar que entraram muitos competidores e fornecedores de qualidade discutível e muitos equipamentos de origem asiática sem a mínima garantia de qualidade e serviços necessários para este tipo de mercado. Com isso, além de os fornecedores de tecnologia terem alguns de seus produtos banalizados no mercado, o próprio impressor/birô de impressão teve que entrar numa guerra de preços com empresas que adquiriram equipamentos baratos e de péssima qualidade, que contaminaram o mercado com produtos de qualidade baixa, porém com clientes que são sensíveis unicamente a preços”, argumenta Sousa.

Naturalmente, de acordo com Costa, o aumento da concorrência amplia a oferta e leva à diminuição de preço, mas quase nunca é saudável para a sobrevivência de muitas empresas: “Essa é uma questão relevante, especialmente na área de impressão digital. A lógica da estratégia das empresas tem que sair da visão de produto e passar para a visão dos benefícios aos clientes proporcionados pelos produtos e serviços que se oferecem. Nunca houve, como agora, tamanha oportunidade de desenvolvimento de novos negócios e de novas possibilidades de oferta de novos serviços aos clientes gráficos, sejam de grande formato ou não, desde que se perceba que ajudar os clientes a resolver seus problemas de comunicação, entender melhor o negócio dele e propor soluções que ele desconhece e, com isso, gerar novas demandas em vez de ser demandado; essas são as chaves do sucesso. Sei que é uma mudança difícil para muitas empresas, mas é essa atitude e posicionamento estratégico que gerarão a diferença e garantirão resultados bem acima da média”, aponta o consultor da An Consulting.

Bem-vindo à era da diferenciação
“Ganhará a liderança o fornecedor que se diferenciar não só em preço, como vinha acontecendo, mas em um conceito de Custo Total de Propriedade, que vai além da conta imediatista de custo de impressão por metro quadrado, que só considera tinta e mídia. Leva em conta a obsolescência tecnológica, capacidade do fornecedor de suportar o equipamento, horas que o mesmo efetivamente trabalha, além de obviamente os custos de impressão. Também há a questão de aplicações oferecidas pelos fabricantes, como equipamentos UV, cama plana, impressão por tambor de alta produtividade, entre outros”, detalha Palacios.

Não necessariamente o aumento de novas empresas está relacionado apenas ao bom momento vivido em 2007. “Na verdade, o crescimento na produção destes equipamentos ocorrido no Japão, Coréia, China e Índia fez com que surgissem diversas novas marcas e modelos de equipamentos que, independentemente da força que a Lei Cidade Limpa exerceu, acabaram não tendo sucesso em seus lançamentos. Em alguns casos, uma oferta maior de fornecedores no mercado acaba gerando ao cliente maiores dúvidas na escolha de seu equipamento, o que nem sempre compensa o baixo custo provocado por essa oferta. O consumidor deste mercado está cada dia mais seletivo e conhece ainda mais a tecnologia que está buscando e a empresa em quem confia para comprar”, conta Tuvetto.

Grandes digitalizados
A expansão da tecnologia digital trouxe na prática inúmeros benefícios para a arte da comunicação. “A utilização de suportes plásticos, adesivos e muitos outros está muito ligada à área publicitária, às áreas mercadológicas das empresas e às novas empresas que estão surgindo ligadas a design, como a criação de tecidos e revestimentos de todos os tipos”, fala Costa.

No quesito popularidade, os grandes formatos ganharam nota dez com a chegada da era digital. “Os benefícios são enormes, entre eles a produtividade, qualidade de impressão, fluxo de trabalho direto e o fato de ser totalmente digital. A impressão digital ficou mais popular e agora já começa a se diversificar em novas tecnologias e aplicações com diversos usos no mercado”, comenta o diretor de grandes formatos da HP Brasil.

Sousa defende o maior número de trabalhos com tiragens menores que a tecnologia serigráfica, por exemplo. “A tecnologia digital permite que o cliente final aprove alguns jobs com a única impressão que funciona como prova contratual também. Com o avanço acelerado de novas máquinas e tecnologia de ponta, a impressão digital possibilita a impressão em diversos tipos de substratos com uma velocidade enorme. Os segmentos potenciais são todos os que hoje necessitam de velocidade, qualidade e versatilidade que a tecnologia digital permite.”

Grandes formatos e pequenas tiragens
“Atualmente a utilização de impressoras de grandes formatos para grandes tiragens é mais usual devido à redução de custos dos insumos, como tinta, além do investimento inicial em equipamentos. Certamente ainda não podemos dizer que o processo digital substitua completamente o serigráfico, pois os custos ainda estão muito distantes, porém com o advento de personalização, melhor aproveitamento da matéria-prima a custos mais acessíveis e redução das perdas as empresas passaram a ter maior tranqüilidade para imprimir maiores tiragens em uma impressora digital, como é o caso das impressoras de alta velocidade da Infiniti modelo 3360AS, lançada pela Akad, que possibilita a impressão com até 78m²/h em modo draft de impressão”, opina Tuvetto.

Associar grandes formatos a pequenas tiragens, na visão de Palacios, da HP, é um equívoco. “Um equipamento como a Scitex Turbo Jet produz até 400m² por hora. Há também um erro em achar que equipamentos de larguras de impressão gigantes são usados necessariamente para imprimir peças gigantes. Na verdade, a largura de impressão também funciona para isso, mas o objetivo principal é o de imprimir formatos médios e pequenos em larga escala.”

A mesma idéia também é defendida por Sousa: “A Alphaprint, por exemplo, oferece um portfólio de equipamentos digitais de todos os tipos de volumes de impressão, desde equipamentos ‘entry-level’, de baixa produtividade e altíssima resolução, até equipamentos de volumes industriais, como a HP Scitex, que permitem impressão de tiragens altas de até 400m²/hora”.

Redução de custos
Mesmo não sendo primordiais a relação de confiança e troca de favores, não se descobriu ainda uma fórmula que evite a famosa pergunta: “Está ótimo, tenho tudo isto à disposição, mas quanto pagarei pelo investimento inicial e seus insumos cotidianos? “Houve uma nova possibilidade de comunicação mais rápida, mais criativa e efetiva. Ainda que em alguns casos o custo unitário possa ser mais alto, o valor gerado supera essa diferença”, evidencia Costa.

Tuvetto opina que a redução de custos de impressão ainda está muito alinhada com a qualidade e velocidade do que tem que ser impresso. “Por isso a Infiniti lançou o modelo Infiniti Fina 160, que possibilita fazer impressões com excelente resolução a um custo de impressão baixo, ajudando o consumidor a ampliar a sua área de atuação, mantendo a qualidade e confiança.”

De acordo com Sousa, quanto mais madura a tecnologia menor o custo de impressão. “A grande sensação do momento é a tecnologia que utiliza o processo de cura UV, que também é muito considerada e procurada por ser menos poluente e muito voltada para a preocupação ambiental. Impressoras que imprimem em tecidos, seja por impressão direta ou por transferência, também são um mercado em franco crescimento.”

Palacios diz que na medida em que se trabalha na escala correta para cada tipo de equipamento, há redução de custo. “Há equipamentos de baixa, média e alta produção e os custos se relacionam com seus pontos de equilíbrio. As linhas atuais levam consigo alguns avanços em relação à qualidade de impressão, durabilidade de cabeças e incrementos na estabilidade geral do equipamento, que proporcionam alta disponibilidade do equipamento e maior produtividade, além de ganhos tecnológicos diretos em velocidade e qualidade de impressão. Há também bastante tecnologia no desenvolvimento de novas tintas menos hostis ao ambiente, mais baratas e com melhor qualidade.”

Equipamentos

Agfa

:Anapurna M
Impressora de alta qualidade de impressão

A :Anapurna M é o modelo de impressora UV de grande formato que utiliza modernas cabeças de impressão de 14 picolitros, aceita materiais de até 160cm (63 polegadas) de largura e utiliza tinta ultravioleta de secagem instantânea, desenvolvida pela Agfa Graphics. O novo equipamento torna acessível a tecnologia UV, com qualidade fotográfica (até 1440 dpi) aos estabelecimentos de serigrafia e birôs de impressão, oferecendo um rápido retorno de investimento.

A :Anapurna M utiliza um sistema de seis cores, imprimindo também com light cyan e light magenta para produzir cores vibrantes e alta definição para imagens de grandes detalhes.

:Anapurna L:
Ótima opção para aplicação em materiais rígidos e flexíveis

A :Anapurna L é a impressora UV de grande formato diferenciada por imprimir com qualidade incomparável tanto em superfícies rígidas (acrílicos, displays, plástico, etc.) como em mídia flexíveis (tecidos, papel, lona e vinil). A :Anapurna L imprime materiais com até 160cm de largura e 45mm de espessura. Outra novidade é a aplicação de tintas brancas, tanto em superfícies transparentes como em coloridas, possibilitando vários efeitos de impressão. É possível também obter uma resolução máxima de 720 dpi e aplicar a função de impressão sem bordas, economizando o tempo perdido no corte.

:Anapurna XL:
Imprime duas mídias simultaneamente

A :Anapurna XL Imprime em materiais rígidos e flexíveis com até 250cm de largura e 45mm de espessura. Permite a aplicação de tintas brancas tanto em superfície transparentes como em coloridas, possibilitando vários efeitos de impressão. Trabalha com a resolução máxima de 720 dpi e permite impressão sem bordas, economizando o tempo perdido no corte.

Outra novidade da :Anapurna XL é o sistema Dual-Mode, que imprime com velocidade rápida e simultaneamente dois arquivos diferentes em duas mídias distintas de mesma espessura, com similaridade de material. A produtividade máxima é de 44 metros quadrados por hora.

:Anapurna XL2
Une qualidade de impressão com produtividade

A :Anapurna XL2 é uma impressora industrial digital de grande formato para trabalhos expostos em locais fechados ou ao ar livre. Com um design moderno, possui dispositivo de cura UV e imprime em materiais rígidos e flexíveis, com definição até 800 dpi, em superfícies de até 250cm de largura e espessura de 45mm. Trabalha com sistema de sete cores para impressão, utilizando as tintas light cyan e light magenta e a branca, ideal para impressão em superfícies coloridas e/ou transparentes. Seu novo sistema de impressão UV de secagem instantânea e a função de impressão sem bordas garantem ganho de tempo em todo o processo de impressão. Vem com mesa de impressão, software RIP, tintas e garantia.

Akad
RT: impressoras solvente Infiniti Fina160, Fina250, Fina320. Impressoras têxteis DGEN, modelos Teleios, Arachne, Artrix e Heracle; impressoras Canon, modelos IPF700, w6400. Scanners de grandes formatos da marca Contex diversos modelos de 18" a 54" polegadas. Impressoras e copiadoras Seiko-LED. Impressora de etiquetas Primera.

Plotters de recorte em Vinil da GCC, modelos etc. Impressoras de identificação da Fargo e Datacard. Softwares da ScanvecAmiable, linha Photoprint.

Alphaprint
HP Scitex XL 1500 solvente
HP Scitex XL 1200 solvente
HP Scitex Grand solvente
HP Scitex XL 2200 UV
HP Scitex FB 6700 (impressão em rígido e flexível)
UV HP Scitex TJ 8300 (tecnologia Solvente) solvente
HP Scitex TJ 8500 (tecnologia UV) UV
HP Designjet Z6100 base da água
HP Designjet 8000s solvente
HP Designjet 9000s solvente
HP Designjet 10000s solvente

Colorspan 5440uv (HP DESIGNJET H 35100) tecnologia UV
Colorspan 5445uv(HP DESIGNJET H 45100) tecnologia UV
Colorspan 5460uv(HP DESIGNJET H 35500) tecnologia UV
Colorspan 5465uv(HP DESIGNJET H 45500) tecnologia UV
Colorspan 9840 uv (HP SCITEX FB 910) tecnologia UV
Mutoh ValueJet 1604 mild solvente
Mutoh Toucan LT 87 mild solvente
Mutoh Viper - Dye Sublimation base d'água
Mutoh Viper TX - impressão direta em tecido base d'água
Esko Graphics Konsberg
AXYZ AXYZ
FOTOBA XL320

HP
HP Designjet 8000/9000/10000: equipamentos baixo solvente com altíssima qualidade de impressão para baixo e médio volume de impressão. HP Scitex modelos GrandJet, XL e Turbojet: impressão solvente de media e alta tiragem.

HP Scitex FB 6700: impressão à base de água pigmentada de alta qualidade e altíssima produção em escala industrial para Impressão em substratos rígidos e flexíveis.

Em março entram no mercado os seguintes produtos:

Designjet linha 54000: equipamentos de rolo e cama plana, sistema UV com sistemas de 4 e 6 cores de baixa e media produção com alta qualidade; HP Scitex 9840: UV cama plana de média produção.

Recentemente, a HP adquiriu a NUR Macroprinters No momento, as empresas aguardam a aprovação dos órgãos americanos de regulamentação de mercado para ser iniciado o processo de fusão.

 
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